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	<title>Orkutcídio em Massa para Adoradores de Lasagna &#187; Livro</title>
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	<description>E também o assassinato de outros deuses</description>
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		<title>Meu Sumiço, Santaum, Passione</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jun 2010 19:43:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Peterson Espaçoporto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Olá pessoal! Estive meio sumido nos últimos dias, e vou explicar aos que ainda não sabiam: fiz na quarta-feira à noite uma cirurgia de retirada de apêndice. O filho da mãe inflamou e eu tirei ele de dentro de mim antes que ele ficasse nervoso demais e explodisse =) esses órgãos temperamentais são fodas, não?
Por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Olá pessoal! Estive meio sumido nos últimos dias, e vou explicar aos que ainda não sabiam: fiz na quarta-feira à noite uma cirurgia de retirada de apêndice. O filho da mãe inflamou e eu tirei ele de dentro de mim antes que ele ficasse nervoso demais e explodisse =) esses órgãos temperamentais são fodas, não?</p>
<p style="text-align: justify">Por isso cá estou, sem trabalhar por uma semana (e com muitas saudades da Safeway =/ ), descansando e aproveitando pra colocar as coisas em ordem. Organizei um monte de coisas nos computadores (Portsmouth e Sonic), vi Orgulho e Preconceito (que a Natacha tinha me passado ano passado e ainda não tinha visto), estou vendo bastante Universal Channel (ou, na maioria das vezes, só deixando a TV ligada mesmo) e vou aproveitar pra escrever o que falta (bem pouco) de M10 e terminar de ler pelo menos um livro. Além disso, vou tentar também colocar outras coisas em dia &#8212; como o blog! =D Sim, eu tenho uma ideia pra um post que não sai da minha cabeça, e está sendo complicado botar no papel o que eu quero dizer..</p>
<p style="text-align: justify">Bom, botar o blog em dia também consiste em fazer algo que venho adianado há algum tempo pela falta de clareza da coisa, mas já conversei e com ele e é definitivo: nosso caro Santaum, que ao passar por aqui nos brindou com excelentes posts, não faz parte mais do blog. É uma pena e, bem, na verdade só estou anunciando algo que acontecia na prática já há mais de ano. Ele ainda pode ser encontrado por aí na internet &#8212; embora não exatamente não na blogosfera. O twitter dele, by the way, é @santaum. Segue lá, o cara é um grande amigo que fiz na internet e que espero conhecer pessoalmente ainda esse ano! =D</p>
<p style="text-align: justify">Feito isso gostaria também de aproveitar e recomendar uma leitura: <a href="http://carolinapeters.com/passione.pdf" target="_blank"><strong>Passione</strong></a>, o primeiro livro de minha cara amiga <a href="http://carolinapeters.com/" target="_blank">Carol Peters</a>, foi lançado no site dela e está disponível pra baixar. Não demora nada e é um livro MUITO foda =D Tive o prazer e a honra de lê-lo em uma versão preliminar, mas apesar de correções e pequenas alterações o conteúdo é o mesmo e digo que trata-se de uma obra excelente =) e não é porque é minha amiga não, viu, podem confiar!</p>
<p style="text-align: justify">Estou aqui nesse momento, aliás, dando uma passada pelo PDF &#8212; já que faz muuito tempo que eu li já &#8212; e minha memória foi se refrescando. É um livro muito, muito bem escrito. Eu teria um pouco de medo de escrever sobre isso porque é um pouco distante da minha realidade e de praticamente todos que eu conheço &#8212; relações exteriores, dinâmica da política internacional (em se tratando de diplomatas, visitas internacionais, etc), encostando até um pouquinho na dinâmica do próprio Palácio do Planalto, etc &#8212;o que também suscita desconfiança automática quanto à veracidade e naturalidade dos diálogos. Mas logo logo isso se dissipa por completo; tudo ali foi muito bem arquitetado.</p>
<p style="text-align: justify">É um livro, à bem da verdade (note que entre cada parágrafo há uma paradinha de uns quinze minutos pra eu continuar passeando pelo PDF) apaixonante. A cada página ele vai te abraçando mais e mais, lentamente &#8212; e a falta da velocidade com que faz isso não é de forma alguma ruim. É difícil não se apaixonar de vez com o diálogo que culmina em &#8220;então nao é dos livros, mas dos príncipes da Dinamarca que a senhorita gosta&#8221;. Ha!</p>
<p style="text-align: justify">Mais uns minutos depois, aqui estou eu. Ah, a minha sequência favorita de cenas, a do pós-festa, o diálogo entre eles, a citação do Principia&#8230; Sabe, outro ponto muito forte no livro são as referências culturais dele. Isso ocorre também bastante em EQM, o livro do Ibrahim Cesar. Quem era leitor assíduo do 1001 Gatos e então leu o livro às vezes lia posts inteiros ali, transcritos pra ficção, às vezes sem nem mudar muitas palavras. Sem falar da escolha de nomes, das músicas. Um diálogo inteiro quase uma vez foi fortemente inspirado em uma música (linda, diga-se) do Death Cab for Cutie. Aqui isso também não é diferente, mas é muito mais indireto e geral; não é preciso ser do círculo de amigos da Carol pra se relacionar com as referências feitas. E só coisa boa, evidentemente. Poe, Beatles, Nietzsche&#8230; E tudo colocado de uma forma natural e nada &#8220;documentárica&#8221;. Fico aqui pensando que em M10 não f iz muito disso, na verdade. No máximo umas referências culturais tipo o Linux.</p>
<p style="text-align: justify">Enfim, chega né? Nada a ver isso que eu fico falando aqui. O livro é bom, é ótimo, leiam. Pra terminar, um trecho dele:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify">– Ao amor! – disse, empolgada, pensando no discurso que ouvira no carro. – Antes que o amor acabe, vamos brindar ao amor.<br />
– Antes que o amor acabe! – Stephan falou, erguendo sua taça.<br />
– Antes que o amor acabe.<br />
Tim-tim</p></blockquote>
<p style="text-align: justify">
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		<title>Aprender a Viver</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Apr 2010 22:20:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Peterson Espaçoporto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Pra pensar]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
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		<description><![CDATA[Li, todo num dia só, o livro Aprender a Viver, do francês Luc Ferry. O livro nasceu da iniciativa de alguns amigos do cara, que pediram um &#8220;curso&#8221; básico de filosofia, um curso dirigido a um público leigo e tal.
