E também o assassinato de outros deuses
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  • Meu Cliente Twitter é a Web: Scripts pra deixar o Twitter.com BEM melhor

    Postado em 49 de Caos de 3176 YOLD , às 5:72:45 Peterson Espaçoporto Comments

    Twittar direto pelo twitter.com, convenhamos, é um saco. Para aproveitar o Twitter de uma maneira mais fluída e mais conveniente existem diversos aplicativos desktop pra todas as plataformas — como uso Linux, vou dizer que já usei (alguns eu testei, outros eu usei mesmo, durante um bom tempo) Twitux, Gwibber, Choqok, e depois de sempre me decepcionar com um ou outro feature faltando nos novos aplicativos que o OMG!UBUNTU! Vivia testando e anunciando, acabei indo pro Tweetdeck. Aí ele dava pau e, bem, eu fazia o de sempre quando esses programas dão pau: twittar na web.

    Então eu decidi abandonar de vez essa espera por um programa que reunisse todas as boas características e caí nas graças do GreaseMonkey.

    O que é?

    Um add-on pro firefox que deixa você customizar qualquer página com scripts. No site userscripts.com existem milhares de scripts prontos pra usar.

    Instale o GreaseMonkey

    Scripts que valem a pena

    Tweetfilter – acha um saco ficar lendo coisas sobre BBB ou o hype do mês? Adicione termos ao Tweetfilter e você não vai ver mais os tweets que contém os termos ou que forem de um determinado usuário (jeito de ignorar os tweets de alguém sem dar unfollow, aliás)

    Remove Trending Topics – Porque TTs são um troço inútil pra mim. É só mais um estorvo no sidebar. Sendo assim, tire ele dali!

    Follow Rank and Follows in Common - Uma das coisas que eu gosto no orkut e que sempre quis que o Twitter tivesse era o “amigos em comum”. Pronto, taí.

    UnShortenThemAll – Pra você não ser rickroll’d, descubra o que tem por detrás dos links do bit.ly, tinyurl, etc etc. A não ser que a pessoa indique um vídeo, aí ainda dá pra se confundir…

    In Reply to WHAT? - Esse é MUITO foda! Sabe quando alguém responder algum tweet seu muito antigo (umas cinco horas atrás) e você nem se lembra mais do que a pessoa tá falando? Passe o mouse por cima do “in reply to…” e um balão vai aparecer mostrando do que a pessoa tá falando.

    Twitter Old Style Retweet – Eu gosto do Retweet oficial do Twitter, mas eles não captaram a essência do negócio: comentar o conteúdo que você está retwittando. Seeendo assim, com essa extensão além dos botões “reply” e “retweet” agora tem um também chamado “comment”: ele adicionar um RT na mensagem e vc pode editá-la antes de retwittar…

    Esses são os scripts que eu estou usando. Eles já melhoram bastante o cliente web do Twitter, embora reconheço que ainda não tem exatamente tudo que eu gostaria que ele tivesse. Mas acho que fico confortável nele =)

  • Texto em Resposta a Arnaldo Jabor, ainda que ele não vá ler isto de qualquer forma.

    Postado em 29 de Caos de 3176 YOLD , às 4:59:72 Peterson Espaçoporto Comments

    O @Bonfatti twittou agora há pouco um texto sobre a crítica de Arnaldo Jabor à internet e às mídias sociais como Orkut, Twitter, etc. O texto todo está disponível aqui, e eu gostaria de dizer algumas palavrinhas quanto a ele.

    Ele diz que não gosta da internet e da revolução digital porque ela faz com que as idiotices se aflorem; que antes, os “burros” ficavam guardando sua burrice pra si, mas agora ganharam nova voz e a terra torna-se um campo para libertar os desconhecimentos e os vazios conceituais. Também diz que a revolução digital é uma das coisas mais importantes dos últimos tempos, mas ainda assim não vê com bons olhos tudo isso.

    E aí vem a cherry on top*:

    Jamais farei um blog (…)

    O que eu quero dizer é o seguinte: em primeiro lugar, burros não são burros. É claro que as pessoas possuem aptidões diversas e às vezes o intelecto deixa um pouco (ou um muito) a desejar, mas também é verdade que eu não acredito na imutabilidade das espécies — nem considerando a biologia nem considerando humanos.

