<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Orkutcídio em Massa para Adoradores de Lasagna &#187; tempo</title>
	<atom:link href="http://orkutcidio.deliriocoletivo.org/tag/tempo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://orkutcidio.deliriocoletivo.org</link>
	<description>E também o assassinato de outros deuses</description>
	<lastBuildDate>Tue, 31 Aug 2010 20:31:50 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>O Problema e a Pergunta</title>
		<link>http://orkutcidio.deliriocoletivo.org/2009/07/08/o-problema-e-a-pergunta/</link>
		<comments>http://orkutcidio.deliriocoletivo.org/2009/07/08/o-problema-e-a-pergunta/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2009 02:23:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Peterson Espaçoporto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pra pensar]]></category>
		<category><![CDATA[capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[cidade]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://orkutcidio.deliriocoletivo.org/?p=1964</guid>
		<description><![CDATA[Já disse uma vez Adam Smith: o sonho dos homens é viver colhendo o que não plantaram (no sentido de não precisaram plantar). E eu acho que talvez a ambição de todo o sistema sócio-econômico contemporâneo, pelo menos quando se trata de por que as pessoas em geral (em oposição ao pessoal que lucra com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Já disse uma vez Adam Smith: o sonho dos homens é viver colhendo o que não plantaram (no sentido de não <em>precisaram</em> plantar). E eu acho que talvez a ambição de todo o sistema sócio-econômico contemporâneo, pelo menos quando se trata de por que as pessoas em geral (em oposição ao pessoal que lucra com isso e etc) o apóiam, seja justamente essa. E nunca estivemos tão perto disso.</p>
<p style="text-align: justify">E bem, pra isso há um problema: isso não é possível. Não é possível esperar que as plantações &#8211; veja bem, não as frutas espontâneas das florestas, mas as plantações &#8211; surjam do nada. Não é possível esperar que a casa vá se limpar sozinha, nem que a louça vá se lavar sozinha, nem que o DVD player de 50 reais vá se montar sozinho sem uma mão chinesa e etc etc etc.</p>
<p style="text-align: justify">E pra todo o trabalho sujo que precise ser feito pra que <span style="text-decoration: line-through">algumas</span> as pessoas possam aproveitar de um bem ou serviço é necessário alguém que o faça &#8211; melhor, que o aceite fazer. Eis um motivo, bem repetido pelo meu professor de geografia, pelo qual diferenças sociais vão sempre existir no capitalismo.</p>
<p style="text-align: justify">Sabe, acho interessante esse negócio de cuidar da própria vida; seja lá porque gosto da ideia de independência ou porque sou masoquista, há algum tempo li não sei onde um post de alguém meio revoltado com essa &#8220;automatização&#8221; e &#8220;prontificação&#8221; de tudo. Uma frase do post era algo como &#8220;porra, eu ainda quero fazer alguma coisa&#8221;. E me sinto exatamente assim. Não vejo nada de tão horrível em lavar louças: dá preguiça &#8211; e sou um péssimo lavador; não só demoro muito como metade da conta de água do mês deve ser por causa de uma lavada minha &#8211; mas eu acho até divertido passar umas duas horas da manhã de domingo ouvindo música e lavando a louça de um fim de semana sozinho em casa. Não vejo nada de horrível em cozinhar: na verdade quando morar sozinho é que justamente <em>quero</em> cozinhar.</p>
<p style="text-align: justify">A questão é que talvez as pessoas ainda fizessem mais isso se a rapidez e a &#8220;terceirização&#8221; &#8211; ou o que o documentário The Corporation definiu como &#8220;exteriorização&#8221;, no caso de empresas &#8211; não fosse tão imposta pelo ritmo moderno; o ritmo moderno é basicamente muito trabalho e trabalho mais rápido. Especialização, especialização, cada vez mais especialização &#8211; ou talvez mais conhecimentos diferenciados, o que seria um outro jeito de tornar a vida do cidadão algo bem cheio&#8230; Somos colocados nessa corrida louca por atualização, trabalho, dinheiro, trabalho, sucesso. O que exatamente é sucesso? É quase a mesma pergunta que há alguns dias vi numa vinheta da MTV: O que é qualidade de vida? Ter o &#8220;carro do ano&#8221; (acho engraçada essa expressão, sei lá porque ahEhae) ou viver numa cidade com ar puro, transporte público de qualidade, etc? O que é sucesso? Ter tempo disponível pra fazer uma coisa só e deixar todo o resto nas costas dos outros? É claro que nem sempre é assim; a questão é que muito se tornou indireto mas muitas vezes há empresas que fazem as coisas &#8211; mas, em última instância, os trabalhadores dessas empresas também precisarão fazer suas coisas e por aí