Na verdade, a proposta dele é similar à do famoso &#8220;O Mundo de Sofia&#8221; &#8212; só [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Li, todo num dia só, o livro <strong>Aprender a Viver</strong>, do francês <strong>Luc Ferry</strong>. O livro nasceu da iniciativa de alguns amigos do cara, que pediram um &#8220;curso&#8221; básico de filosofia, um curso dirigido a um público leigo e tal.</p>
<p style="text-align: justify">Na verdade, a proposta dele é similar à do famoso &#8220;O Mundo de Sofia&#8221; &#8212; só que não é uma ficção e cobre apenas cinco fases da filosofia ocidental: o estoicismo grego, o cristianismo, o humanismo, Nietzsche e o pós-Nietzsche.</p>
<p style="text-align: justify">Sim. Um capítulo todo dedicado a Nietzsche.</p>
<p style="text-align: justify">Bom, nada menos que justo: ele foi simplesmente o mais foda de todos. Uma pena que o livro acabe não fazendo muita justiça a ele; vejamos o porquê mais adiante.</p>
<h2 style="text-align: justify">Estilo e Estrutura</h2>
<p style="text-align: justify">O livro é muito interessante, e visualmente falando é agradável de ler. Grandes espaços entre as linhas, margens grosssas &#8212; 300 páginas que passaram voando. Depois de ler dois livros de Dostoiévski da Martin Claret, OMG, isso foi um alívio <strong>indescritível</strong>.</p>
<p style="text-align: justify">Na apresentação do livro ele desmistifica uma ideia que estava em mim também: a de que a filosofia é essencialmente espírito crítico, é muito mais sobre <strong>fazer perguntas</strong> e não sobre suas respostas. Mas, como ele bem diz: fazer perguntas, ter um espírito crítico, é uma faculdade técnica que é empregada por pessoas em todos os campos da nossa vida e nem por isso todo mundo é filósofo.</p>
<p style="text-align: justify">Ele explica então que os chamados sistemas de pensamento filosófico surgem por causa de uma simples constatação: somos mortais. Morreremos. E disso decorre aquela angústia básica: já que não tenho exatamente <em>todo o tempo do mundo</em>, estou gastando meu tempo de forma positiva? E essa angústia, esse e muitos outros sintomas do básico <strong>medo da morte</strong>, nos impedem de viver bem.</p>
<p style="text-align: justify">A função da filosofia é, pois, nos <strong>salvar</strong>, ou seja, nos recuperar: viver de um modo a neutralizar o medo da morte que nos impede de viver bem e, dessa forma.. <strong>Viver bem</strong>!</p>
<p style="text-align: justify">Assim, todos sistema filosófico coerente possui três partes:</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Teoria</strong> &#8211; compreende a epistemologia &#8212; o que é real? O que é a realidade e, afinal, como podemos saber que ela é assim? Aquela coisa Matrix.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Ética</strong> &#8211; de acordo com o que entendemos pela realidade, então, o que afinal devemos fazer?</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Doutrina da Salvação</strong> &#8211; sob qual perspectiva o fato de vivermos de acordo com essa ética melhora nossa relação para com a morte?</p>
<p style="text-align: justify">Ah, e ainda tem uma distinção particularmente importante da qual gostei muito: a filosofia se diferencia, de forma diametralmente oposta, da religião, porque a religião promete a salvação: ou seja, promete aplacar os medos concernentes à morte de diversas formas (ou os negando ou arranjando gambiarras teológicas)&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">&#8230; <strong>SE</strong> e somente <strong>se </strong>você se submeter a uma determinada linha de pensamento, que em geral é a linha do des-pensamento &#8212; a <em>fé</em>. A confiança em algo exterior a você que, a troco de algumas coisas, vai te salvar. Ou seja, a fé, a religião, ela é uma salvação comprada, uma salvação que tem o preço alto e o gosto amargo da dependência: é a <strong>salvação por intermédio de outrem</strong>, enquanto que a <strong>filosofia é a salvação por si mesmo.</strong></p>
<p style="text-align: justify">Taí uma distinção que a Nova Acrópole, aquela escola de filosofia à moda clássica que eu falei <a href="http://orkutcidio.deliriocoletivo.org/2010/04/11/a-nova-acropole-e-o-iaido/" target="_blank">nesse post aqui</a>, não faz. Pra eles, a religião, a ciência, a política e a arte são faces de uma mesma pirâmide cujo cume é a filosofia. Não penso dessa forma e tenho cada vez mais forte em mim a ideia de que aquele curso de filosofia não rola <em>mesmo</em> (por mais que o Iaido seja legal&#8230;).</p>
<h2 style="text-align: justify">O Caso Nietzsche</h2>
<p style="text-align: justify">Depois de falar do estoicismo, do cristianismo e do humanismo renascentista / iluminista, ele parte para Nietzsche, embora faça referências também a Marx e Freud, e o põe na conta de um materialista desconstrutivista.</p>
<p style="text-align: justify">Ha! Que generalização tola!!</p>
<p style="text-align: justify">Em geral os livros citados nesse capítulo foram A Vontade de Poder (póstumo), Ecce Homo, Além do Bem e do Mal e&#8230; Só, acho. Um pouco, <em>bem pouquinho</em>, de Zaratustra, uma passagem só, se não me engano.</p>
<p style="text-align: justify">O livro tratou bem a <strong>teoria</strong> de Nietzsche: não existem verdades, apenas interpretações (Principia Discordia?), e o universo, ao invés de ser um lugar bonito e harmonioso como diziam os estóicos, é na verdade uma grande trama de forças puramente caótica (Principia Discordia? Poderia ser tanto a teoria <em>mainstream</em> do Principia como a <em>ilusão erística</em>, mas isso veremos adiante). E, <em>cherry on top</em>, nós, seres viventes, jamais poderíamos formular teorias frias e conclusivas sobre o que é o viver, sobre o que é a existência, uma vez que nós fazemos parte dessa realidade.</p>
<p style="text-align: justify">A teoria também passa por falar como Nietzsche procedia pra chegar a essas conclusões. À bem da verdade isso que falei no último parágrafo são mais coisas que se <em>assume</em>, e a partir daí constrói-se o resto &#8212; não é bem algo que se possa argumentar pra convencer. Mas, de modo geral, Nietzsche usava o método da <strong>genealogia</strong>, ou seja, não era bem uma questão de analisar, de contemplar, de experimentar&#8230; Ele, como filólogo (coisa que o livro não cita) vai na <em>origem</em> das coisas: quer saber porque são do jeito que são e então as desmascara, tirando seu valor.</p>
