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	<title>Orkutcídio em Massa para Adoradores de Lasagna &#187; fantasia</title>
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	<description>E também o assassinato de outros deuses</description>
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		<title>Entre o fantástico e o simbólico</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Apr 2008 20:05:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Peterson Espaçoporto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tim Burton é um diretor fantástico. Mas além dos filmes que faz, ele também escreve, e escreve muito bem, por sinal.
No livro &#8220;O Triste Fim do Pequeno Menino Ostra&#8221;, os desenhos são vívidos, intensos, marcantes; as rimas por vezes não existem ou fazem o ritmo da poesia mudar, o que combina de forma elegante com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tim Burton é um diretor fantástico. Mas além dos filmes que faz, ele também escreve, e escreve muito bem, por sinal.</p>
<p>No livro &#8220;O Triste Fim do Pequeno Menino Ostra&#8221;, os desenhos são vívidos, intensos, marcantes; as rimas por vezes não existem ou fazem o ritmo da poesia mudar, o que combina de forma elegante com a história.</p>
<p>Estas, &#8220;combinando a doçura e a tragédia da vida&#8221;, como disse Felipe Barcinski no livro, são viagens artísticas do mais alto nível, e que ainda te deixam entre dois mundos. Você se emociona, ainda que as situações sejam bizarras, mas também aceita o desafio intelectual de compreender algum simbolismo por detrás delas, alguns às vezes provocativos, desses que chamam com voz doce o senso investigativo, como <em>o bebê âncora</em>. E, afinal, o que significa ter um filho com o forno microondas???</p>
<p>Entre o simbolismo e a fantasia. Assim vive a criatividade estupenda de Tim Burton. Os temas do livro geralmente são a busca por aceitação e adequação (personagens que sentem-se tristes e distantes por serem diferentes), a filiação (nunca conheci alguém que colocasse de forma tão brilhante no papel o que eu acho sobre ter filhos), a inevitabilidade da morte, e principalmente os prazeres solitários dos personagens sempre tão cheios de marcas, lutas, pesares, conflitos internos &#8211; que se mostram, sem pudor para o leitor, com uma sinceridade que escapa com suspiros de liberdade dos estereótipos de consciência romântica. Um sorriso desenhado nesse livro faz você se sentir bem, em paz, com uma alegria inenarravel e até bobinha; uma sensação leve, simples e poderosa &#8211; muito melhor do que as extravagâncias do romantismo.</p>
<p>Tenho pra mim agora um pequeno desafio: entrar na mente de Tim Burton. Mergulhar em seus tormentos, tão expressados na sua obra &#8211; entender <em>tacitamente </em>o que ele quer dizer e mostrar. Vou baixar seus filmes, saber de suas idéias e opiniões.</p>
<p>Mas isso, claro, quando eu tiver mais tempo livre&#8230;</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.flickr.com/photos/20310660@N03/2158530061/" target="_blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2166/2158530061_35e7b5d73b.jpg" border="0" alt="" /></a><br />
<a title="creative commons" href="http://www.photodropper.com/creative-commons/" target="_blank"><img src="http://www.orkutcidio.org/wp-content/plugins/photo_dropper/images/cc.png" border="0" alt="Creative Commons License" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a title="Daniel Pedrosa" href="http://www.flickr.com/photos/20310660@N03/2158530061/" target="_blank">Daniel Pedrosa</a></p>
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		<title>O Mundo do Role Play</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Sep 2007 19:02:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Peterson Espaçoporto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pra pensar]]></category>
		<category><![CDATA[discordianismo]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
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		<description><![CDATA[Imagine um discordianismo levado ao pé da letra – de uma crítica à religião e à realidade ele passe a ser uma religião dogmática e obscura. Uma seita se organizaria ao redor da crença.
O mindfuck, uma guerra santa. A vida como arte de jogar jogos, uma diretriz.