    Burros, burros mesmo, seriam aqueles que provavelmente continuariam assim durante toda a vida em decorrência do pouco (ou praticamente zero se voltarmos bastante pra, sei lá, idade média) contato que o indivíduo tinha com outras ideias, com outras teorias, com outras visões de mundo; coisa que a internet proporciona. É verdade que muito ali é lixo e muitos não aproveitam essa oportunidade, mas achar que não vale à pena fazer parte disso por causa da parte ruim? A internet é grande o suficiente para que os filtros que colocamos ao usá-la nos permitam entrar em contato apenas com coisas que nos interessem. Essa ferramenta de interesse pode nos ajudar a descobrir novos livros, novos filmes, novas músicas, novas obras de arte — que estão confinadas na internet ou não. É a internet a serviço da vida real, porque se não sua existência não faria sentido, sinceramente.

    Em segundo lugar, jamais farei um blog. Um blog é mais um meio, como jornais, revistas, TV. Você diz que já fala o suficiente por eles, mas o feedback que você ganha com seus textos por esses meios é lento, indireto, e não é compartilhado com outros leitores, que poderiam se beneficiar de uma eventual discussão sobre o tema. Não vou ficar elogiando o quão diferente (pra melhor) eu acredio que os blogs enquanto meio de memes são, acho isso desnecessário, devem haver centenas de sites explicando isso. É uma pena que o Arnaldo Jabor seja burro pra misturar as coisas de maneira tão tola; ter um blog é uma experiência que extende a experiência intelectual de escrever um texto, de expor uma ideia, de maneira fantástica. Ah, e pior, é um burro que fica aí, deitando falação…

    Em terceiro lugar, por acaso ele conhece a LTCAM e o caso da taxa de lixo em Manaus? Pois é, a internet me fez conhecer isso — eu, que estou em SC — mas na verdade o que está sendo importante é a ação deles para o esclarecimento do povo de . Disso e de várias outras ações para o qual esse MEIO — porque é só um meio, minhéris — pode ser usado, ele não fala. Mas acha que quando as pessoas o usam pra entretenimento estão se iludindo, caindo no ostracismo político.

    Em quarto lugar, ele diz o seguinte:

    Ou seja: admiram-me pelo que eu teria de pior; sou amado pelo que não escrevi. Na internet, eu sou machista, gay, idiota, corno e fascista. É bonito isso?

    No calor do momento, nervoso pelos textos falsos que atribuem a ele, ele esquece que há quem goste dos textos que ele realmente escreve. Acha que a internet está arruinando sua carreira, mas se seus biógrafos forem sérios não vão deixar cair na tentação de textos apócrifos; pesquisas sérias vão ver que o texto não é dele se não estiver em algum jornal para o qual ele trabalhava, etc.

    Agora, tem uma coisa: eu duvido que algumas pessoas, provavelmente que não o conhecem bem, já não o tenham chamado de machista, de gay, de idiota, de corno, de fascista, na vida real. Como se na vida real ele pudesse escapar das diversas interpretações de seus atos.

    E outra: as pessoas que me conhecem sabem onde me encontrar. Sabem do meu blog, sabem do meu twitter, e por aí vai. Se saísse algum texto meu na internet, eu simplesmente diria que não é meu. É fácil encontrar meus canais “oficiais” na internet. Se ele possuísse tal identidade digital, seria um pouco mais simples desfazer essas ambiguidades. Concordo com ele quando ele diz que isso não é legal e que o anonimato dá chance pra alguns tipinhos problemáticos fazerem coisas ruins. Eu não também não gosto desse anonimato. Desse de colocar “anônimo” na hora de postar em blogs ou do tipo que faz perguntas no formspring. Jabor, contudo, exagerou no momento da raiva.

    A frase que resume bem o que ele quis dizer é essa: “Eu gosto do passado”. É uma pena, Jabor. Eu também gosto de algumas coisas do passado. Mas o que você disse é apenas uma generalização equivocada.

    * Eu não tirei a frase de contexto. Foi exatamente o que ele quis dizer.

  • Favoritos Inteligentes (De Verdade) no Firefox (Ideia)

    Postado em 28 de Caos de 3176 YOLD , às 9:55:09 Peterson Espaçoporto Comments

    Tava aqui pensando: eu uso meu Firefox com alguns add-ons pra me avisar quantos e-mails e ítens do google reader eu tenho como não-lidos. Entretanto, esse tipo de notificação é tão útil que, acredito eu, é muito usado e quem não usa não o faz porque usa outro notificador em algum lugar ou nunca pensou em procurar por esse tipo de coisa (é fácil se acostumar com elas!)

