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	<title>Orkutcídio em Massa para Adoradores de Lasagna &#187; blog</title>
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	<description>E também o assassinato de outros deuses</description>
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		<title>Kids</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Mar 2009 12:54:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Peterson Espaçoporto</dc:creator>
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www.youtube.com/watch?v=bIEOZCcaXzE
Depois de bastante pensar -- quer dizer, eu adiei bastante esse post, porque as coisas estavam meio confusas. Então botar pra pensar mesmo foi só agora -- eu concordo com o Darto.
Só há uma coisa a se ressaltar:
[Eu] Acho que é muito ruim tratar as crianças como miniadultos  Principalmente quando se trata de algo [...]]]></description>
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</span><p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=bIEOZCcaXzE">www.youtube.com/watch?v=bIEOZCcaXzE</a></p></p>
<p>Depois de bastante pensar -- quer dizer, eu adiei bastante esse post, porque as coisas estavam meio confusas. Então <em>botar pra pensar</em> mesmo foi só agora -- <a href="http://www.orkutcidio.org/universo-onirico-e-perguntas#comments" target="_blank">eu concordo com o Darto.</a></p>
<p>Só há uma coisa a se ressaltar:</p>
<p>[Eu] Acho que é muito ruim tratar as crianças como miniadultos <img class="wp-smiley" src="../wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif" alt=";)" /> Principalmente quando se trata de algo que pode trazer conseqüências tão ruins a curto, médio, longo prazo…</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>[Darto] ma coisa que eu não gostava na infância era de ser tratado como “não importante”. Pessoas cumprimentavam meus pais e não me cumprimentavam. Acho que sempre quis ser tratado como mini-adulto. Algumas vezes fui, e gostei. Aprendi muito. Sempre gostei quando alguém mostrava confiança em mim, até hoje gosto, e sempre tento honrar essa confiança. E digo que aproveitei <strong>muito</strong> a minha infância, mesmo tendo uma visão um pouco mais abrangente do mundo. Até hoje não deixei de ser criança, não me comporto de modo “forçado” para condizer com a minha idade, por assim dizer.<br />
Não sinto nenhuma consequência ruim por ter sido tratado, algumas vezes, como igual por meus pais, que sabiam que eu tinha capacidade de entender e raciocinar sobre o que me foi passado. Sinto muitas consequências ruins por ter sido “superprotegido” em algumas ocasiões, por não terem deixado que eu fizesse experiências e tomasse minhas conclusões, achando que não era hora ainda. Isso me atrasou, e até hoje tento mudanças em áreas pouco desenvolvidas por mim. Nunca desobedeci meus pais; sempre argumentei.</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>[Darto] A criança passa a ser adulto quando começa a acreditar que existem coisas fixas no mundo, que só querer não adianta, que ela deve escolher um caminho “possível”, e não tornar o caminho escolhido possível. A aceitação da realidade, como nós conhecemos, está atrelada à refutação do sonho verdadeiro. Daí que surge a vulnerabilidade à propaganda.</p>
<p>&#8212;</p>
<p>Talvez a questão de &#8220;tratar as crianças como miniadultos&#8221; passe, então, mais por já <em>incutir esse senso de realidade engessada</em> do que tratá-los com a mesma importância. E aí isso, suponho, é que é ruim.</p>
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		<title>Incoerência</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Apr 2008 17:21:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Peterson Espaçoporto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O que exatamente é a incoerência? Uma vez, minha professora de biologia definiu o incoerente como aquele que &#8220;fala uma coisa e faz outra&#8221;; mas isso de forma alguma invalida a ideia, e chamar alguém de &#8220;incoerente&#8221; pode ser um ad hominem durante uma discussão, não pode? &#8211; bem, vamos ver o que nos dizem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que exatamente é a incoerência? Uma vez, minha professora de biologia definiu o incoerente como aquele que &#8220;fala uma coisa e faz outra&#8221;; mas isso de forma alguma invalida a ideia, e chamar alguém de &#8220;incoerente&#8221; pode ser um ad hominem durante uma discussão, não pode? &#8211; bem, vamos ver o que nos dizem as fontes (sobre a coerência):</p>
