E também o assassinato de outros deuses
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  • Não é o comunismo, Henrique!

    Postado em 24 de Discórdia de 3174 YOLD , às 6:16:40 Peterson Espaçoporto View Comments

    Henrique Wint, do excelente blog 21 Horas, que sempre nos visita, comentou certa vez que o responsável pelo feminismo foi o comunismo. Eu concordei; afinal, a luta por direitos iguais é uma forte marca do comunismo.

    Entretanto meu professor de geografia nos forneceu uma outra visão das coisas: na verdade o capitalismo foi responsável por fazer a idéia do feminismo vingar e crescer. Porque veja, o capitalismo quer que a mulher trabalhe / produza e consuma como um homem, pois assim a economia aquece mais.

    E não pense que isso é bom: desconsiderando os aspectos econômicos da coisa (que, ah, provavelmente devem ser ótimos…) , isso não apenas diminui a taxa de fecundidade (uma coisa, digamos, neutra), mas faz com que os filhos dessa geração cresçam com os pais distantes e ocupados, sendo “criados” (odeio essa palavra nesse sentido) muitas vezes pela avó, tia, empregada, etc.

    E essa parte, essa parte é ruim. Essa parte é péssima. Esse é o tipo ruim de independência infantil, aquele no qual a criança acaba “aprendendo a se virar sozinha”, mas também acaba se frustrando sentimentalmente, criando uma visão de mundo balançada para os dois lados do pêndulo social: a distância melancólica ou a expressão agressiva… A criança se frustra dessa forma, se machuca interiormente.

    Além do lado dos filhos, pensemos também no homem e na mulher. Eu sou pessoalmente contra o casamento por um leque de motivos; o fato de que casamentos acabam é só um deles, de menor importância. Mas por que acabam? Um dos motivos, para o professor, é que há atualmente competição dentro do casal, e não cooperação. E isso, ao contrário do que afirma Adam Smith, é ruim, não é? Ou…? … Não? …?  …!

    Agora analisemos só a mulher, individualmente, não em relação a um contexto.

    A gigantesca maioria dos filósofos sistemáticos, ao longo da história do pensamento, procurou diferenciar o homem da mulher, e dizer, afinal, qual era a “natureza” inerente aos sexos.

    O problema é que toda diferenciação sempre ocorreu de forma qualitativa e não igualitária. Ou seja, para justificar uma freqüente opressão masculina ou simplesmente porque a cultura já estava cheia de idéias desse tipo, todos os filósofos buscaram meios de explicar a superioridade masculina.

    A situação mudou no século passado com a feminista (e comunista – aqui você acertou, Henrique) Simone de Beauvoir, que, de tanto acreditar que a existência precede a essência, acreditou que não existem diferenças entre homens e mulheres, e que estas podiam fazer tudo que aqueles podiam fazer, e melhor até, se duvidar…

    Com a ascenção da psicologia evolutiva, sabemos que não é bem assim. Os seres humanos, únicos animais capazes de se rebelarem contra suas tendências genéticas, ainda assim possuem tais tendências, e negar sua existência é negar boa parte do que sabemos cientificamente sobre nós mesmos.

    Homens e mulheres são diferentes, é impossível negar essas diferenças. Entretanto, essas diferenças são apenas diferenças, não há vantagens nem desvantagens que desequilibrem esse jogo. A necessidade que tivemos foi de alguém que dissesse que era possível ser diferente. Possível, não necessário! Porque se for pra mulher continuar a cuidar da casa e dos filhos, que isso seja uma opção, e não uma obrigação.

    A mulher hoje em dia se vê obrigada a fazer justamente o contrário: é uma obrigação trabalhar. Ser bem-sucedida profissionalmente, “independente”, seja lá que diabos de conceito o capitalismo inventou pra isso, fazer pós-graduação, ter um carro próprio e tudo o mais. O capitalismo idealiza nos nossos tempos um ser humano provavelmente hermafrodita, que tem uma história a fazer, um caminho a trilhar, sonhos a perseguir; mas dentre esses sonhos incluem-se altos pagamentos, bens em quantidade e qualidade, uma boa aparência, enfim, talvez tudo isso (até mesmo em parte o terceiro item) possa ser convertido naquela água do mar bem conhecida: o dinheiro. Essas são características que não pertencem integralmente a nenhum dos sexos. E são as metas pessoais do nosso séculos; metas assexuais (no sentido de gêneros da palavra, é claro, hehe).