    Então continuei pensando. Quando o Firefox 3 saiu (se não me engano) inauguraram o conceito de favoritos inteligentes. Todo mundo com uma instalação fresh do Firefox já viu esses troços. Eles ficam na barra de favoritos, coisas como “favoritos recentes” ou outras coisas assim.

    Mas essas coisas são, sinceramente, bastante inúteis, pelo menos se considerarmos o número de pessoas que as usam — pra mim, zero: nunca vi ninguém usando isso, tipo conscientemente e tal.

    Eu acho o seguinte: a Mozilla podia lançar uma onda de favoritos realmente inteligentes. Saca só: atualmente minha barra de favoritos é:

    Minha barra de favoritos pra acesso rápido a links comuns.

    Minha barra de favoritos pra acesso rápido a links comuns.

    O que ela poderia ser é:

    Oh HELL yeah!

    Oh HELL yeah!

    Mockup feio pra cacete, mas tudo bem.

    O que eu quero dizer é: isso sim seriam favoritos inteligentes. Sem necessidade de add-ons; eles seriam conseguidos através de coisas tipo aqueles motores de busca que podem ser instalados sem precisar reiniciar o navegador nem nada. Tipo um bookmarklet! Um projeto mycroft, só que pra favoritos inteligentes. Aí pessoas poderiam pegar a API de determinado programa da internet e criar um pequeno app cuja ÚNICA função é ser um favorito (que não necessariamente precisa ficar na barra de favoritos; pode ficar no menu de favoritos, em qualquer subpasta) que checa regularmente por updates e notifica discretamente quantos existem…

    A configuração (quão regular os updates seriam, por exemplo) ficaria tudo numa mesma aba da janela de preferências do firefox, pra evitar vários diálogos de configuração pra cada add-on que “checa” por novidades.

    Also, um feature pra ajudar a proteger o conteúdo das novidades seria o seguinte: o firefox poderia usar a senha do serviço pra buscar na API a quantidade de novidades (mas de forma alguma o conteúdo delas; isso já ficaria pra um add-on tradicional) e então ao acessar o site através do favorito, o usuário deveria colocar a senha novamente, logando no site mais uma vez (isso seria configurável, por add-on, na janela de preferências do firefox).

    Vai dizer que não é uma boa ideia? =)

  • Por que usar o Twitter?

    Postado em 30 de Pós-matemática de 3175 YOLD , às 9:38:73 Peterson Espaçoporto Comments

    Muita gente diz que Twitter é inútil. Outras dizem que Twitter é chato. Bom, isso eu já ouvi de umas pessoas que já experimentaram e de umas que nunca o fizeram – tornando a opinião das do primeiro grupo bem mais válida, mas ainda assim, creio que uma pré-concepção (errada, ainda por cima) sobre o site seja motivo pra muito dessa impressão. Por isso resolvi fazer esse post, pra dizer porque eu particularmente gosto do Twitter.

    E não, eu não vou falar sobre o jornalista não sei de onde que escapou de ser preso por causa do Twitter ou algo assim. Não to interessado nos milagres políticos que ele é capaz de provocar nesse post – porque aqui estou falando mais pra quem também não está muito aí pra isso anyway.

    A Ideia Original

    A ideia original dos criadores do Twitter é a seguinte: duas pessoas que se conhecem pela internet – ou a usam como meio de comunicação principal por causa da distância geográfica – ficam sabendo da vida uma da outra através de redes sociais como o Orkut, o Facebook, o Myspace – eventualmente pelos blogs, dependendo da pessoa. Existem sites especializados, como o Last.fm, que fazem com que as pessoas até possam acompanhar o que a pessoa anda ouvindo, por exemplo. E há também os próprios mensageiros instantâneos como o GTalk e o MSN, em que as pessoas, quando estão ao mesmo tempo no computador, conversam.

    Os criadores do twitter tinham uma visão diferente sobre como as informações da nossa vida circulam pra nossos amigos. Na verdade, por mais que (obviamente) os grandes fatos da vida importem – aqueles que as pessoas falam toda vez que alguém pergunta “e aí, novidades?” no MSN – a vida acontece entre esses fatos. Aquela festa de sábado à noite que você foi, aquela banda nova que você descobriu, a visita que você fez à sua vó – e o delicioso bolo de chocolate dela – o vídeo no youtube, o livro novo, o quanto você está cansado de estudar ou trabalhar – ora, são as coisas das quais falamos em muitas conversas presenciais com as pessoas que conhecemos!