<p style="text-align: justify">Não sei se quando ele fala disso ele ainda está na teoria ou na ética, mas o caso é que Nietzsche não era exatamente um amigo da <strong>moral</strong>. A moralidade, essa coisa de bem e mal, o que exatamente isso tudo significa? O que são <strong>ideais</strong> e qual é a importância deles?</p>
<p style="text-align: justify">Bom, El Bigodón dizia o seguinte: a vida era algo muito legal e interessante, mas que era <strong>contaminada</strong> por ideias quando tentamos classificá-la, quando tentamos dividi-la em bem e mal, em certo e errado. Tudo isso o livro explica, mas ele não fala <strong>de onde</strong> veio isso e, pra mim, a insatisfação já começou aí: ele não faz menção ALGUMA a <strong>O Nascimento da Tragédia</strong>, a <strong>primeira</strong> obra de Nietzsche, e que é de importância vital pra compreender bastante coisa.</p>
<p style="text-align: justify">Para o Nitch (cansa escrever tudo AHEAEHa &#8211; ficar sendo criativo vai mais hora menos hora irritar, então vou escrever só Ni), a realidade não poderia ser explicada se não pela existência de impulsos artísticos que seriam <strong>metafísicos</strong> &#8212; ou seja, sabe quando dizem que Deus criou o mundo? Ok, claro que sabem. Slabem quando dizem que, mesmo não havendo Deus, deve haver alguma &#8220;verdade universal&#8221; quanto à moralidade, quanto &#8220;ao que é certo e ao que é errado&#8221;? Sim, claro que sabem.</p>
<p style="text-align: justify">Então, isso de &#8220;deve haver&#8221; são os chamados <strong>princípios metafísicos</strong> &#8212; coisas que estão além da <em>nossa</em> realidade. Ni olhava para o mundo e dizia: cara, vocês veem harmonia onde não existe. Vocês fazem as coisas de um jeito, aceitam as coisas de um jeito, ORGANIZAM as coisas de um jeito, mas caso esse negócio de ética fosse mesmo verdadeiro, o mundo seria muito diferente, nós viveríamos de uma maneira muito diferente &#8212; seríamos, essencialmente, muito diferentes.</p>
<p style="text-align: justify">Portanto, a única coisa que ele podia aceitar como <strong>princípios metafísicos</strong> eram não coisas como a moral ou o bem ou o mal, mas a <strong>arte</strong>. A arte enquanto impulso universal que nos governa.</p>
<p style="text-align: justify">Mas que tipo de arte?</p>
<p style="text-align: justify">Pra ele existiam dois impulsos artísticos primordiais: o <strong>dionisíaco</strong>, que tem a ver com a profundidade das coisas, com a dor da existência, e o <strong>apolíneo</strong>, que tem a ver com as imagens, com a arte contemplativa que existe para escapar ao dionisíaco.</p>
<p style="text-align: justify">É difícil explicar aqui tudo sobre o que o livro fala, mas ele mais pro final começa sua crítica a <strong>Sócrates</strong>, ao <strong>racionalismo</strong>, dizendo que havia um terceiro impulso, não metafísico, mas humano, que era o impulso racional. Pra ele, nada havia de significado naquilo que não podia ser provado, que não podia ser lógico, que não era de acordo com <strong>razões</strong> &#8211; com <strong>ideias</strong>. Ou seja, a beleza não está implícita, está só naquilo que possa ser <strong>compreendido</strong>, <strong>processado</strong> pela mente.</p>
<p style="text-align: justify">Isso, de certa forma, lembra aqueles ataques aos ateus modernos por parte de certos esotéricos. De qualquer forma, o que Nietzsche queria propôr (pelo menos segundo minha interpretação, e olha que eu me <strong>demorei</strong> nesse livro) era que a vida, as sensações da vida são, <strong>a priori</strong>, <em>artísticas</em>, são desprovidas de sentido óbvio para nossa mente utilitarista, e que essa mania racionalista é na verdade uma megalomania do cérebro, que é excelente para manipular a matéria e tudo o mais, mas que quis estender seu domínio por sobre todo o resto&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">Sendo assim, desde Sócrates, diz Ni, a vida enquanto resultado desses impulsos artísticos tem sido negligenciada em função de ideias racionais&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">Ou seja, resumo da ópera:</p>
<p style="text-align: justify">- A vida acaba sendo <strong>julgada</strong> pelo intelecto.</p>
<p style="text-align: justify">- O intelecto realiza suas manobras retóricas para <strong>&#8220;provar&#8221;</strong>, com sua lógica, o que é certo e o que é errado.</p>
<p style="text-align: justify">E é <strong>por isso</strong> que Ni precisava usar a <strong>genealogia</strong>, esse negócio de saber de onde as coisas vêm, pra desmascarar a suposta <strong>razão</strong>. Pra mostrar que esses julgamentos do intelecto não eram válidos.</p>
<p style="text-align: justify">Ni acreditava que para viver uma vida melhor é preciso viver a vida de uma forma mais unitária, sem julgá-la, sem confiná-la, sem destruir seus instintos em favor de <strong>ideais</strong>, que são frágeis.</p>
<p style="text-align: justify">O livro fala, então, da doutrina de salvação de Nietzsche: o <em>eterno retorno</em> e o <em>amor fati</em>, mas os entende de forma <strong>terrivelmente</strong> errada.</p>
<p style="text-align: justify">O que é o Eterno Retorno? É o seguinte: pra você ver se você está vivendo uma vida que vale a pena ser vivida, você deve, por um momento, imaginar que, assim que você morresse, de alguma forma o tempo voltasse e você nascesse de novo.</p>
<p style="text-align: justify">Só que da mesma forma. Do mesmo jeito. No mesmo ano, no mesmo dia, com os mesmos pais, na mesma circunstância. Você, então, <strong>viveria sua vida toda de novo. </strong>E, quando morresse, a viveria de novo.</p>
<p style="text-align: justify">E de novo, e de novo, e de novo.</p>
<p style="text-align: justify">Assim, o que ele pergunta é o seguinte: se esse é o seu destino, você gostaria dele? Mas veja bem, não é só o caso de repetir todas as experiências boas. Você viveria <strong>tudo</strong> de novo. Inclusive, é claro, as experiências ruins.</p>