    Mesmo que o feminismo tenha feito as mulheres se engajarem em uma luta idiota (e por vezes prejudicial a si mesmas) para provarem que são melhores que os homens, uma ótima coisa ela fez: gritar pela liberdade. Berrar pra quem quiser ouvir e quem não quiser também que sim, é possível ser diferente. É possível se transformar, é possível ser mais do que o básico, exceder nossos limites, nos superar.

    Meu professor comentou que o problema do capitalismo é que ela não deixa que sejamos humanos e sigamos nossos instintos animais; entretanto, esse ponto de vista serve exclusivamente pra questão do feminismo, porque em todo outro caso, a natureza humana é o que mais se explora no capitalismo. O capitalismo não deixa que sejamos mais: ele explora e faz desenvolver o pior lado de cada pessoa, se aproveita de cada fraqueza, de cada propensão ao vício, de cada centelha de ignorância e acomodação do ser humano. E a questão do feminismo foi mais uma boa idéia corrompida pelo mercantilismo moderno.

    O capitaismo é uma florsta de terno e gravata. Estamos sujeitos à mesma realidade animal de sempre, só que o homem é que é o lobo do homem. Axl disse tudo: Welcome to the jungle, baby.

  • A Temperatura da Terra Vai Cair

    Postado em 72 de Caos de 3174 YOLD , às 5:99:99 Canedo View Comments

    Ao contrário do que defende o Painel Intergovernamental de Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês), a temperatura da terra não vai aumentar nos próximos anos. A teoria é defendida por pesquisadores “céticos” do aquecimento global, que rejeitam a tese da contribuição do homem para o fenômeno e apontam a influência de fatores externos ao planeta – entre eles os raios cósmicos galácticos – como justificativas para variações do clima terrestre.

    Questionamento do aquecimento global

    Com base em dados do programa Cosmics Leaving Outdoor Droplets (Cloud), que reúne cientistas de dez países, um grupo de pesquisadores entregou uma carta ao ministro da Ciência e da Tecnologia, Sérgio Rezende, na última semana.

    Eles questionam a ação antrópica (do homem) no aquecimento e pedem a participação do ministério em seminários que pretendem realizar neste ano. Nos encontros, o grupo pretende discutir a teoria dos raios cósmicos e “trazer o debate para o público”, segundo o pesquisador Luis Carlos Molion, professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), PhD em meteorologia e um dos signatários do documento.

    Efeitos dos raios cósmicos galácticos

    “Os raios cósmicos galácticos interagem com a troposfera e induzem a formação de núcleos de condensação essenciais à formação de nuvens que aumentam a refletividade da Terra e a esfriam”, afirma a carta entregue ao ministro.

    De acordo com o professor Molion, nos próximos 50 anos “o número de raios deve aumentar, elevando a produção de nuvens baixas, e com isso haverá um resfriamento da Terra, ao invés de um aquecimento”, afirmou. A hipótese, segundo o professor, já foi testada em laboratório em um experimento anterior ao Cloud.

    Modelos simplificados sem validação

    De acordo com o documento, “o IPCC não faz precisões, faz projeções baseadas em cenários hipotéticos e utilizando modelos simplificados do clima global cujos resultados carecem de validação”. Molion defende a ampliação do debate sobre o tema no Brasil, que segundo ele, é enviesado por uma visão única do tema, a do IPCC.

    Público recebe informações distorcidas

    “A informação que chega ao público é muito distorcida, como se o homem fosse o grande vilão, o responsável pelo aquecimento global. O que nós queremos, e isso foi dito ao ministro, é que se faça um debate desprovido de qualquer emoção, de qualquer tendência dogmática, para que se esclareça o que há de verdade nesse aquecimento global e quais são os pontos favoráveis e discordantes de cada teoria”, apontou.

    Confusão entre mudanças climáticas e preservação ambiental

    Na avaliação de Molion, no debate brasileiro há uma confusão entre mudanças climáticas e conservação ambiental. “Não se deve confundir conservação – por exemplo, a necessidade de frear o desmatamento na Amazônia – com aquecimento global. Não importa se o clima do globo aquece ou resfria, a conservação ambiental é uma necessidade para que as próximas gerações possam desfrutar das mesmas riquezas naturais que nós temos hoje”.

    Luana Lourenço
    Agência Brasil
    22/02/2008