<p>Para a wikipédia em português (página que precisa ser reciclada):</p>
<blockquote><p>A <strong>coerência</strong> é a lógica das idéias que possibilitam a produção de sentido no <a title="Texto" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Texto" target="_blank">texto</a>.</p></blockquote>
<p>A wikipédia em inglês trata de coerência de forma estritamente gramatical, da mesma forma que a em português faz, o que não nos ajuda em nada. A sexta edição revista e atualizada do Mini Aurélio nos diz que coerência é característica do coerente; e nos diz que coerente é:</p>
<blockquote><p>adj2g 1. Em que há coesão, ligação ou adesão recíproca. <strong>2. Que procede com lógica; conseqüente.</strong></p></blockquote>
<p>Uma <a href="http://www.google.com.br/search?q=coer%C3%AAncia&amp;ie=utf-8&amp;oe=utf-8&amp;aq=t&amp;rls=com.ubuntu:en-US:unofficial&amp;client=firefox-a" target="_blank">pergunta ao mestre</a> retorna 2,740,000 respostas, e as 10 primeiras, que seriam supostamente as mais relevantes, não dão absolutamente resposta alguma.</p>
<p>Bom, esqueçamos então as respostas feitas e pensemos em uma primeira distinção: primeiro, a coerência lógica, essa que encontramos no dicionário e na wikipédia sobre a gramática. Oras, a incoerência lógica invalida sim muitos argumentos. <span style="text-decoration: line-through">André</span> O Cap. Nascimento do Ceticismo chamou atenção, no outro post, para o fato de que os religiosos fazem muito uso dessa &#8220;ferramenta argumentativa ilícita&#8221; &#8211; mais conhecida como falácia: eles memorizam as partes bonitinhas do livrinho mágico e justificam o uso que fazem dele e o status que lhe atribuem, a despeito de todas as outras contradições, imprecisões científicas, barbáries, injustiças, imoralidades, etc presentes no livro.</p>
<p>Esse é um tipo de incoerência que invalida qualquer argumento; afinal, estamos num <em>debate</em> e um <em>debate</em> é formado por construções lógicas de argumentos (nas melhores espécimes de debate, é claro&#8230;).</p>
<p>Esse tipo de incoerência é diferente do tipo pessoal, aquele no qual a pessoa propaga uma idéia mas age de outra forma. Esse tipo de incoerência não invalida o argumento; suponhamos que uma pessoa faça um grande discurso sobre a grande opção filosófica que é não comer mais McDonalds. Então, logo depois de 2 horas de uma retórica inflamada, tal pessoa imediatamente vai até o outro lado da rua e come um delicioso Big Mac &#8211; com fritas e um copão de Coca-cola. Oras, isso de forma alguma invalida os argumentos utilizados por ele; cada pessoa deveria analisar os argumentos isoladamente. As ações dele não vão mudar as propostas dele, de forma alguma. Esse é o tal <strong>Ad Hominem</strong> de que falei antes; as pessoas às vezes julgam uma idéia pela aparência / pelas atitudes de seu portador.</p>
<p>Mas então a grande pergunta é: o que fazer em relação a um incoerente? Esse foi o grande cisma do post anterior. Afinal, desconsiderar a incoerência, tanto a lógica quanto a pessoal, é ser omisso, fechar os olhos para essa discrepância entre teoria e ação, ou mesmo teoria e teoria.</p>
<p>No último caso, é impossível fechar os olhos &#8211; a não ser que se concorde com uma falácia. Neste caso, o da incoerência teoria-teoria, o próprio debate acaba em si demonstrando e desconsiderando o argumento falacioso &#8211; não há como &#8220;debater a parte certa e deixar o cara com as incoerências dele&#8221;. A não ser, é claro, que a falácia seja pequena e o debatedor adversário a deixe passar sem marcá-la como indicador da incapacidade alheia (o que é perder uma ótima chance; ou seja, é uma pena se um debatedor fizer isso&#8230;).</p>