<p style="text-align: justify">O livro trata do Eterno Retorno como se fosse um <em>selecionador </em>de experiências:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify">(&#8230;) Ela não é, no fundo, nada além de um critério de avaliação, um princípio de seleção dos momentos de nossa vida que valem ou não a pena serem vividos. Trata-se (&#8230;) de interrogar nossas existências, a fim de fugir das falsas aparências e das meias medidas, de todas essas covardias que (&#8230;) nos levariam a desejar esta ou aquela coisa &#8220;só uma vez&#8221;, como uma concessão, (&#8230;) sem a querer realmente.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify">A segunda parte faz sentido &#8212; ao colocarmos nossa vida, nossas ações do futuro próximo sobre a perspectiva da eternidade, elas ganham muito mais peso e temos que ter muito mais responsabilidade para com nossas vontades. Isso que vou fazer, estou certo disso? Será que vou querer que isso se repita para todo o sempre?</p>
<p style="text-align: justify">Só que como instrumento, como &#8220;exercício&#8221; da &#8220;doutrina de salvação&#8221; o eterno retorno faz muito mais sentido como um exercício retroativo, de avaliação da vida &#8212; principalmente quando você junta à coisa toda o <em>Amor Fati</em>. Já voltamos a esse ponto&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">O <em>amor fati</em> é o amor ao destino, o que o livro trata erroneamente como a resignação estóica / budista de se contentar com as coisas como estão, de amar a todas as coisas de qualquer forma que sejam, de amar a vida sem querer transformá-la, etc. Sim, é certo que transformar a vida é de certa forma um <em>julgamento</em> da vida, mas essa ideia de resignação não é a única interpretação do <em>amor fati</em> e está longe de ser a mais digna. Essa é minha segunda insatisfação com o livro:</p>
<p style="text-align: justify">Voltemos ao Eterno Retorno: ao olharmos pra trás nas nossas vidas vamos ver coisas boas e, certamente, coisas ruins. Muitas pessoas se recusariam à proposta de viver tudo novamente porque <em>não querem repetir também as coisas ruins</em>; e é com <em>isso</em> que o <em>amor fati</em> tem a ver. Ni não foi <strong>particular </strong>e <strong>individual</strong>, foi <strong>universal</strong> nas suas observações: não se trata de aprovar e amar todo e qualquer momento de <em>uma</em> vida, mas amar a <strong>natureza</strong> d<strong>A</strong> <strong>V</strong>ida, que contém o prazeiroso e o doloroso&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">&#8230; E, de forma certamente não-análoga, o dionisíaco e o apolíneo.</p>
<p style="text-align: justify">E <strong>também</strong> o socrático, de certa forma, embora na parte de Ética o livro conte sobre o tal &#8220;Grande Estilo&#8221;, que é como Nietzsche via a melhor forma de se proceder: submetendo o impulso socrático aos artísticos, e não o contrário.</p>
<p style="text-align: justify">Será que Luc Ferry leu as considerações de Nietzsche sobre o budismo? A comparação que faz com o cristianismo em um aforismo do qual não me recordo agora é brilhante. Ni <strong>não</strong> era budista e seu amor fati <strong>não</strong> era, como afirma o livro, uma questão de &#8220;esquecer o passado e o futuro&#8221; e se concentrar no presente. Não, de forma alguma: os budistas pregavam o desapego, mas isso para Ni <strong>também </strong>era um ideal, era antinatural: aceitar a vida, o <em>amor fati</em>, é reconhecer que as coisas são assim, nós nos apegamos ao que amamos e, quando as coisas ou as pessoas se vão, nós sofremos. Amor fati é amar <strong>tudo</strong>, inclusive a essa dor, não deixando escapar nada e reconhecendo que, se fosse pra viver tudo de novo, então que se foda! A vida é maravilhosa e merece ser vivida mesmo que for pra viver de novo as partes ruins &#8212; e <em>ainda</em> que as partes ruins sejam predominantes!</p>
<p style="text-align: justify">Essas foram basicamente minhas frustrações quanto ao que foi postulado acerca de Ni nesse livro. Ele também insiste em dizer que Ni foi base para o nazismo, de certa forma involuntária &#8212; porque os nazis de certo nunca leram Ecce Homo, livro em que mais de uma vez Ni <strong>despreza</strong> os alemães e eleva o espírito judeu.</p>
<p style="text-align: justify">Outra coisa que achei muito curiosa foi o que ele dizia depois já, em outro capítulo. Deixa eu ver se acho aqui&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">É, não achei. Mas enfim, Ni falava bastante também sobre o seu tal &#8220;Super-homem&#8221;, que significa romper com todos os ideais e criar novos. As críticas que Ni encontra nesse livro do Ferry, mais pro final, é que de certa forma não há como escapar de certo idealismo, e que mesmo a busca pela vida como força maior e acima de qualquer ideal, isso mesmo tornaria-se um ideal &#8212; certamente, oras! Ni mesmo dizia que o rompimento com os velhos ideais culminaria na criação de novos, e que depois seriam derrubados e por aí vai. Aí se contempla mais uma vez a liberdade no contexto nietzscheano, e se vê que o <em>amor fati</em> nada tem a ver com resignação ou uma vontade de querer parar o tempo, de querer que nada mais mude.</p>
<p style="text-align: justify">Talvez essa interpretação seja contraditória ou mesmo otimista demais em relação às ideias de Ni? Quem sabe &#8212; eu não conheci Nietzsche pessoalmente pra ir lá perguntar pra ele o que ele acha. Provavelmente isso tudo seja mais uma mistura de muita coisa que Ni disse com meu próprio background cultural, discordiano e anarquista. Quem sabe?</p>
<h2 style="text-align: justify">Discordianismo</h2>
<p>Também gostei de pensar no discordianismo dentro do livro. Como Luc o trataria? Sua teoria e sua doutrina de salvação estão pra mim relativamente claras (tanto quanto é possível que sejam), mas como seria a ética discordiana?</p>
<p>Hmmm&#8230;</p>
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		<title>M10: Beta</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 22:50:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Peterson Espaçoporto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O que é M10?