    Infelizmente não foi exatamente isso que eles alardearam pra todo mundo assim de cara, não é mesmo (eu digo que essa foi mesmo a ideia original por causa de um vídeo no youtube apresentando o twitter, perdi o link)? Eles resumiram o espírito do site, fazendo-o objetivo o bastante para que todos botassem em prática aquela ideia sem precisar passar pelo processo de pensar “ahhmm, o que de pequeno, porém interessante, está acontecendo em minha vida agora?” – eles fizeram com que o objetivo do site fosse mandar mensagens curtas respondendo à pergunta “o que você está fazendo agora?”

    É claro que isso não deu muito certo. Não no começo, pelo menos. É, ok, já havia nessa época bastante gente inscrita no twitter – e eu me inscrevi nessa época, então eu sei do que eu estou falando: fez uma onda de “olha que legal” em blogs de tecnologia no brasil e deu, acabou. A maioria das pessoas esqueceu e o negócio não pegou. E, convenhamos, era um saco: se você seguisse a recomendação do twitter, tudo parecia meio chato, sem sentido. É verdade que esses tweets hoje em dia tem até mais espaço porque fazem (também) parte da nova proposta do tweeter, mas ela não se restringe apenas a essas twitadas. Além do mais, antes quase ninguém conhecido (do Brasil) tinha twitter. Ou seja, brincadeira solitária essa. Como esses dois cenários foram mudando ao mesmo tempo e convergindo pra fazer do Twitter um lugar divertidíssimo pra se estar, vou explicar agora:

    A Revolução Microblogging, Celebrifollowing e a Glória da Interatividade

    Sim, é claro que, pouco depois da época do “olha que legal” já tinha gente (sensata) que apontava e dizia “puta, que merda meu, isso não faz sentido algum”. Foram algumas dessas pessoas (sensatas) que começaram a perceber que havia outras pessoas (sensatas também) que usavam o Twitter da mesma forma que usavam o blog deles. Pra mandar mensagens legais, frases inteligentes, fazer links pra coisas legais que viram por aí, discutir notícias, assuntos aleatórios – só que é o seguinte: tudo isso em 140 caracteres. Não é exatamente fazer blogging; nascia o microblogging. Foi a época em que ouvi dizer que Twitter era bom pra jornalistas, porque fazia a pessoa aprender a resumir informações na marra.

    Alguns meses depois, chegamos numa época em que muita gente famosa passou a gostar do Twitter. Hoje em dia vários artistas famosos têm Twitter; só que bem importantes também são os artistas não tão famosos. Eu, por exemplo, sigo (o termo que se usa pra dizer que você está recebendo os tweets de alguém na sua página do twitter) Marit Larsen, Natalie Portman’s Shaved Head – e pra citar uma brasileira, a banda Vera Loca!! (@larsenmarit, @NPSH e @veraloca, respectivamente).

    Tendo em vista o conceito de Cauda Longa, é incrível o quanto as coisas mudaram. Antigamente, era muita gente gostando de um único artista que era o fodão. Não haverá outra banda como os Beatles, ou os Rolling Stones (em termos fãs ou de vendas ou coisa assim), ou qualquer uma que fez sucesso absurdo dos anos 90 pra baixo. Não haverá porque hoje em dia há um acesso ilimitado a um conteúdo ’sem fim’; ninguém vai mais gostar das mesmas coisas, ninguém vai mais ouvir as mesmas coisas – e não estou nem falando da vontade de ser diferente, mas do próprio acesso ao conteúdo. Pessoas diferentes vão acabar encontrando artistas diferentes pelo meio do caminho, artistas que muito provavelmente 95% do planeta (pra mais) não conhece.

    E isso mudou também o jeito de se relacionar com o artista. Estamos perdendo a relação de idolatria. O músico, o cineasta, o ator, eles não são mais deuses de mármore perfeitos, idílicos. Se você fica conhecendo bandas locais, você vai ao show deles com facilidade e costuma ser um show pequeno, mais intimista – enquanto que é foda você desembolsar centenas de reais pra ir num show gigantesco da Madonna, do Police, dos Stones e sei lá quem. As coisas estão mais acessíveis, mas não só as coisas, as pessoas também. A banda está ali, naquele palco no nível da plateia, a alguns metros de você.