<p>Já no primeiro caso, a coisa complica. Como bem exemplificou nossa atenta e perspicaz Fátima no comentário dela, o incoerente não pode exigir que eu aja de alguma maneira &#8211; sendo ele ou não incoerente; ninguém pode fazer isso &#8211; tanto quanto eu não posso exigir nada dele. Mas posso dizer que ele é incoerente, não? Isso é problema dele? Deveríamos puni-lo por isso? Deveríamos desrespeitá-lo por isso? Talvez não, talvez não. Isso é uma questão pessoal, totalmente subjetiva.</p>
<p>Para finalizar, falo agora com os incoerentes: há algo de desarmonioso em você. Pare, pare agora, por favor. Ou se é fraco, ou falso, ou ignorante sobre si mesmo (bem comum). A incoerência lógica causa danos à sociedade, mas estamos falando da pessoal. A incoerência pessoal se refere unicamente a você, senhor incoerente, seja lá qual for o seu nome. Eu não tenho nada mais a dizer; pense, crie <em>some fucking balls </em>ou seja sincero consigo mesmo. Fraqueza, falsidade ou ignorância é o que pode ser deduzido da incoerência pessoal, e a grande pergunta agora é: punir o incoerente, bradando para quem que quiser ouvir as suas incongruências e o que se pode deduzir delas, ou deixar que ele se vire sozinho, fechando as cordas vocais os olhos para isso? Eu, francamente, não sei. Mas aquela idéia do link é justamente essa: não é sobre punir ou não. É sobre ter consciência de que talvez não punir também seja <em>bem</em> válido; sobre ter consciência de que punir talvez <em>não seja tão bom</em> (ou no mínimo tão nobre), e que é simplesmente possível escolher.</p>
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		<title>Uma questão de vulgaridade</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Apr 2008 04:47:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Peterson Espaçoporto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há um blogueiro que admiro muito que é cristão. No começo pensei &#8220;Como?&#8221;. Bom, depois entendi como é o cristianismo dele.
Ocultei seu nome porque não é muito legal ficar fazendo radiografias das pessoas dessa forma. Mas enfim, eu percebi que o que ele luta contra é a vulgaridade; como um ser artístico que é ele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há um blogueiro que admiro muito que é cristão. No começo pensei &#8220;Como?&#8221;. Bom, depois entendi como é o cristianismo dele.</p>
<p>Ocultei seu nome porque não é muito legal ficar fazendo radiografias das pessoas dessa forma. Mas enfim, eu percebi que o que ele luta contra é a <em>vulgaridade</em>; como um ser artístico que é ele pensa que a vida deve ser vivida nos detalhes, e isso é bom. Aproveitar os pequenos momentos ao invés de se preocupar em ser de direita ou de esquerda, fazer exatas ou humanas, casar ou comprar um bicicleta, etc.</p>
<p>Dessa forma, pouco importa o &#8220;grande sistema&#8221; sob o qual as pessoas vivem, o que vale de qualquer forma são os detalhes. Mas, apesar de admitir que esse tipo de foco seja muito bom, não concordo sobre a não-importância de uma grande visão de mundo, e penso que a grande visão de mundo não deveria ser irrelevante nem para as pessoas que vivem focados nos detalhes (alguns sem saber&#8230;) porque ela interfere no modo como as pessoas &#8220;saboreiam&#8221; os detalhes.</p>
<p>Portanto, o cristianismo para ele seria como o melhor sistema disponível para aproveitar a vida nesses pequenos momentos de alegria e felicidade. Mas eu discordo disso. O modo como você saboreia essa visão detalhista das coisas influencia tudo, tanto quanto óculos vermelhos deixam tudo à sua volta vermelho. O cristianismo é um sistema de dogmas e de &#8220;não, não quero ver!&#8221;. A pessoa pode deixar de fazer algo prazeroso, deixar de conhecer algo prazeroso, deixar de experimentar algo prazeroso, ou fazer, mas aproveitar com consciência pesada algo prazeroso &#8211; por causa de tolos e injustificados dogmas. E pode também fazer o mesmo não só com coisas prazerosas, mas com pessoas. Deixar de conhecer, de conviver, de ajudar. E, como está exposto no link acima, deixa de participar de uma deliciosa dicotomia que é um grande desafio para os humanos em geral.</p>
<p>Enfim, viver uma vida de detalhes, uma vida sutil, e não vulgar, pode ser um bom direcionamento, mas o sistema conta, e conta muito.</p>
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