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	<title>Orkutcídio em Massa para Adoradores de Lasagna &#187; escritor</title>
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	<description>E também o assassinato de outros deuses</description>
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		<title>Otimismo &#8211; e pessimismo &#8211; translúcido</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 15:49:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Peterson Espaçoporto</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Querer tratar da natureza humana é deixar transparecer a quantidade de otimismo / pessimismo de uma pessoa. Numa cultura recheada de romantismo e falsificação fazer uma obra dita realista é fácil: não construir estereótipos muito ideais (estereótipos sim, perfeitos e com ângulos exatos, não) e colocar sexo no meio. Alguns exageram (ou desejam retratar, só por ego, alguma espécie de virilidade regionalista. Será que foi o que aconteceu com <a href="http://www.imdb.com/title/tt0371642/" target="_blank">Dom</a>?), outros conseguem deixar mais adequado. Entretanto, outro ingrediente importante de uma obra realista é o que dá errado por causa do ser humano. Alguém erra ou alguma maldade com gosto de cotidiano é feita. Isso dá o tom do realismo, mas não significa de modo algum que isso retrate a realidade. Só retrata, como num espelho, o quanto o autor pode ser otimista. Como num espelho, revela o que é que ele espera dos humanos e como os avalia.</p>
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		<title>Viva como se soubesse que não pode morrer</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Mar 2008 23:21:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Peterson Espaçoporto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As torrenciais paixões e agoniadas satisfações de vontades provenientes do &#8220;viva como se fosse o último dia&#8221; ganharam um bom oponente, penso eu. O &#8220;viva como se soubesse que não pode morrer&#8221;.
Bom, na verdade a frase é simplificada e não significa exatamente isso. Douglas Adams no livro &#8220;Vida, Universo e Tudo Mais&#8221; dá um verdadeiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As torrenciais paixões e agoniadas satisfações de vontades provenientes do &#8220;viva como se fosse o último dia&#8221; ganharam um bom oponente, penso eu. O &#8220;viva como se soubesse que não pode morrer&#8221;.</p>
<p>Bom, na verdade a frase é simplificada e não significa exatamente isso. Douglas Adams no livro &#8220;Vida, Universo e Tudo Mais&#8221; dá um verdadeiro presente à Arthur Dent. Quando este encontra-se com Agrajag, um monstro que foi morto em várias e várias reencarnações por Arthur, fica sabendo que ele matou Agrajag num lugar chamado Stavromula Beta &#8211; só que ele ainda não tinha feito isso. Logo, Arthur não podia morrer até matar Agrajag mais uma vez.</p>
<p>É interessante pensar dessa forma: os destemperos e inconsistências da vida humana provém da incerteza sobre o tempo que nos resta. Afinal, podemos morrer amanhã, e então tiramos dessa frase uma moralidade para viver. Mas, afinal, isso pode não acontecer; quem se esquece de que podemos morrer amanhã vive como se fosse viver pra sempre. O que o escritor britânico nos deu foi um meio-termo: Arthur sabia que não podia morrer. Portanto, ele tanto podia viver uma vida tranquila, sem sobressaltos, quanto uma vida cheia de aventuras perigosas e empolgantes, já que ele não poderia morrer de qualquer forma.</p>
<p align="center"><a href="http://www.flickr.com/photos/23696262@N08/2348488662/" target="_blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2002/2348488662_bf8b15233b.jpg" border="0" /></a><br />
<a href="http://www.photodropper.com/creative-commons/" title="creative commons" target="_blank"><img src="http://www.orkutcidio.org/wp-content/plugins/photo_dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" align="absmiddle" border="0" height="16" width="16" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/23696262@N08/2348488662/" title="MrClementi" target="_blank">MrClementi</a></p>
<p>Uma boa filosofia de vida, não? <strong>Duas</strong> perguntas: qual das <strong>três</strong> vocês preferem? Achar que morre amanhã, nem pensar que pode morrer amanhã ou saber exatamente as condições exatas que ainda não ocorreram que levam à sua morte? E a outra: o que vocês queriam que acontecesse pra marcar a morte de vocês? Analogamente, se Arthur ainda teria que matar Agrajag mais uma vez, o que vocês &#8220;fariam pra morrer&#8221;?</p>
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		<title>Livros e Identidade</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Mar 2008 16:11:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Peterson Espaçoporto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um escritor deveria saber que sempre que está segurando um livro de sua autoria, está segurando o detonador de uma bomba. Quem sabe o &#8220;estrago&#8221; que o seu livro pode causar em alguém? Livros ficcionais não formam explicitamente um manual de conduta na vida, mas um livro já tem um final definido &#8211; já está [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um escritor deveria saber que sempre que está segurando um livro de sua autoria, está segurando o detonador de uma bomba. Quem sabe o &#8220;estrago&#8221; que o seu livro pode causar em alguém? Livros ficcionais não formam explicitamente um manual de conduta na vida, mas um livro já tem um final definido &#8211; já está escrito &#8211; e portanto tem-se a sensação de que, o que quer que aconteça com os personagens, <em>aconteceu por causa do destino</em>. Ou, como preferir, numa explanação menos fantasiosa, o escritor quer passar uma mensagem de conduta moral com um livro, sempre quer, porque quando ele pune alguém no final está obviamente declarando ao leitor, o leitor percebendo ou não (não importa), que ele desaprova tal atitude ou aprova tal atitude. E assim as pessoas vão formando uma &#8220;identidade&#8221;. O que, pros padrões atuais, é uma coisa bem descartável até.</p>
<p>Aí temos dois problemas: em primeiro lugar, o escritor não pode ser irresponsável com sua bomba caseira. Não, não, não que ele não deva usá-la. Tem que usar <em>com responsabilidade. </em>Tem que colocar os materiais certos. E no lugar certo.</p>
<p>E depois, precisamos de leitores mais inteligentes. Arte não é questão de consciência &#8211; a ciência dos &#8220;processos que ocorrem no ser enquanto ele se regozija com uma obra de arte&#8221; destrói a arte &#8211; mas é muito interessante que, pelo menos depois que as pessoas terminam de ler um livro, que elas pensem um pouco em si mesmas, no livro, em toda a vida sob uma nova ótica. Faz bem, e não deixa as pessoas se machucarem tanto quando a bomba explode.</p>
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