M10 é o meu primeiro livro &#8212; isso pra simplificar, pois na verdade é o primeiro livro ficcional que eu termino. Era das Consequências, um projeto com o qual alguns aqui podem estar famialiarizados, ainda está um pouco longe de se concretizar. Mas, enquanto isso não acontece, eu terminei outra história que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align: justify">O que é M10?</h2>
<p style="text-align: justify">M10 é o meu primeiro livro &#8212; isso pra simplificar, pois na verdade é o primeiro livro ficcional que eu termino. <strong>Era das Consequências</strong>, um projeto com o qual alguns aqui podem estar famialiarizados, ainda está um pouco longe de se concretizar. Mas, enquanto isso não acontece, eu terminei outra história que ficou andando na minha mente durante um tempo. Eu apostei minhas fichas nela e ela está pronta &#8212; mas quem sabe ainda precise de um pouco de polimento?</p>
<h2 style="text-align: justify">Que diabos é alfa, beta, etc?</h2>
<p style="text-align: justify">Alfa, Beta, Release Canidate, Pre-release &#8212; isso é linguagem de programas de computador, que significa <em>versão de teste</em>. Eu, como gosto muito desse mundo e de open-source e de coisas afins, acho, sinceramente, essa questão de colocar uma versão pras coisas e fazer versões de teste muito importantes pro progresso de um trabalho, de um projeto, sendo ele relacionado a computadores ou não.</p>
<p style="text-align: justify">Não que seja primordial, mas é uma maneira até divertida de definir prioridades e trabalhar com metas. Pra quem não sabe, <em>em geral</em>, a versão 1.0 de um programa é aquela em que ele é considerado &#8220;pronto&#8221; &#8212; ou seja, o desenvolvedor pensa &#8220;hey, eu quero que ele faça isso, isso e isso&#8221; e quando ele finalmente faz tudo que se planejou que ele fizesse, diz-se que ele &#8220;atingiu a versão 1.0&#8243;. Contudo, nenhum programa é livre de bugs, e já se diz há muito tempo que nada é perfeito. Portanto, para ajudar a corrigir problemas no programa (às vezes ele pode travar ou não funcionar como o esperado) versões de teste são lançadas, pra que interessados possam ver o que há de errado, contar ao desenvolvedor e então ele vai poder corrigir o que há de errado antes de dizer que seu trabalho está &#8220;pronto&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify">E é exatamente o que estou fazendo com o meu livro.</p>
<h2 style="text-align: justify">Alfa</h2>
<p style="text-align: justify">A versão &#8220;alfa&#8221; foi quando terminei o livro. A história ficou pronta, tudo estava escrito. O ponto final foi colocado na última página. Só que, obviamente, poderia haver erros de digitação e, principalmente, erros de contexto.</p>
<p style="text-align: justify">A versão alfa, como potencialmente continha muitos erros, foi enviada apenas a dois amigos (em cujo senso crítico confio) para que eles pudessem me mostrar o que havia de errado com <em>a história</em> ou com <em>a estrutura do texto</em>. As opiniões deles me fizeram reescrever desde pequenas frases e trechos, reorganizar parágrafos e até mesmo reescrever um capítulo inteiro.</p>
<p style="text-align: justify">Depois de ter tomado algumas decisões quanto ao rumo da história e ao modo como ela é narrada, é hora de passar ao polimento final. E dar uma chance a alguns de meus amigos, é claro, de ver o que é o M10 antes que ele chegue a ver a luz do dia.</p>
<h2 style="text-align: justify">Beta</h2>
<p style="text-align: justify">E é aí que você entra. Estou procurando por pessoas interessadas em ler o livro e dar opiniões, dizer o que pensa. Eu não vou mudar o final ou qualquer outra parte, a não ser, é claro, que alguém encontre um sério erro na lógica das coisas &#8212; coisa que eu duvido, porque fui bem cuidadoso e autocrítico e o livro já passou por outros dois crivos =)</p>
<p style="text-align: justify">Se você quer participar disso, envie uma mensagem direta pra mim no twitter (@rev_peterson). Eu sei, já falei com <em>muita</em> gente sobre isso, mas quem quiser <em>vai </em>ter que fazer isso. Por quê? Bem, porque eu vou pedir algumas coisas de quem for um beta-tester:</p>
<p style="text-align: justify">1) Eu estou impaciente e ansioso com ele. Minha vontade é mandá-lo pra revisão final de uma vez e ver ele pronto pra poder gritar &#8220;IT&#8217;S ALIVE!!!!!&#8221; &#8212; mas quero ter precaução =/ Portanto, se quiser ler o livro, <strong>tenha tempo</strong> pra isso. Se você está atolado com trabalhos, provas, estudos, ou mesmo férias, não faça isso, pra não me deixar esperando por um feedback que provavelmente demorará um ano pra chegar.</p>
<p style="text-align: justify">2) Seja crítico &#8212; como disse, o livro está <em>bem</em> pronto, praticamente <em>set in stone</em>. Contudo, seria legal ouvir sugestões do tipo &#8220;talvez essa frase dita nessa hora não combine bem com esse personagem. Você poderia ter dito tal e tal e tal ao invés disso&#8221;. Seria divertido, é por esses detalhes que estou procurando agora =) Além de, ainda, erros de digitação, ortografia e até mesmo gramática.</p>
<p style="text-align: justify">Bom, é isso. Então se você quiser (e puder, como eu falei ali sobre o tempo) me ajudar (e for muito curioso) vou ficar feliz =D Mande a DM. (P.S.: Eu não estou dizendo que vou aceitar todo e qualquer pedido. Não quero <em>muita</em> gente com essa versão por aí, então a prioridade, obviamente, será dos meus amigos. Será um <em>pedido</em>, afer all ;])</p>
<h2 style="text-align: justify">O que eu ganho com isso?</h2>
<p>Gratidão eterna? Éris lhe pague? =P</p>
<p>Brincadeira&#8230; Vocês vão ter o nome no prefácio =) Bom, essa é a parte certeira. A parte incerta é sobre toda a &#8220;dinâmica&#8221; do livro. Não sei como vai funcionar, não sei como vai ser, então não posso ir falando sobre &#8220;uma versão impressa do livro&#8221;&#8230;</p>
<p>&#8230; Mas se rolar algum dia, vocês receberão com autógrafo e tudo, juro =)</p>
<h2>Direct-Message Me</h2>
<p>@rev_peterson <img src='http://orkutcidio.deliriocoletivo.org/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>IV Feira do Livro de Poços de Caldas, Quem Vai?</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Apr 2009 18:33:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Canedo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[o/ Eu!
