E também o assassinato de outros deuses
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  • Intenção ruim: a punição seria válida?

    Postado em 16 de Discórdia de 3174 YOLD , às 6:07:66 Peterson Espaçoporto Comments

    Eu falei pra poucas pessoas sobre minha teoria contra a punição. Pra mim, ela está bem consolidada, mas eu ainda preciso amadurecê-la um pouco mais e até me preparar para defendê-la para outras pessoas, porque ela é muito ousada, eu diria. Digo, falei pra pouco, mas ela está lá, no Pensitivo!, apesar das estatísticas mostrarem que continuam sendo poucos mesmo.

    De qualquer forma, quando vejo uma notícia como essa, vejo nela uma ótima oportunidade de colocar a mim e a minha idéia contra a parede. Eu sinto que muitas pessoas ainda vão me dizer “mas você acha que deveríamos deixar esses estupradores soltos?”. E o que eu responderia?

    Minha teoria apunitiva funciona, e tem o intuito de funcionar, nos casos onde as pessoas são prejudicadas pelos “respingos” da atitude de outras. Temos uma vida muito dependente dos outros, ao invés do contrário, e quanto mais nos colocamos como dependentes dos outros mais nossos atos têm que ser vistos em função do outro, e mais os outros tendem a ter uma relação de dominação em relação a nós – já que de nós depende muita coisa do outro. Quanto maior a dependência, mais motivos insinceros existirão para que existam relações. A comunicação só pode existir entre iguais. Portanto, quanto mais independentes formos de fatores externos, mais nossas relações serão verdadeiras. Um motivo forte que me faz ser contra a autoridade, a dependência individual e social e o dinheiro, principalmente o dinheiro.

    Essa independência que possibilita liberdade de movimentos é difícil justamente porque temos uma cultura de dependência, uma cultura de bom e mau que nos faz gostar de pessoas constantes, servis e/ou solícitas e também que sempre nos consideram e não fariam nada que nos prejudicasse. Uma visão muita boa pra quem não é prejudicado, mas a outra pessoa não tem liberdade alguma. Quem busca a liberdade é considerado mau, estranho, etc.

    Mas, saindo do escopo das conseqüências dos atos voltados para o próprio executor ou para outros (ou seja, quando a pessoa faz algo para benefício próprio ou para outras pessoas e infelizmente isso acaba influenciando negativamente alguém), podemos entrar no escopo das conseqüências premeditadas, ou seja, quando há a intenção de machucar, de fazer mal, de ferir.

    A falta de punição serviria também como chave perfeita para a caixa de pandora, fazendo com que muitas pessoas fizessem coisas com o intuito de prejudicar outras.

    Primeiro, devemos nos lembrar que a falta de punição é uma condição para a liberdade, não uma lei. Não oficialmente e necessariamente punir – isso não significa ser proibido de punir. Apenas devolvemos à esfera individual o discernimento sobre punições. O que faria muitas pessoas não fazerem algo de ruim contra outras pessoas intencionalmente é que, se não há mais punição regulamentada, também não há garantia de que a pessoa a qual ela quer fazer mal não se vingue contra ela ou não se defenda de maneira diametralmente violenta. Em outras palavras, não há Estado para punir. Mas também não há Estado para proteger.

    Segundo, eu falei uma vez que para uma sociedade atingir a maturidade necessária para abolir a punição. Então: isso significa mudar toda uma cultura, toda uma mentalidade que propicia o surgimento de pessoas que querem fazer mal às outras. Eu não tenho grandes ilusões: as atitudes genuinamente mal-intencionadas jamais deixarão de existir. Não tenho esperanças quanto a isso. Mas tenho uma noção de que a nossa sociedade favorece muito mais o surgimento desse tipo de atitude. Atitudes mal-intencionadas existem, e saber lidar com isso e se defender, lutar contra isso da mesma forma que se luta contra as adversidades, faz parte da vida. E o que podemos fazer é criar uma cultura em que as pessoas não só tenham mais coragem de lutar contra elas como também mais pessoas tenham noção sobre essas atitudes. Se elas fizerem algo, que tenham ciência do que fazem e escolham fazer isso, porque o terrível é saber que há pessoas que sequer decidiram por isso, apenas fazem mal por fazer, por adaptação ao ambiente hostil em que vivem, talvez, ou da maneira hostil como vêem o mundo – resultado, pode apostar, de uma forte noção punitiva durante infância e adolescência. Pode apostar.

    Terceiro: já que devolvemos a punição à esfera individual, vamos pensar individualmente: a punição contra atitudes realmente mal-intencionadas é a de um tipo diferente, talvez mais válido. Afinal, o impacto que a abolição da punição tem em nossa vida é sempre nos perguntar: “Será que é certo que eu queira fazer mal àquela pessoa por que o que ela fez acabou de alguma forma me prejudicando? Não deveria eu tentar me adaptar a isso, ou então tentar modificar isso de alguma forma, aproveitar isso, ou conversar com ela pra que possamos chegar a algum acordo?”. Mas que acordo se pode fazer com alguém que faz algo com intenção de te prejudicar, com vontade de te fazer mal? Se no primeiro caso a batalha da vida se desenrola contra adversidades sem rosto, no segundo caso o inimigo não é o acaso, que costuma dar as cartas, mas sim alguém, uma pessoa de carne e osso, e que portanto merece ser combatida como as conseqüências das atitudes dos outros: da forma como a pessoa desejar combatê-la.