A seita funciona como um grande baile de máscaras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify">Imagine um discordianismo levado ao pé da letra – de uma crítica à religião e à realidade ele passe a ser uma religião dogmática e obscura. Uma seita se organizaria ao redor da crença.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify">O mindfuck, uma guerra santa. A vida como arte de jogar jogos, uma diretriz.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify">A seita funciona como um grande baile de máscaras – macroscópico. Cada discordiano tem como tarefa interpretar um papel. Simplesmente gastar meses e meses interpretando. O tempo todo. Faz isso até cumprir sua missão, que é causar confusão nas pessoas. Terminado o dever, ele muda de casa ou mesmo de cidade e compõe um novo personagem, pra continuar com a determinação da seita*.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify">-</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify">Muito da história acima é apenas elemento de ambiente – o principal é a idéia fundamental por detrás dele. Vivemos sob um constante cotidiano de Role Playing Game, o RPG.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify">Vestimos fantasias diferentes e nos tornamos pessoas diferentes quando convivemos com pessoas diferentes – nossa vida é um baile de máscaras, somos diversas pessoas, uma pessoa diferente pra cada um de nossos contatos. Isso é bom ou é ruim? No segundo caso, é possível não fazer isso?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify">Ao não agir dessa forma, admitindo um único “modo” de nos relacionar com as pessoas – modo esse válido para <strong>todas</strong> as pessoas – acabamos selecionando os verdadeiros amigos, ou mesmo fazendo com que somente pessoas com as quais gostamos de conviver se aproximem de nós.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify">Por outro lado, agindo dessa forma, deixamos de conhecer outras pessoas, que poderiam nos apresentar outras idéias e outras realidades, transformando nossa vida. E também há o problema de que se nos prendemos a uma única “personalidade”, a um único “eu”, isso pode se mostrar falso ou irrelevante um dia, conforme a verdade absoluta erisiana. Prendendo nossas possibilidades a uma essência, perdemos a possibilidade de sermos outras coisas (inspirado por Sartre, percebem?).</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify">E sob o prisma da liberdade racional (indivíduo-indivíduo) e de grupo (social-indivíduo), que podemos pensar? Que uma pessoa multifacetada é uma hipócrita, uma escrava das convenções sociais, ou uma diplomata, que conscientemente, deseja se adaptar a diversas realidades? E quem é o “eu”, qual é a verdadeira personalidade de uma pessoa que escolhe ser diversas ao mesmo tempo? O ponto de equilíbrio utilizado para aglutinar seus diversos conceitos contraditórios é frágil e incerto, ou é a base da tomada de decisões que concernem só a si próprio? Se só há realidade na ação, qual das realidades é escolhida pela pessoa? Etc etc etc&#8230;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify">Adotar uma postura selecionadora como a que adotamos com freqüência é justamente o que critico: que liberdade racional existe aí? Escravo das exigências dos outros, o homem múltiplo procura satisfazer aos outros, mas, quando se satisfaz? A liberdade racional lhe falta, pois uma vez conhecida sua seleção, torna-se manipulável e controlável – até mesmo <em>previsível</em>.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify">Se me perguntassem o que é o ser humano, eu diria que é um ser assombrado pela existência e acossado pela fraqueza humana – tanto a própria quanto a dos outros. Entretanto, ele pode lidar com isso naquele estilo “empurrando com a barriga”, ou se libertar disso. Simplificando, é um ser que pode ser ou uma coisa, ou outra; ou uma energia enjaulada e estabilizada, ou uma grande estrela, vívida e completamente instável em sua energia de magnitude impressionante.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify">A criação – destruição racional serve para afirmar a liberdade de tal estrela. A inconstância discordiana não significa, ao que me parece, hipocrisia. Pensar em vários níveis e de várias formas diferentes é um ato independente de fins puramente oportunistas (no sentido ruim da palavra). Como disse Nietzsche,</p>
<blockquote>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify">&#8220;Viver perto demais de um homem é a mesma coisa que retomássemos sempre uma bela gravura com os dedos nus: um belo dia teremos nas mãos um péssimo papel sujo e nada mais.”</p>
</blockquote>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify">O objetivo é sempre ser surpreendente&#8230; Até para si mesmo. A melhor das estratégias – a única que o adversário não consegue prever.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify">O objetivo é ser uma estrela ingovernável&#8230; E não, não mesmo, uma estrela falsa, que para uns é quasar, para outros, pulsar, para outros, matéria escura. É certo que pelas circunstâncias do modo como a vida é vivida e afins, as pessoas vão acabar tendo visões diferentes de nós – mas aí já não é intencional, já não é culpa nossa.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify">*A última pergunta: vale à pena o esforço de ser um e ser muitos? Vale à pena viver assim?</p>
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