/ 
Alguém mais? (essa foi uma indireta pra você santaum ^^)
Está chegando a hora de Poços de Caldas receber a maior festa literária de todo sul de Minas. 4ª. Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas e 3º. Festival Literário Nacional de Poços de Caldas, eventos que colocam esta cidade e todo sul [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>o/ Eu!<br />
/ </p>
<p>Alguém mais? (essa foi uma indireta pra você santaum ^^)</p>
<blockquote><p>Está chegando a hora de Poços de Caldas receber a maior festa literária de todo sul de Minas. 4ª. Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas e 3º. Festival Literário Nacional de Poços de Caldas, eventos que colocam esta cidade e todo sul de Minas no roteiro das principais Feiras do Livro do Brasil. Os eventos acontecem na Urca de 25 de abril a 03 de maio e são considerados segundo a CBL – Câmara Brasileira do Livro, uma das mais promissoras do interior. Tanto é, que na noite de 26 de abril, às 19:30h no Teatro da Urca a presidente da Câmara Brasileiro do Livro, Rosely Boschini fará abertura oficial do evento juntamente com Alencar Mayrink o presidente da Câmara Mineira do Livro e outras autoridades. Na abertura que contará ainda com familiares do escritor João Guimarães Rosa, que receberá homenagem “in memoriam”, vai acontecer uma grande doação de livros realizada pela editora Imprensa Oficial à Prefeitura de Poços de Caldas e uma apresentação do grupo “Miguilins” contadores de histórias patrocinados pela Petrobras que narram Guimarães Rosa. O encerramento da noite ficará a cargo da palestra sobre vida e obra de Guimarães Rosa ministrada pela escritora Mônica Meyer que lançará ainda o livro “A natureza em Guimarães Rosa”. No decorrer dos nove dias de muita atividade cultural, o evento vai contar também com mais de 70 expositores entre editoras, livrarias e afins de todo Brasil. A riquíssima programação cultural começa no sábado dia 25 de abril, a partir das 10 horas da manhã, com muita atividade infantil e juvenil, e encerra a noite com a esperada palestra <em>“Me leva Brasil”</em> realizada pelo apresentador global, Maurício Kubrusly. Durante toda a semana o 3º Festival Literário vai receber renomados nomes como <em>Laurentino  Gomes</em> (do premiado 1808), <em>Alex Born</em> (especialista em Neuromaketing), <em>Celso  Antunes</em> (renome da Educação no Brasil), <em>Murilo  de Carvalho</em> (premiado escritor poços-caldense que acaba de receber um  prêmio de literatura em Frankfurt na Alemanha), <em>Baterista Netinho</em> (ex-baterista de “Os Incríveis” e lança livro  “Minhas Histórias ao Lado das Baquetas”), <em>Dr.  Alberto Peribanez Gonzalez</em> (do best-seller “Lugar de Médico é na Cozinha”), <em>Bernardo Sabino</em> (sobre vida e obra de  Fernando Sabino), <em>Luis Fernando Veríssimo</em> (cronista de famosos títulos como Analista de Bagé, Comédia da Vida Privada,  entre outros), <em>Rubem</em> <em>Alves </em>(que fará lançamento nacional em  Poços de Caldas de sua nova obra <em>Sobre  Demônios e Pecados</em>), <em>Mozart Benedito</em> (grande escritor para jovens), <em>Lidia Aratangy</em> (psicóloga e escritora de renome), <em>Jorge  Horvath</em> (do ABCD da Astronomia que fará palestra em homenagem ao Ano Internacional da Astronomia) e muitos escritores infantis e juvenis, como <em>Telma Guimarães</em>, <em>Jonas Ribeiro</em>, <em>Alexandre Azevedo</em>, <em>David Daniel</em>, <em>Roseli  Fontaniello</em>, <em>Juliano Sasseron</em>, <em>Luiz   Antonio Aguiar</em>, <em>Elias Rafael</em> e muitos outros, além de cinema com o Cine Arte Sarau Petrobras, teatro, documentários, apresentações de escolas. A feira do livro e o festival de literatura de Poços de Caldas, são considerados hoje por muitos, um dos mais importantes eventos culturais de Minas Gerais e por isso, cresce a cada ano. Sua 5ª edição já está sendo trabalhada para acontecer em março de 2010. Informações pelo fone (35) 3697 1551 ou pelo site <a href="http://www.feiradolivropocosdecaldas.com.br/">www.feiradolivropocosdecaldas.com.br</a> O horário de funcionamento da feira será das 10 às 21 horas diariamente de 25 de abril a 03 de maio. Todas as atividades serão com entrada franca. A 4ªFNLPC é uma realização da GSC Eventos Especiais com a Prefeitura de Poços de Caldas e conta com o patrocínio da Petrobras e apoio TV Poços, Editora Saraiva, Editora Atheneu, Imprensa Oficial, Editora Segmento, Duetto Editorial, Revista Direcional Educador, PNLL, Hotel Minas Garden,CBL e CML.</p></blockquote>
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		<title>Castelo de Vidro</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Sep 2008 11:00:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Peterson Espaçoporto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Terminei de ler há mais de mês já o livro Castelo de Vidro, biografia da jornalista norte-americana Jeannette Walls. Na verdade, é mais a história-da-vida-dela-até-um-certo-ponto, porque ela deve uns 40 anos ou coisa assim hoje em dia. É um best-seller, pelo que li na orelha de trás do livro, mas eu nem sabia disso. Por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Terminei de ler há mais de mês já o livro Castelo de Vidro, biografia da jornalista norte-americana Jeannette Walls. Na verdade, é mais a história-da-vida-dela-até-um-certo-ponto, porque ela deve uns 40 anos ou coisa assim hoje em dia. É um best-seller, pelo que li na orelha de trás do livro, mas eu nem sabia disso. Por que eu comprei então? Porque eu tinha lido em algum lugar alguma recomendação sobre ele e esse livro ficou na minha cabeça, aí eu comprei. Na verdade, minha mãe comprou pra mim.</p>
<p>Definitivamente, não me arrependi. Não me arrependi <strong>mesmo</strong>. O livro é absolutamente fantásico, emocionante, extremamente bem-escrito. Como disse uma crítica que o livro exibe, vai te fazer rir e chorar e tudo o mais.</p>
<p>É a história da relação de Jeannette com seus pais, desde a primeira coisa que se lembra na infância (ela pegando fogo porque estava cozinhando salsichas, quando tinha 3 anos de idade) até a situação chegar ao ponto dos pais dela morarem na rua enquanto ela crescia na vida&#8230; Enfim, esse não é bem o final <em>finaaal</em>, então não se preocupem, não contei nada de tão especial (mesmo porque isso ela fala no começo do livro já).</p>
<p>Pra quem for ler <a href="http://www.americanas.com.br/AcomProd/1472/2432583" target="_blank">o livro</a>, recomendo prestar atenção no seguinte: veja que no começo, a visão que temos dos pais de Jeannette é bem legal. Realmente prestamos atenção às suas ideologias, compreendemos seus pontos de vista e, pra quem já for pai / mãe, quem sabe isso até entre um pouco em conflito com o que praticam com os próprios filhos &#8211; o que é um exercício interessantíssimo de auto-mindfuck, digamos assim. Nós passamos a compreender seu mundo e a, por que não, admirá-los por suas atitudes.</p>
<p>Mas depois, vamos lentamente fechando os olhos para toda essa luz poética quando passamos a perceber que talvez tudo isso seja mais fruto de uma vida com poucas condições de se manter e, é claro, de uma infância turbulenta em relação aos pais deles. Não que isso fique óbvio, na verdade isso fica, mas ainda assim tudo é muito bonito. O <em>fade out</em> que ocorre pra gente perceber os defeitos como coisas muito piores é bem gradual &#8211; a gente percebe isso do nada mesmo.</p>
<p>Agora, pra não perder a graça, esqueça dessa dica =P</p>
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		<title>Entre o fantástico e o simbólico</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Apr 2008 20:05:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Peterson Espaçoporto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tim Burton é um diretor fantástico. Mas além dos filmes que faz, ele também escreve, e escreve muito bem, por sinal.