    O Twitter funcionou como uma extensão internetística disso. É legal pra caramba você se tornar relevante pras pessoas que você admira; isso trouxe toda uma comunidade de fãs pro twitter – tipo, ei, a Larsen Marit tem Twitter, e eu gosto dela.. Vou ver que diabo é isso, etc, etc  - embora a verdade é que quem mais ajudou mesmo foram as celebridades e sua força de Revista Caras. Muita gente acha o máximo ficar sabendo o que o Ashton Kutcher está fazendo. E então eles apertam o Join e lá se vai mais um usuário para o Twitter =)

    Agora já temos milhares de pessoas no twitter; aquelas que entenderam o conceito da coisa e o usam com a finalidade original; leitores e fãs – de microbloggers e de celebridades – mas falta algo que atraia pessoas que não se encaixam nesses grupos. Não conheço a realidade da mídia americana, mas aqui no Brasil eu imagino que a Mtv tenha colaborado um pouco pra chamar mais gente pra rede:

    Ao longo desse ano vários programas foram ganhando suporte em tempo real ao Twitter. O Descarga Mtv, comandado pelo Marcos Mion, mostrava o que o pessoal ia twittando sobre o programa na tela. O Scrap Mtv, da Mari Moon, também; logo veio também o Mtv Debate - que aumentava consideravelmente o nível das twitadas, convenhamos – e provavelmente outros programas que agora não lembro também seguiram a tendência.

    Poxa, louvável, muito louvável! Essa é a maneira mais democrática que eu já vi pra participar de um programa. É claro que nunca se sabe se existe alguém que filtra ali as mensagens – seja pra não deixar entrar spam ou pra não deixar entrar críticas e coisas ruins ao programa – mas de uma forma ou de outra, como é que uma pessoa poderia participar de um programa de TV há quatro, cinco anos? Ligando pro número de telefone? Ah, tá, milhares de pessoas ligando pra um mesmo número – só uma é escolhida. Mostrando um tweet a cada cinco segundos, acho que muito mais gente ganha voz, não é? É uma experiência muito, muito legal; hoje mesmo o pessoal do programa @napilha – um programa da TVCOM SC sobre música, atualidades, etc – leu dois tweets meus, já que eles costumam ler o que mandam pra lá ao vivo eu tava lá “interagindo” com o programa. É, até certo ponto, uma nova forma de se produzir conteúdo no meio mainstream da TV.

    Uma Nova Ideia: Big Motherfucker Conversa

    Eu não sei desde quando o Twitter disponibiliza o “feature” que é o @usuário – você coloca @pessoa e funciona ou como resposta – quando isso tá no começo da twittada – ou como menção – quando isso não está no começo da twittada. Uma resposta vai aparecer pra você, pra pessoa, pra quem visita o seu perfil diretamente e pra quem segue você e a pessoa simultaneamente. Uma menção vai aparecer pra todo mundo, mas o twitter vai chamar a atenção da pessoa que você mencionou pra se “certificar” de que ela leia.

    Anyway, esse feature é uma coisa mais usada que as próprias twittadas. Toda vez que visito diretamente o perfil de alguém, o que mais se vê são respostas, respostas, respostas – que são às vezes reações a uma twittada, como por exemplo…

    - Ouvindo Mariah Carey! – @alguém, há 5 minutos atrás

    - @alguém ei, Mariah Carey é um lixo, velho! – @somebody, há 3 minutos atrás

    … Ou simplesmente recados que surgem sem nenhuma mensagem prévia mesmo. É interessante porque isso faz do Twitter uma mistura de mensageiro instantâneo (GTalk, MSN), com mural de recados do Orkut e principalmente, com IRC! Sim, IRC, porque é baseado em salas, não apenas na interação pessoa-pessoa. Seguidores simultâneos podem entrar numa conversa que você está tendo com outra pessoa e por aí vai. Por lá dá pra mandar um “balada hoje à noite, quem topa?” (ou, se for algo definitivamente privado, por direct messages) e combinar a coisa toda, etc. Observe: você anda usando seu Twitter mais pra twittadas originais ou pra essas conversinhas aleatórias? ;)

