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	<title>Orkutcídio em Massa para Adoradores de Lasagna &#187; fins</title>
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	<description>E também o assassinato de outros deuses</description>
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		<title>Meios e Fins</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Oct 2007 14:24:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Peterson Espaçoporto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pra pensar]]></category>
		<category><![CDATA[anarquismo]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>O que é mais importante para os movimentos anarquistas, anarco-discordianos ou qualquer coisa do gênero? Nossa meta de conscientização é o indivíduo, a sociedade, ambos ou nenhum? Se um dia chegarmos a uma definição segura de como a sociedade deveria ser, como deveríamos alcançá-la? É certo que mesmo sem definição segura todos que tenham uma mentalidade de &#8220;mudar essa porra de situação&#8221; sabem mais ou menos <em>o que seria</em> uma boa sociedade. Entretanto, deveríamos alcançá-la através de reformas, de guerra civil, do uso de territórios remotos e abandonados por exploradores da nossa sociedade, ou o que?</p>
<p>Tomando por exemplo a desigualdade social do estatismo / capitalismo, o que devemos fazer? Construir uma sociedade estatista / capitalista que, em primeiro plano, acabe com a desigualdade social (impossível para tal civilização), para depois pensarmos em melhorá-la com a liberdade anarquista? Esse é o principal problema (e sempre foi) do anarquismo. A falta de concordância sobre o <em>método</em>. Se todos parassem e dissessem &#8220;Ok, não gostamos de vocês, vamos fazer uma puta revolução agora na cidade X&#8221;, talvez fôssemos bem sucedidos. Mas não, pelo contrário, alguns diriam &#8220;não, não é assim que chegaremos ao anarquismo&#8221;, entre outras explicações. Bom, se não é assim é como então? E mesmo que haja um novo como, quais são as conseqüências? <em>Agora</em> ou <em>Depois</em>? <em>Hoje</em> ou <em>Amanhã</em>? As duas não são integralmente excludentes, mas qual delas é <em>menos</em> excludente?</p>
<p>Entretanto, é o preço que se paga pela liberdade individualista. A liberdade de fazer com que cada um tome uma decisão, independente da escolha sedutora de fazer com que todos submetam-se a um mesmo &#8220;sistema&#8221;, a uma mesma máquina, onde cada um seria considerado uma peça dessa máquina. Alguns perguntariam: mas qual é o problema se a máquina dá certo? Bom, há diversos problemas, mas não quero discutí-los aqui. O importante é questionar se, mantendo a liberdade individualista é possível chegar a alguma ação concreta para tornar realidade uma organização social anarco-discordiana &#8211; concreta mesmo, sem ser uma exposição de arte, uma palestra ou qualquer coisa do gênero. Talvez sim, caso o número de adeptos cresça o suficiente. Dessa forma, pequenas inconsistências entre métodos similares podem vir a se eliminarem para possibilitar uma ação em grupo, e dessa forma vários grupos, relativamente grandes, com diversos métodos diferentes, podem atuar.</p>
<p>Isso não seria, portanto, um modo de criar pequenas máquinas? É, talvez. É um caminho sem fim. É melhor se perguntar: A construção de máquinas não seria um meio consciente para se alcançar esse fim de destruição delas mesmas (Quando isso não significar desistência ou derrota)?</p>
<p>Ainda assim, que é triste desistir da individualidade, é.</p>
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