No livro &#8220;O Triste Fim do Pequeno Menino Ostra&#8221;, os desenhos são vívidos, intensos, marcantes; as rimas por vezes não existem ou fazem o ritmo da poesia mudar, o que combina de forma elegante com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tim Burton é um diretor fantástico. Mas além dos filmes que faz, ele também escreve, e escreve muito bem, por sinal.</p>
<p>No livro &#8220;O Triste Fim do Pequeno Menino Ostra&#8221;, os desenhos são vívidos, intensos, marcantes; as rimas por vezes não existem ou fazem o ritmo da poesia mudar, o que combina de forma elegante com a história.</p>
<p>Estas, &#8220;combinando a doçura e a tragédia da vida&#8221;, como disse Felipe Barcinski no livro, são viagens artísticas do mais alto nível, e que ainda te deixam entre dois mundos. Você se emociona, ainda que as situações sejam bizarras, mas também aceita o desafio intelectual de compreender algum simbolismo por detrás delas, alguns às vezes provocativos, desses que chamam com voz doce o senso investigativo, como <em>o bebê âncora</em>. E, afinal, o que significa ter um filho com o forno microondas???</p>
<p>Entre o simbolismo e a fantasia. Assim vive a criatividade estupenda de Tim Burton. Os temas do livro geralmente são a busca por aceitação e adequação (personagens que sentem-se tristes e distantes por serem diferentes), a filiação (nunca conheci alguém que colocasse de forma tão brilhante no papel o que eu acho sobre ter filhos), a inevitabilidade da morte, e principalmente os prazeres solitários dos personagens sempre tão cheios de marcas, lutas, pesares, conflitos internos &#8211; que se mostram, sem pudor para o leitor, com uma sinceridade que escapa com suspiros de liberdade dos estereótipos de consciência romântica. Um sorriso desenhado nesse livro faz você se sentir bem, em paz, com uma alegria inenarravel e até bobinha; uma sensação leve, simples e poderosa &#8211; muito melhor do que as extravagâncias do romantismo.</p>
<p>Tenho pra mim agora um pequeno desafio: entrar na mente de Tim Burton. Mergulhar em seus tormentos, tão expressados na sua obra &#8211; entender <em>tacitamente </em>o que ele quer dizer e mostrar. Vou baixar seus filmes, saber de suas idéias e opiniões.</p>
<p>Mas isso, claro, quando eu tiver mais tempo livre&#8230;</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.flickr.com/photos/20310660@N03/2158530061/" target="_blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2166/2158530061_35e7b5d73b.jpg" border="0" alt="" /></a><br />
<a title="creative commons" href="http://www.photodropper.com/creative-commons/" target="_blank"><img src="http://www.orkutcidio.org/wp-content/plugins/photo_dropper/images/cc.png" border="0" alt="Creative Commons License" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a title="Daniel Pedrosa" href="http://www.flickr.com/photos/20310660@N03/2158530061/" target="_blank">Daniel Pedrosa</a></p>
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		<title>Leis de Celine</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Apr 2008 21:17:19 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[As Leis de Celine são três leis formuladas por Robert Anton Wilson através de seu personagem Hagbard Celine, no romance Illuminatus! Trilogy. Essa três leis são muito interessantes, mas gostei em especial da segunda, justo aquela que é, segundo Celine, &#8220;Uma simples afirmação do óbvio&#8221;.
1. Segurança nacional é a principal causa da insegurança nacional
Essa é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Celine's_laws" target="_blank">Leis de Celine</a> são três leis formuladas por Robert Anton Wilson através de seu personagem Hagbard Celine, no romance <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Illuminatus_Trilogy" target="_blank">Illuminatus! Trilogy</a>. Essa três leis são muito interessantes, mas gostei em especial da segunda, justo aquela que é, segundo Celine, &#8220;Uma simples afirmação do óbvio&#8221;.</p>
<p><strong>1. Segurança nacional é a principal causa da insegurança nacional</strong></p>
<p>Essa é clássica: com medo do que os outros países podem fazer com seu povo, um Estado acaba oprimindo ainda mais seu povo, velendo-se da desculpa do terrorismo, por exemplo, para prender, matar, invadir a privacidade, etc.</p>
<p><strong>2. Comunicação acurada só é possível em uma situação não-punitiva</strong></p>
<p>Ou, como Wilson costumava reformular, &#8220;Comunicação só pode existir entre iguais&#8221;. Em qualquer estrutura hierárquica, existe uma pressão social imperceptível que faz com que todas as pessoas que estejam abaixo de alguém se comuniquem com quem está acima de forma interessada; ou seja, omitindo ou falsificando informações para evitar uma punição, e fazendo o mesmo para alcançar um benefício, por exemplo.</p>
<p>Quando uma pessoa, por tanto, usa de autoridade para com a outra, a relação entre elas é proporcionalmente mais falsa e imprecisa, pois o dominado tende a querer agradar quem está acima e evita desagradar quem está acima. A verdade é assim manipulada de forma que ela não se torna mais importante.</p>
<p>A dependência das pessoas sempre forma uma estrutura hierárquica, e por isso qualquer pessoa que depende de outra está sujeita a esta regra. Se eu dependo de alguém para eu comer, por exemplo, eu não vou falar algo que a desagrade, <em>mesmo que seja verdade</em>, porque corro risco de perder o alimento. E, ao mesmo tempo, tenderei a concordar com a pessoa sempre, <em>mesmo que não seja verdade o que ela disser</em>, para garantir a simpatia e a boa vontade da pessoa.</p>
<p>Na famosa &#8220;paixão avassaladora&#8221;, o &#8220;amor romântico&#8221;, entre outros, ocorre a mesma coisa. Se um menino bobo se apaixona loucamente por uma menina de gostos muito diferentes, ele tende a representar o papel de &#8220;objeto de desejo&#8221; da garota, mesmo que essa não seja a realidade, porque a paixão faz com que ele dependa dela, coloca ela acima dele, e assim ele mente para ela para evitar ser punido, e para ganhar algo. Ou seja, uma relação fundada na mentira.</p>
<p><strong>3 &#8211; Um politico honesto é uma calamidade pública</strong></p>
<p>Enquanto um político corrupto está preocupado em roubar uma parte do dinheiro público, um político honesto está preocupado em criar leis que supostamente &#8220;melhoram a vida das pessoas&#8221;.</p>
<p>Para Celine, leis criam criminosos. Leis inerentemente restringem a liberdade individual, e apenas através de excessiva legislação é que tiranis podem ser exercidas &#8211; é através das leis que o Estado intervém na esfera individual do cidadão.</p>
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		<title>Viva como se soubesse que não pode morrer</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Mar 2008 23:21:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Peterson Espaçoporto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As torrenciais paixões e agoniadas satisfações de vontades provenientes do &#8220;viva como se fosse o último dia&#8221; ganharam um bom oponente, penso eu. O &#8220;viva como se soubesse que não pode morrer&#8221;.