    Até o Twitter percebeu isso: há um ou dois meses ele mudou a página inicial, que antes explicava o conceito de “o que você está fazendo” e agora fala “join the conversation” – ou seja, junte-se à conversa! O Twitter elevou o seu significado, seu propósito, porque não se trata de passivamente brindar colegas que te seguem com updates sobre sua vida – se trata de algo bem mais interativo. É como se todo mundo estivesse num mesmo lugar, numa big motherfucker conversa. Se você segue as pessoas e/ou twitters certos é incrível a quantidade de coisa legal que passa por lá todo o dia. E, considerando o número enorme de clientes pra twitter, fica ainda mais fácil estar nesse lugar o tempo todo: dá pra twittar e receber tweets por celular, por exemplo. Fico imaginando que, voltando à ideia original do twitter, seja realmente legal acompanhar a vida de uma pessoa que você gosta pelo twitter. Bem mais divertido e interessante do que esperar pra ela postar as fotos da nova casa em outro estado no Orkut ;)

    O “stream” de twittadas na página inicial poderia funcionar perfeitamente como um “o que está acontecendo no meu mundo”. E talvez essa e mais outra – o que está acontecendo no mundo? – seja mais uma utilidade recente do twitter…

    RSS e o #mundoláfora

    RSS é uma tecnologia que te permite receber o que um blog posta, por exemplo, direto de um programa, ou de um site como o Google Reader – então você não precisa visitar todos os sites que você gosta todos os dias pra saber se há novidades, as novidades “vêm” até você.

    Muitos sites já acabaram por criar um twitter do site, por exemplo, pra que os interessados seguissem e fossem notificados por lá de posts novos. Sim, por que não? Faz perfeito sentido; você já está ali sabendo do que “está acontecendo” – ué, saiu um novo post que talvez você queira ler. Taí coisa que aconteceu, ué.

    Isso não só centraliza (facilitando, assim, a vida da pessoa) as fontes de informação, como também integra a coisa toda. O twitter do xkcd avisou que tem um post novo; você retwitta porque achou a tirinha interessante e alguém responde dizendo que achou muito massa também, e a retwitta logo em seguida… As coisas de repente não adquirem um aspecto de realidade, fazendo a fria máquina parecer um pouco mais com o que a gente acaba fazendo todo o dia? Lê algo numa revista, leva pra algum lugar pra mostrar a alguém, a pessoa conta o que leu pra outra, etc… Não que algum dia tenha sido impossível fazer isso pela internet, mas o tempo e o esforço pra partir do momento 1 – em que se vê algo de interessante – até o último momento em que seu amigo já está também repassando a informação, eram muuuito maiores.

    Além disso, ao “taguear” os assuntos – botar um # na frente, criando o que se chama hashtag, embora o Twitter leve em conta também expressões muito frequentes nos tweets, embora sem o # - as pessoas criam meios fáceis de agrupar tweets de pessoas completamente diferentes e distantes, mas que falam das mesmas coisas. Por exemplo, ao ler os tweets com a hashtag “New Moon” ou #DavidCookTheAlbum vai dar pra ver a reação das pessoas em relação a esses assuntos.

    Só tem um pequeno problema: microblogs, celebridades que twittam insanamente (Pete Wentz, por exemplo, twitta o tempo inteiro, todo dia, é impressionante! Ou pelo menos costumava fazer isso, deixei de segui-lo), pessoas comuns que twittam insanamente (é comigo? =P), conversas, tweets irrelevantes, tweets relevantes, notícias, novidades em sites que você acompanha, hashtags… É muita informação. Chega uma hora que é impossível acompanhar tudo. Seguindo umas cinquenta, sessenta pessoas, dependendo da atividade delas, fique um dia inteiro longe do twitter pra você ver quantas coisas foram postadas…

    Como lidar com tanta coisa assim?

    Muita Informação: Listas Are Coming

    Ainda bem que os devs do Twitter perceberam isso também, e estão dando um jeito: há mais ou menos duas ou três semanas lançaram um feature que metade dos twitteiros tem: as listas. Agora é possível organizar, diretamente pelo twitter (porque alguns clientes pro site já possibilitavam isso) os seus “seguidos” em diferentes categorias. Então quando você está a fim de saber dos seus amigos, visita uma lista; quando quer saber o que as famosidades estão dizendo, visita outro, notícias, outro, e assim por diante. Não está totalmente implementado, mas é um avanço.