vai&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">A pergunta é: isso é realmente necessário? Toda a crítica ao trabalho vai muito além disso &#8211; e obviamente além de mim; leiam o texto de Bob Black intituilado &#8220;Abolição do Trabalho&#8221; se quiserem, é fantástico. Mas o que quero dizer é que, pra termos de felicidade e satisfação pessoal, <em>não seria muito melhor</em> dividir nosso tempo entre trabalho &#8211; considerando o trabalho, é claro, como uma atividade que ao mesmo tempo é útil e colabora para com a sociedade também nos é prazeirosa &#8211; e lazer, amizades,  educação, tarefas de casa e mesmo de sociedade &#8211; limpar as ruas, fazer reuniões pra tomar decisões de interesse comum&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">Não seria?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://orkutcidio.deliriocoletivo.org/2009/07/08/o-problema-e-a-pergunta/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Entre o fantástico e o simbólico</title>
		<link>http://orkutcidio.deliriocoletivo.org/2008/04/08/entre-o-fantastico-e-o-simbolico/</link>
		<comments>http://orkutcidio.deliriocoletivo.org/2008/04/08/entre-o-fantastico-e-o-simbolico/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 08 Apr 2008 20:05:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Peterson Espaçoporto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pra pensar]]></category>
		<category><![CDATA[Pra ver]]></category>
		<category><![CDATA[aceitação]]></category>
		<category><![CDATA[alegria]]></category>
		<category><![CDATA[consciência]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[desafio]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[filme]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[idéias]]></category>
		<category><![CDATA[leitor]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>
		<category><![CDATA[mente]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[mundo]]></category>
		<category><![CDATA[obra]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[prazer]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.orkutcidio.org/?p=726</guid>
		<description><![CDATA[Tim Burton é um diretor fantástico. Mas além dos filmes que faz, ele também escreve, e escreve muito bem, por sinal.
No livro &#8220;O Triste Fim do Pequeno Menino Ostra&#8221;, os desenhos são vívidos, intensos, marcantes; as rimas por vezes não existem ou fazem o ritmo da poesia mudar, o que combina de forma elegante com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tim Burton é um diretor fantástico. Mas além dos filmes que faz, ele também escreve, e escreve muito bem, por sinal.</p>
<p>No livro &#8220;O Triste Fim do Pequeno Menino Ostra&#8221;, os desenhos são vívidos, intensos, marcantes; as rimas por vezes não existem ou fazem o ritmo da poesia mudar, o que combina de forma elegante com a história.</p>
<p>Estas, &#8220;combinando a doçura e a tragédia da vida&#8221;, como disse Felipe Barcinski no livro, são viagens artísticas do mais alto nível, e que ainda te deixam entre dois mundos. Você se emociona, ainda que as situações sejam bizarras, mas também aceita o desafio intelectual de compreender algum simbolismo por detrás delas, alguns às vezes provocativos, desses que chamam com voz doce o senso investigativo, como <em>o bebê âncora</em>. E, afinal, o que significa ter um filho com o forno microondas???</p>
<p>Entre o simbolismo e a fantasia. Assim vive a criatividade estupenda de Tim Burton. Os temas do livro geralmente são a busca por aceitação e adequação (personagens que sentem-se tristes e distantes por serem diferentes), a filiação (nunca conheci alguém que colocasse de forma tão brilhante no papel o que eu acho sobre ter filhos), a inevitabilidade da morte, e principalmente os prazeres solitários dos personagens sempre tão cheios de marcas, lutas, pesares, conflitos internos &#8211; que se mostram, sem pudor para o leitor, com uma sinceridade que escapa com suspiros de liberdade dos estereótipos de consciência romântica. Um sorriso desenhado nesse livro faz você se sentir bem, em paz, com uma alegria inenarravel e até bobinha; uma sensação leve, simples e poderosa &#8211; muito melhor do que as extravagâncias do romantismo.</p>
<p>Tenho pra mim agora um pequeno desafio: entrar na mente de Tim Burton. Mergulhar em seus tormentos, tão expressados na sua obra &#8211; entender <em>tacitamente </em>o que ele quer dizer e mostrar. Vou baixar seus filmes, saber de suas idéias e opiniões.</p>
<p>Mas isso, claro, quando eu tiver mais tempo livre&#8230;</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.flickr.com/photos/20310660@N03/2158530061/" target="_blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2166/2158530061_35e7b5d73b.jpg" border="0" alt="" /></a><br />
