E também o assassinato de outros deuses
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  • O monopólio do amor

    Postado em 32 de Pós-matemática de 3174 YOLD , às 8:42:44 Peterson Espaçoporto View Comments

    Eu não entendia quando Hakim Bey dizia que a organização familiar era um micromonopólio do amor ou coisa assim. Agora entendo perfeitamente.

    Pessoas deixando de fazer coisas, pessoas tendo cautela com o que dizem ou sentem ou whatever. Isso é um respeito não criado por respeito, mas sim oriundo de uma vontade pantagruélica (adorei essa palavra desde que a li no EQM) de ENGOLIR a outra pessoa. Algumas viram serial killers e o fazem literalmente. Outras não tem a coragem necessária pra assumir essa neurose sentimental, esse possessivismo (?) louco que só significa isso mesmo.

    Se todo esse sentimento pudesse ser uma linha de texto que seja, uma “fala” só no grane script das coisas, ela seria

    EEEEEEEEEEEEEEEUUUUUUUUUUU… UUUUUUUAAAAAAAAHHHHHHRRRRRRRRRR!!!!!!!!!!!!!!!! GRRRRRRRRRRRR!!!!!!!!!!! MEEEEEEEEEEEEEEEEEEUUUUUUUUU!!!!!! (ou MIIIIIIIIIIIINHHHHHHAAAAAAAA!!!!!!!!!!!).

    Seria o verdadeiro espetáculo das cavernas traduzido de forma polida. São as fotos jogadas fora. São os pedidos pra sair. Não, não, não é questão de respeito. O respeito à liberdade vai pra puta que pariu quando esse respeito entra em campo, que impressionante. Por que as pessoas se sujeitam a isso? I mean, é triste (agora) reconhecer que cada um ame de um jeito e declarar que isso não é amor é cair na velha ilusão que reconheci ser ilusão. Então que cada um permaneça assim. Apenas me pergunto se isso é produto de uma cultura. Me pergunto até que ponto isso não poderia ter sido evitado. Não excluído, extinto, pff, mas quero dizer, até que ponto isso é mesmo um jeito tão comum e não apenas uma interpretação extremista de um sentimento em função de uma realidade social? Sei lá. Sei que é um espetáculo depressivo.