    De uma forma ou de outra, o Twitter pode não mudar sua vida, mas é uma diversão e tanto, que pode sim ser bastante útil para os mais variados objetivos – seja participar de um programa de TV ou saber que seu amigo está comendo um cachorro-quente.

  • Buddy Poke: What the fuck?

    Postado em 43 de Burocracia de 3174 YOLD , às 3:33:99 Peterson Espaçoporto Comments

    A minha opinião sobre o Orkut é um pouco… Instável. Mas a crítica que eu faço não é muito dura não. Como eu já mencionei anteriormente, eu não acho que, oh, Orkut é o Darth Vader. Não acho que seja 100% ruim, seria ridículo pensar assim. Mas, também não acho que seja 50/50. É claro que, por impulso, acabei falando besteiras como a de dizer que dar parabéns por scrap é coisa de amigo-robô. É claro que não, enfim, falando merda que a gente aduba a vida.

    O que eu realmente quis dizer é que isso é tão amigo-robô-like quanto outras coisas que fazemos na vida pessoal também. Aquela pessoa da sua sala com a qual você nem tem uma relação muito boa, mas convive com, aí ela tá de aniversário, você vai lá e dá um parabéns pra ela. Não seria isso também robótico? Sim, é claro.

    Quando me referi ao roboticismo é o que o Orkut fez com a “facilidade” que propõe: é fácil acostumar-se a “gerenciar” as amizades ali. Não sei se essa é uma palavra certa… Mas é que é realmente muito fácil imaginar a diferença entre você saber (se lembrar ou ser avisado caso a sua memória seja ruim – tipo a minha) do aniversário de alguém e ir falar com essa pessoa – seja por msn, orkut, telefone ou pessoalmente, etc – e ver que tal “contato” está de aniversário, mandar uma mensagem automática bonitinha qualquer (ainda existe isso?) e pronto, assunto resolvido. Há uma diferença mesmo.

    O orkut é uma rede social – portanto tão boa quanto as pessoas que a utilizam. Isso é verdade em muitos casos mas existem algumas diferenças no meio que são cruciais. Por exemplo, outro dia vi uma amiga adicionando no msn uma guria que a gente só deu um oi há meses. Faz muito, muito tempo que a gente fala com ela – mesmo. Aí, na mesma hora em que ela adicionou, colocou naqueles “atributos” do orkut: 3 corações (o mais sexy possível), três “cubos de gelo” (nunca soube o que era aquela figura, mas sei que é o mais confiável possível) e três smileys tipo =) (o mais legal possível).

    Caralho, a gente nem conhece a guria direito! Eu não acho ela tão “sexy” assim (mas isso, é óbvio, é subjetivo), é ridículo dizer que temos qualquer noção sobre a confiabilidade dela e é tosco dizer que achamos ela, wow, muuuito legal.

    É claro que no mundo real você pode conhecer uma pessoa e sair elogiando, mas também pode não falar nada. Lá fica tudo registrado, fica tudo gravado e é fácil ver o que a pessoa acha de você. A sua vida não é tão aberta pra um desconhecido quanto ela geralmente é no Orkut. E isso, veja, deve servir pra todas as outras redes sociais – só estou dizendo isso do Orkut porque é a única que eu conheço mais, tirando a Netlog, que é a mesma coisa.

    Mas por que o título desse post tem a ver com Buddy Poke? Porque essa é a nova, wuul, sensação do momento. Legal ter um bonequinho e poder fazer coisas virtuais com outros bonequinhos e yeah, tudo o mais, wuhull. Yeah.

    Mas a questão é: o que exatamente é o buddy poke? A mesma questão poderia se estender ad infinitum para vários outros meios de relacionamento que prometem tipos de interação mais profundos. É o Buddy Poke a possibilidade de fazer coisas que você não tem coragem de fazer pessoalmente? Ou uma representação do que a pessoa realmente é e faz? É claro que é ambos, mas vocês entenderam. Trata-se de predominância. E isso, é bom ou é ruim?

    Não sei, acho que outros posts já discutiram isso bastante por aqui. Tem o Orkutcismo, do Santaum, por exemplo, excelente texto principalmente porque não tem muito “juízo” – o que acaba terminando em “tirem suas próprias conclusões”. Por isso, depois dessa opinião, sim eu sei, falível, eu digo: tirem suas próprias conclusões.