<a title="creative commons" href="http://www.photodropper.com/creative-commons/" target="_blank"><img src="http://www.orkutcidio.org/wp-content/plugins/photo_dropper/images/cc.png" border="0" alt="Creative Commons License" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a title="Daniel Pedrosa" href="http://www.flickr.com/photos/20310660@N03/2158530061/" target="_blank">Daniel Pedrosa</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://orkutcidio.deliriocoletivo.org/2008/04/08/entre-o-fantastico-e-o-simbolico/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Coisas que ninguém fala sobre células-tronco</title>
		<link>http://orkutcidio.deliriocoletivo.org/2008/04/08/coisas-que-ninguem-fala-sobre-celulas-tronco/</link>
		<comments>http://orkutcidio.deliriocoletivo.org/2008/04/08/coisas-que-ninguem-fala-sobre-celulas-tronco/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 08 Apr 2008 20:04:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Peterson Espaçoporto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pra pensar]]></category>
		<category><![CDATA[ação]]></category>
		<category><![CDATA[aceitação]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[Debate]]></category>
		<category><![CDATA[dia]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[fim]]></category>
		<category><![CDATA[Jogo]]></category>
		<category><![CDATA[Medo]]></category>
		<category><![CDATA[mente]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisas]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[realidade]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Verdade]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.orkutcidio.org/?p=725</guid>
		<description><![CDATA[Por que, num debate contra religiosos sobre pesquisas com células-tronco embrionárias, as pessoas não perguntam: &#8220;pra onde vai, segundo o mindset de vocês, o embrião morto? Pro céu ou pro inferno? Por quê?
-
O meu medo, um medo devereas bem recente, é verdade, é o de as pesquisas trazerem os milagres para a espécie humana. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por que, num debate contra religiosos sobre pesquisas com células-tronco embrionárias, as pessoas não perguntam: &#8220;pra onde vai, segundo o <em>mindset </em>de vocês, o embrião morto? Pro céu ou pro inferno? Por quê?</p>
<p>-</p>
<p>O meu medo, um medo devereas bem recente, é verdade, é o de as pesquisas trazerem os milagres para a espécie humana. A ausência de milagres é uma condição fundamental para o funcionamento da vida filosófica humana, principalmente a dos não-filósofos&#8230; Tanto a aceitação das adversidades quanto a batalha contra elas precisa de discernimento; demanda uma análise razoável da realidade que só pode ser feita num cenário estável &#8211; não importa se verdadeiro ou falso, mas pelo menos <em>estável</em>. Os milagres não só bagunçam o meio-de-campo; eles terminam o jogo.</p>
<p>E o que eu penso é que essas coisas que antes eram irreversíveis agora vão ser curadas, e isso é bom &#8211; mas ao mesmo tempo dar-se-á menos importância para essas coisas irreversíveis. Mas, essa é a idéia, não? O espírito do jogo. A ciência e a tecnologia progridem; quando curaram a tuberculose, fizeram a mesma coisa, e hoje em dia ninguém banalizou a tuberculose. Enfim, as ciências seguem seu curso. Para o bem e para o mal, whatever that means.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://orkutcidio.deliriocoletivo.org/2008/04/08/coisas-que-ninguem-fala-sobre-celulas-tronco/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Viva como se soubesse que não pode morrer</title>
		<link>http://orkutcidio.deliriocoletivo.org/2008/03/31/viva-como-se-soubesse-que-nao-pode-morrer/</link>
		<comments>http://orkutcidio.deliriocoletivo.org/2008/03/31/viva-como-se-soubesse-que-nao-pode-morrer/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 31 Mar 2008 23:21:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Peterson Espaçoporto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pra pensar]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[escritor]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>
		<category><![CDATA[mente]]></category>
		<category><![CDATA[moralidade]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[pergunta]]></category>
		<category><![CDATA[presente]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Verdade]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>
		<category><![CDATA[você]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.orkutcidio.org/viva-como-se-soubesse-que-nao-pode-morrer</guid>
		<description><![CDATA[As torrenciais paixões e agoniadas satisfações de vontades provenientes do &#8220;viva como se fosse o último dia&#8221; ganharam um bom oponente, penso eu. O &#8220;viva como se soubesse que não pode morrer&#8221;.