Bom, na verdade a frase é simplificada e não significa exatamente isso. Douglas Adams no livro &#8220;Vida, Universo e Tudo Mais&#8221; dá um verdadeiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As torrenciais paixões e agoniadas satisfações de vontades provenientes do &#8220;viva como se fosse o último dia&#8221; ganharam um bom oponente, penso eu. O &#8220;viva como se soubesse que não pode morrer&#8221;.</p>
<p>Bom, na verdade a frase é simplificada e não significa exatamente isso. Douglas Adams no livro &#8220;Vida, Universo e Tudo Mais&#8221; dá um verdadeiro presente à Arthur Dent. Quando este encontra-se com Agrajag, um monstro que foi morto em várias e várias reencarnações por Arthur, fica sabendo que ele matou Agrajag num lugar chamado Stavromula Beta &#8211; só que ele ainda não tinha feito isso. Logo, Arthur não podia morrer até matar Agrajag mais uma vez.</p>
<p>É interessante pensar dessa forma: os destemperos e inconsistências da vida humana provém da incerteza sobre o tempo que nos resta. Afinal, podemos morrer amanhã, e então tiramos dessa frase uma moralidade para viver. Mas, afinal, isso pode não acontecer; quem se esquece de que podemos morrer amanhã vive como se fosse viver pra sempre. O que o escritor britânico nos deu foi um meio-termo: Arthur sabia que não podia morrer. Portanto, ele tanto podia viver uma vida tranquila, sem sobressaltos, quanto uma vida cheia de aventuras perigosas e empolgantes, já que ele não poderia morrer de qualquer forma.</p>
<p align="center"><a href="http://www.flickr.com/photos/23696262@N08/2348488662/" target="_blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2002/2348488662_bf8b15233b.jpg" border="0" /></a><br />
<a href="http://www.photodropper.com/creative-commons/" title="creative commons" target="_blank"><img src="http://www.orkutcidio.org/wp-content/plugins/photo_dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" align="absmiddle" border="0" height="16" width="16" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/23696262@N08/2348488662/" title="MrClementi" target="_blank">MrClementi</a></p>
<p>Uma boa filosofia de vida, não? <strong>Duas</strong> perguntas: qual das <strong>três</strong> vocês preferem? Achar que morre amanhã, nem pensar que pode morrer amanhã ou saber exatamente as condições exatas que ainda não ocorreram que levam à sua morte? E a outra: o que vocês queriam que acontecesse pra marcar a morte de vocês? Analogamente, se Arthur ainda teria que matar Agrajag mais uma vez, o que vocês &#8220;fariam pra morrer&#8221;?</p>
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		<title>Yo Thief! Pega Ladrão</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 16:40:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Peterson Espaçoporto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pra ler]]></category>
		<category><![CDATA[Pra pensar]]></category>
		<category><![CDATA[filme]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
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		<category><![CDATA[Livro]]></category>
		<category><![CDATA[teoria]]></category>
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		<category><![CDATA[Verdade]]></category>

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		<description><![CDATA[No excelente livro &#8220;O Caçador de Pipas&#8221;, cujo único problema é justamente a sua leitura (é embaraçoso dizer pra alguém que não te conhece que você está lendo esse livro), há uma filosofia do &#8216;Baba&#8217; de Amir (não consigo lembrar do nome dele&#8230;), ateu ou agnóstico, que diz que o único pecado era roubar.
Agora, sério, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No excelente livro &#8220;O Caçador de Pipas&#8221;, cujo único problema é justamente a sua leitura (é embaraçoso dizer pra alguém que não te conhece que você está lendo esse livro), há uma filosofia do &#8216;Baba&#8217; de Amir (não consigo lembrar do nome dele&#8230;), ateu ou agnóstico, que diz que o único pecado era roubar.</p>
<p>Agora, sério, se você não leu o livro ou viu o filme talvez não entenda, ou talvez aqui haja um spoiler, então cuidado. Bem, você que leu, me diga: percebe como essa máxima é tão verdadeira, falsa ou irrelevante quanto qualquer outra? Baba roubou o direito de Amir de saber a verdade, mas conservou-lhe o direito de, enfim, ter um pai amado e respeitado. Teriam que definir os direitos primeiro. E depois dar prioridades a eles. E isso é roubar o direito de definir e priorizar os valores &#8220;cada um por si&#8221;. Enfim. Há algumas teorias interessantes ali, mas essa é uma furada.</p>
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		<title>Livro de Auto-Ajuda não é de Auto-Ajuda</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Feb 2008 18:12:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Canedo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pra ler]]></category>
		<category><![CDATA[auto-ajuda]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>

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		<description><![CDATA[Galera, um amigo meu acabou de me recomendar um livro para ler, não vou dizer o nome do livro, e ele NÃO É DE AUTO-AJUDA, mas olhem só seus tópicos principais:
Auto Confiança
Relacionamentos
O segredo do maior vendedor do mundo
O que você deve começar a fazer hoje mesmo
A importância de saber trabalhar em grupo
Empenho pessoal
Como agir
Viva a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Galera, um amigo meu acabou de me recomendar um livro para ler, não vou dizer o nome do livro, e ele NÃO É DE AUTO-AJUDA, mas olhem só seus tópicos principais:</p>
<p><font color="#00ccff" face="Verdana" size="2">Auto Confiança<br />
</font><font color="#00ccff" face="Verdana" size="2">Relacionamentos<br />
O segredo do maior vendedor do mundo<br />
O que você deve começar a fazer hoje mesmo<br />
A importância de saber trabalhar em grupo<br />
Empenho pessoal<br />
Como agir<br />
Viva a diferença<br />
“Conselhos para a vida”<br />
Seja eficiente!<br />
Seis pontos para ganhar sempre<br />
Esteja preparado!<br />
Faça investigações preliminares!<br />
Faça uso do tempo com paciência!<br />
Concentre-se nos resultados ganha/perde!<br />
Amplie sua visão<br />
Dicas e macetes para aumentar sua eficiência<br />
Nove dicas que valem ouro!<br />
O que pode ser considerado um fracasso?<br />
Quebre sua corrente<br />
Coloque em prática o que já foi visto!<br />
Minutos de reflexão<br />
A última impressão é a que fica<br />
Depois, durante e antes<br />
Leia e repasse<br />
Sabedoria e tecnologia<br />
Direcionando os esforços rumo ao sucesso!<br />
Como estou dirigindo?<br />
Acredite em seus sonho e nunca desista</font></p>
<p>Agora faço um desafio, o primeiro que acertar sobre o que o livro fala ganha um sobrenome meu sem o V!</p>
<p>PS¹: Meu nome é Gustavo Canedo Faria Carvalho<br />
PS²: O livro não é de auto-ajuda<br />
PS³: Esse foi mais um post sem noção by: Canedo</p>
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