  • Medo e Coragem

    Postado em 49 de Confusão de 3173 YOLD , às 2:38:81 Canedo Comments

    Primeiramente, uma explicação rápidinha aqui, eu tava meio ausente porque eu estava doente de cama, mas agora estou bem melhor e pronto para voltar a ativa.
    Agora, ao assunto do tópico, “MEDO e CORAGEM”, o que na realidade seria o medo? E a coragem? O que difere um sentimento do outro? É este o assunto que irei abordar em mais um post da série que estou fazendo sobre as emoções humanas.
    Para entendermos o medo, primeiro precisando estudar como ele surge, à que pressão o ser-humano tem de estar para sentir este sentimento, e também analisar seu oposto, a coragem.
    O medo, não tem uma explicação lógica, ter medo é simplesmente sentir medo (?)… Até algum tempo, eu pensava que o medo era algo como ficar na defensiva, não partir pro ataque a uma criatura ou situação que o cérebro entende que é “mais forte” que você. Mas meu pensamento se modificou à alguns dias, e foi até por isso que resolvi fazer este tópico. Semana passada, simplesmente entrou uma cobra aqui em casa, minha mãe quando viu, começou a chorar, e eu com a maior tranquilidade peguei uma enxada e cortei a cabeça dela. Até este dia, como eu disse mais para trás, eu pensava que o medo era ficar na defensiva, mas minha mãe não ficou na defensiva, ela começou a chorar, mas não ficou na defensiva, ela estava com um medo óbvio, que a deixava nervosa só de olhar para cobra, por isso ela nem olhava na direção do animal, assim, ficou sem defesa, se a cobra a atacasse, ela estaria com a guarda baixa e certamente seria picada.
    Tá enrolei, enrolei e enrolei, mas o que eu quero mostrar é a diferença de sentir medo, e de não ir pra cima, quando sentimos medo, abaixamos todas as nossas guardas, não temos mais forças para lutar, é como entregar o ouro, deixamos o cérebro se dar por vencido, e o máximo que se faz é gritar, na esperança de que alguém mais corajoso apareça.
    Mas quem seria este alguém mais corajoso? O que ele tem de ter para se denominar mais corajoso? A diferença desse alguém, é que ele encara os problemas, vai para cima, e certamente vencerá a batalha ou o desafio, ou pelo menos, morrerá lutando, morrerá com glória. Esta coragem, pode lhe matar, ou pode lhe vangloriar, esta pessoas, todos pensam que não tem medo da morte, mas ao contrário, ela tem medo da morte sim, por isto ela quer continuar viva e nunca entregará uma batalha antes de seu final, ela na verdade, tem medo da vida, que pode lhe virar as costas algum dia e lhe trazer a morte.

  • O Prazer da Adrenalina

    Postado em 38 de Confusão de 3173 YOLD , às 2:56:67 Canedo Comments

    Hoje, eu estava navegando na internet, sem nada para fazer, me deparo com uma web rádio qualquer, me interesso e começo a escutá-la. Após algum tempo, toca a música “Paraíso Proibido” da banda “Strike”, e um pedacinho da música me chamou a atenção:

    “E o teu erro foi ter proibido,
    De mero plebeu pra ela eu me tornei um vício,
    E o teu erro foi ter proibido,
    Escondido é bem melhor, é perigoso, é divertido.

    Este pedaço, ficou na minha cabeça, principalmente a parte em negrito, comecei a pensar, porque tudo que é perigoso, tudo em que arriscamos nossa vida é algo divertido?

    Uma coisa que praticamente todo mundo sabe, é que quando estamos nervosos e com medo, liberamos adrenalina, mas será que ela tem algo a ver com nossos sentimentos?

    A adrenalina existe desde a era pre-histórica, sua principal função, é que quando ela é liberada em nosso organismoo, a freqüencia cardíaca e a velocidade de processamento do cérebro aumenta. Isso pode-se resumir em duas funcionalidades, quando o rítmo cardíaco aumenta, temos mais sangue sendo bombeado aos músculos, com isso, eles ficam mais pesados e forte, algo muito útil em uma fuga ou luta, e ela atua sob o cérebro aumentando sua capacidade de processamento, ou seja, o cérebro estará mais alerta, sua capacidade de percepção aumenta, estará ligado nos mínimos detalhes, o cérebro trabalha tão rápido que o tempo parece estar mais lento, e por tanto, teremos mais velocidade de resposta caso aconteça algo com o nosso corpo. Isso pode ser percebido facilmente por um goleiro de futsal, quando ele está prestando atenção na bola, seu cérebro libera adrenalina, e quando o jogador chuta, ele consegue ver toda a traetória da bola, consegue pensar onde a bola vai estar quando ele estiver pulando e ainda aciona seus músculos para colocar seu corpo frente a trajetória da bola, tudo isso em milésimos de segundo!

    Mas por que algumas pessoas sentem prazer em ter sua taxa de adrenalina aumentada, prazer em sentir medo?

    Geralmente as pessoas que procuram ações (esportes radicais são um exemplo)com alto nível de ansiedade na verdade fazem isso porque são atitudes socialmente aceitáveis frente ao desejo de colocar-se em risco e desafiar a mortalidade criando uma falsa noção de imortalidade. A sensação de sair ileso de uma ação perigosa gera para algumas pessoas um delicioso relaxamento.

    Mas com o aumento da freqüencia cardíaca, pessoas mais idosas, ao receberem doses de adrenalina, estarão sujeitas a um enfarto, e também, doses de adrenalina não são recomendados a hispertensos, pois aumentam ainda mais a pressão sagüinea.

    PS: texto criado por mim, e algumas partes baseadas em textos do Yahoo Respostas