Bom, na verdade a frase é simplificada e não significa exatamente isso. Douglas Adams no livro &#8220;Vida, Universo e Tudo Mais&#8221; dá um verdadeiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As torrenciais paixões e agoniadas satisfações de vontades provenientes do &#8220;viva como se fosse o último dia&#8221; ganharam um bom oponente, penso eu. O &#8220;viva como se soubesse que não pode morrer&#8221;.</p>
<p>Bom, na verdade a frase é simplificada e não significa exatamente isso. Douglas Adams no livro &#8220;Vida, Universo e Tudo Mais&#8221; dá um verdadeiro presente à Arthur Dent. Quando este encontra-se com Agrajag, um monstro que foi morto em várias e várias reencarnações por Arthur, fica sabendo que ele matou Agrajag num lugar chamado Stavromula Beta &#8211; só que ele ainda não tinha feito isso. Logo, Arthur não podia morrer até matar Agrajag mais uma vez.</p>
<p>É interessante pensar dessa forma: os destemperos e inconsistências da vida humana provém da incerteza sobre o tempo que nos resta. Afinal, podemos morrer amanhã, e então tiramos dessa frase uma moralidade para viver. Mas, afinal, isso pode não acontecer; quem se esquece de que podemos morrer amanhã vive como se fosse viver pra sempre. O que o escritor britânico nos deu foi um meio-termo: Arthur sabia que não podia morrer. Portanto, ele tanto podia viver uma vida tranquila, sem sobressaltos, quanto uma vida cheia de aventuras perigosas e empolgantes, já que ele não poderia morrer de qualquer forma.</p>
<p align="center"><a href="http://www.flickr.com/photos/23696262@N08/2348488662/" target="_blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2002/2348488662_bf8b15233b.jpg" border="0" /></a><br />
<a href="http://www.photodropper.com/creative-commons/" title="creative commons" target="_blank"><img src="http://www.orkutcidio.org/wp-content/plugins/photo_dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" align="absmiddle" border="0" height="16" width="16" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/23696262@N08/2348488662/" title="MrClementi" target="_blank">MrClementi</a></p>
<p>Uma boa filosofia de vida, não? <strong>Duas</strong> perguntas: qual das <strong>três</strong> vocês preferem? Achar que morre amanhã, nem pensar que pode morrer amanhã ou saber exatamente as condições exatas que ainda não ocorreram que levam à sua morte? E a outra: o que vocês queriam que acontecesse pra marcar a morte de vocês? Analogamente, se Arthur ainda teria que matar Agrajag mais uma vez, o que vocês &#8220;fariam pra morrer&#8221;?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://orkutcidio.deliriocoletivo.org/2008/03/31/viva-como-se-soubesse-que-nao-pode-morrer/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um adendo ao Calendário Discordiano?</title>
		<link>http://orkutcidio.deliriocoletivo.org/2008/02/19/um-adendo-ao-calendario-discordiano/</link>
		<comments>http://orkutcidio.deliriocoletivo.org/2008/02/19/um-adendo-ao-calendario-discordiano/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 20 Feb 2008 02:37:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Peterson Espaçoporto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Metablogagem]]></category>
		<category><![CDATA[Pra fazer]]></category>
		<category><![CDATA[Trivialidades]]></category>
		<category><![CDATA[ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[calendário]]></category>
		<category><![CDATA[discordianismo]]></category>
		<category><![CDATA[relógio]]></category>
		<category><![CDATA[revolução]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.orkutcidio.org/wordpress/?p=547</guid>
		<description><![CDATA[O Calendário Discordiano (que você pode baixar e customizar aqui, arquivo .doc) é focado na grande decorrência do tempo &#8211; ele modifica a estrutura dos meses e das semanas. Cinco meses, cada um com 73 dias, 5 dias da semana, com nomes inusitados baseados nos 5 elementos básicos&#8230; 10 Feriados, 11 a cada quatro anos&#8230;
Entretanto, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Calendário Discordiano (que você pode baixar e customizar <a href="http://www.mediafire.com/?7zthmt9jjon" target="_blank">aqui</a>, arquivo .doc) é focado na grande decorrência do tempo &#8211; ele modifica a estrutura dos meses e das semanas. Cinco meses, cada um com 73 dias, 5 dias da semana, com nomes inusitados baseados nos 5 elementos básicos&#8230; 10 Feriados, 11 a cada quatro anos&#8230;</p>
<p>Entretanto, continuamos com a contagem do tempo pequena convencional: cada dia tem 24 horas, cada hora tem 60 minutos, cada minuto tem 60 segundos. E se mudássemos isso? Santaum, um recém-discordiano (uma pausa no post: nesse momento vi em ação a eficiência de um plugin para o firefox. Escrevi santaum.rog e ele automaticamente corrigiu pra <a href="http://santaum.org" target="_blank">santaum.org</a>) sugeriu um <a href="http://santaum.org/?p=190" target="_blank">sistema de contagem de tempo com base 10</a>, não com base 60. O dia passaria a ter 10 horas, com 100 minutos cada hora, 100 segundos cada minuto, com o segundo um pouco mais diferente do que o convencional, mas a diferença não é <em>lá perceptível</em>&#8230; Ou seja, 10 x 100 x 100 = 100.000 segundos.</p>
<p>Isso pode suscitar questões interessantes: a primeira delas é, por que não? Afinal, é um desafio: base 60 pra contagem do tempo é usada desde os sumérios, e para nos familiarizarmos com uma contagem em base 10 precisamos nos esforçar. Afinal, o discordianismo hihicroned é explodir a mente, expandí-la para escapar das convenções que são as verdadeiras prisões modernas. Quer um modo mais desafiador do que escapar da convenção do tempo, algo tão importante em nossas vidas???</p>
<p>Além disso, seria um mindfuck perfeito, não? Já é assustador quando dizemos pra alguém que hoje é 51 de Caos de 3174, seria ainda mais assustador se nos perguntassem as horas e disséssemos: são <strong>5:70</strong>!!!</p>
<p><strong>Calendário Santo-discordiano: como fas/?</strong></p>
<p>O mecanismo do calendário pode ser confuso, então vou tentar explicá-lo da forma mais simples possível: o que se faz é transformar um dia que tem 86.400 segundos (multiplica 24*3600) em um dia com 100.000 segundos.  A partir daí, tudo é uma questão de <strong>regra de 3</strong> ou <strong>normalização. </strong>Se você quiser saber quantas horas santo-discordianas são, por exemplo, 15:30 da tarde, é só fazer o seguinte raciocínio:</p>
<p><strong>15:30</strong> tem <strong>55800 segundos</strong></p>
<p>Então <strong>86.400s</strong> estão para <strong>100.000s</strong> assim como <strong>55.800s</strong> estão para&#8230;</p>
<p>Graficamente, se você fosse fazer no papel, ficaria:</p>
<p>86400                                100000<br />
55800                                     x</p>
<p>Multiplica cruzado, você tem:</p>
<p>5580000000  = 86400x</p>
<p>Passa dividindo pra isolar o x&#8230;.</p>
<p><u>5580000000</u> = x<br />
86400</p>
<p>E o resultado é&#8230;</p>
<p><strong>64583</strong> = x</p>
<p><strong>6</strong> horas</p>
<p><strong>45</strong> minutos</p>
<p>e <strong>83</strong> segundos</p>
<p>Ou, se você deseja fazer pela normalização, é ainda mais simples.</p>
<p><strong>15:30</strong> em segundos é <strong>55800</strong>.</p>
<p><strong>multiplique </strong><strong>55800</strong> pelo <em>número de normalização do segundo, </em>que é <strong>1,15741</strong></p>
<p>Vai dar exatamente o mesmo resultado, <strong>64583</strong>.</p>
<p><strong>Calendário Santo-discordiano: tabela de conversão para fins de praticidade</strong></p>
<p>Horário Normal       &#8211;        Horário Santo-discordiano<br />
Hora:Minuto                         &#8211; Hora:minuto<br />
00:00                                         &#8211; 0:00<br />
01:00                                        &#8211; 0:41<br />
02:00                                         &#8211; 0:83<br />
03:00                                        &#8211; 1:24<br />
04:00                                         &#8211; 1:66<br />
05:00                                         &#8211; 2:08<br />
06:00                                         &#8211; 2:50<br />
07:00                                         &#8211; 2:91<br />
08:00                                         &#8211; 3:33<br />
09:00                                         &#8211; 3:75<br />
10:00                                         &#8211; 4:16<br />
11:00                                         &#8211; 4:58<br />
12:00                                          &#8211; 5:00<br />
13:00                                          &#8211; 5:41<br />
14:00 &#8211; 5:83<br />
15:00                                          &#8211; 6:25<br />
<strong>16:00                                       &#8211; 6:66:66* </strong><br />
17:00                                         &#8211; 7:08<br />
18:00                                         &#8211; 7:50<br />
19:00                                         &#8211; 7:91<br />
20:00                                        &#8211; 8:33<br />
21:00 &#8211; 8:75<br />
22:00                                         &#8211; 9:16<br />
23:00                                         &#8211; 9:58<br />
24:00 &#8211; 10:00</p>
<p>* Curiosa e surpreendentemente, 4 horas da tarde seria um número péssimo para os cristãos no horário santo-discordiano, uma vez que seriam exatamente 6 horas, 66 minutos e 66 segundos. E, adivinhem: 16:00 são <strong>2/3</strong> do dia. Há! Por essa nem eu esperava**.</p>
<p>Horário Santo-discordiano &#8211; Horário normal<br />
Hora:minuto &#8211; Hora:minuto<br />
0:00 &#8211; 00:00<br />
1:00 &#8211; 02:<strong>23<br />
</strong>2:00 &#8211; 04:47<br />
3:00 &#8211; 07:12<br />
4:00 &#8211; 09:35<br />
5:00 &#8211; 12:00<br />
6:00 &#8211; 14:24<br />
7:00 &#8211; 16:48<br />
8:00 &#8211; 19:11<br />
9:00 &#8211; 21:36<br />
10:00 &#8211; 24:00</p>
<p>Pra facilitar, eu vi na primeira tabela que, de hora convencional em hora convencional, soma-se ou 41 minutos ou 42 minutos às horas santo-discordianas. Pois bem, como na maioria das vezes é 42, então normalizemos isso: pra saber que horas santo-discordianas são quando a hora normal for exata, é só multiplicar o horário por 42 (percebi agora. <strong>42</strong>!!!) se forem sete horas da manhã, por exemplo, o resultado é 294 &#8211; ou seja, 2 horas e 94 minutos. Podem haver desajustes; isso porque, como foi dito, algumas vezes, a soma é de 41, não de 42 minutos, mas em geral é isso aproximadamente.</p>
<p>Da mesma forma, na segunda tabela, adiciona-se, em média, 2 horas e 24 minutos convencionais a cada hora santo-discordiana, o que facilita muito.</p>
<p>Santaum me mandou uma tabela (arquivo .xls) sobre o calendário, com uma conversão bem detalhada. Eu criei um novo arquivo, usando as tabelas que ele criou e fazendo uma mais simples, usando as simplificações de 42 minutos e 2:24. <a href="http://www.mediafire.com/?1eihbsdzfun" target="_blank">Clique aqui pra baixar</a>.</p>
<p><strong>Calendário Santo-discordiano: prós, contras e conclusão</strong></p>
<p>Com o mundo inteiro usando o calendário comum, tanto o macro quanto o micro, não podemos simplesmente ignorá-lo, por uma questão prática. Entretanto, tanto quanto o <a href="http://1001gatos.org/" target="_blank">1001 gatos</a> já aplica o calendário discordiano no blog, pequenas manifestações que visam adotar, aqui e ali, esse novo sistema, seriam interessantes. Seriam bons mindfucks e, quem sabe, mais uma peça pra preencher um mosaico que futuramente chamarão de &#8220;cultura discordiana&#8221;, tanto quanto o calendário lunar fez parte da cultura Maia.</p>
<p>Ou seja, no calendário santo-discordiano o 5 é o centro do dia; o 42 é um número de conversão fácil, somando todos os números de 1,15741 o resultado é 19, e 1 + 9 é 10 (número de horas do dia) e etc. Além disso, quatro horas da tarde é uma hora terrível para os cristãos. Já posso ver os padres se trancarem no confessionário todos os dias a essa hora, hehe&#8230; Brincadeirita <img src='http://orkutcidio.deliriocoletivo.org/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>** duvida? multiplique 16 por 3600 e o resultado multiplique por 1,15741 &#8211; e veja você mesmo&#8230;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://orkutcidio.deliriocoletivo.org/2008/02/19/um-adendo-ao-calendario-discordiano/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>29</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
