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M10: Beta
Postado em 35 de Caos de 3176 YOLD , às 8:26:86 CommentsO que é M10?
M10 é o meu primeiro livro — isso pra simplificar, pois na verdade é o primeiro livro ficcional que eu termino. Era das Consequências, um projeto com o qual alguns aqui podem estar famialiarizados, ainda está um pouco longe de se concretizar. Mas, enquanto isso não acontece, eu terminei outra história que ficou andando na minha mente durante um tempo. Eu apostei minhas fichas nela e ela está pronta — mas quem sabe ainda precise de um pouco de polimento?
Que diabos é alfa, beta, etc?
Alfa, Beta, Release Canidate, Pre-release — isso é linguagem de programas de computador, que significa versão de teste. Eu, como gosto muito desse mundo e de open-source e de coisas afins, acho, sinceramente, essa questão de colocar uma versão pras coisas e fazer versões de teste muito importantes pro progresso de um trabalho, de um projeto, sendo ele relacionado a computadores ou não.
Não que seja primordial, mas é uma maneira até divertida de definir prioridades e trabalhar com metas. Pra quem não sabe, em geral, a versão 1.0 de um programa é aquela em que ele é considerado “pronto” — ou seja, o desenvolvedor pensa “hey, eu quero que ele faça isso, isso e isso” e quando ele finalmente faz tudo que se planejou que ele fizesse, diz-se que ele “atingiu a versão 1.0″. Contudo, nenhum programa é livre de bugs, e já se diz há muito tempo que nada é perfeito. Portanto, para ajudar a corrigir problemas no programa (às vezes ele pode travar ou não funcionar como o esperado) versões de teste são lançadas, pra que interessados possam ver o que há de errado, contar ao desenvolvedor e então ele vai poder corrigir o que há de errado antes de dizer que seu trabalho está “pronto”.
E é exatamente o que estou fazendo com o meu livro.
Alfa
A versão “alfa” foi quando terminei o livro. A história ficou pronta, tudo estava escrito. O ponto final foi colocado na última página. Só que, obviamente, poderia haver erros de digitação e, principalmente, erros de contexto.
A versão alfa, como potencialmente continha muitos erros, foi enviada apenas a dois amigos (em cujo senso crítico confio) para que eles pudessem me mostrar o que havia de errado com a história ou com a estrutura do texto. As opiniões deles me fizeram reescrever desde pequenas frases e trechos, reorganizar parágrafos e até mesmo reescrever um capítulo inteiro.
Depois de ter tomado algumas decisões quanto ao rumo da história e ao modo como ela é narrada, é hora de passar ao polimento final. E dar uma chance a alguns de meus amigos, é claro, de ver o que é o M10 antes que ele chegue a ver a luz do dia.
Beta
E é aí que você entra. Estou procurando por pessoas interessadas em ler o livro e dar opiniões, dizer o que pensa. Eu não vou mudar o final ou qualquer outra parte, a não ser, é claro, que alguém encontre um sério erro na lógica das coisas — coisa que eu duvido, porque fui bem cuidadoso e autocrítico e o livro já passou por outros dois crivos =)
Se você quer participar disso, envie uma mensagem direta pra mim no twitter (@rev_peterson). Eu sei, já falei com muita gente sobre isso, mas quem quiser vai ter que fazer isso. Por quê? Bem, porque eu vou pedir algumas coisas de quem for um beta-tester:
1) Eu estou impaciente e ansioso com ele. Minha vontade é mandá-lo pra revisão final de uma vez e ver ele pronto pra poder gritar “IT’S ALIVE!!!!!” — mas quero ter precaução =/ Portanto, se quiser ler o livro, tenha tempo pra isso. Se você está atolado com trabalhos, provas, estudos, ou mesmo férias, não faça isso, pra não me deixar esperando por um feedback que provavelmente demorará um ano pra chegar.
2) Seja crítico — como disse, o livro está bem pronto, praticamente set in stone. Contudo, seria legal ouvir sugestões do tipo “talvez essa frase dita nessa hora não combine bem com esse personagem. Você poderia ter dito tal e tal e tal ao invés disso”. Seria divertido, é por esses detalhes que estou procurando agora =) Além de, ainda, erros de digitação, ortografia e até mesmo gramática.
Bom, é isso. Então se você quiser (e puder, como eu falei ali sobre o tempo) me ajudar (e for muito curioso) vou ficar feliz =D Mande a DM. (P.S.: Eu não estou dizendo que vou aceitar todo e qualquer pedido. Não quero muita gente com essa versão por aí, então a prioridade, obviamente, será dos meus amigos. Será um pedido, afer all ;])
O que eu ganho com isso?
Gratidão eterna? Éris lhe pague? =P
Brincadeira… Vocês vão ter o nome no prefácio =) Bom, essa é a parte certeira. A parte incerta é sobre toda a “dinâmica” do livro. Não sei como vai funcionar, não sei como vai ser, então não posso ir falando sobre “uma versão impressa do livro”…
… Mas se rolar algum dia, vocês receberão com autógrafo e tudo, juro =)
Direct-Message Me
@rev_peterson
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Analogias e Metáforas
Postado em 68 de Caos de 3175 YOLD , às 6:59:11 CommentsVocê já percebeu quantas analogias usamos no nosso dia-a-dia?
Do quanto fazemos o uso de metáforas?
Em tudo quanto é lugar vemos o uso de metáforas e analogias, e isto está começando a me irritar. Não acho o menor sentido naquelas fábulas em que temos o uso de analogias a vida humana, como neste pequeno exemplo:Certa manhã, meu pai convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer.
Ele se deteve numa clareira e depois de um pequeno silêncio me perguntou:
- Além do cantar dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?
Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:
- Estou ouvindo um barulho de carroça.
- Isso mesmo – disse meu pai – É uma carroça vazia …
Perguntei ao meu pai:
- Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?
- Ora! – respondeu meu pai – É muito fácil saber que uma carroça está vazia, por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça maior é o barulho que faz.
Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, inoportuna, interrompendo a conversa de todo mundo, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo:
“Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz…”Muitos tiram disso uma lição de vida, mas sinceramente, eu vejo nisso simplesmente um monte de besteira, um texto sem sentido.
Tá, pode parecer bonitinho, e eu poderia tirar desse texto alguma coisa se humanos fossem carroças.Humanos não são carroças, então, não significam que humanos vão fazer mais barulho quando estão “descarregados”. O conto da Branca de Neve (não aceite doces de estranhos), o da Bela Adormecida (Não fuce em algo que você não sabe usar) e o da Chapeuzinho Vermelho (Não aceite ajuda de estranhos) nos dá mais conteúdo que essas fábulas para “Auto-Ajuda”.
No exemplo acima, quem pensa que o outro é uma carroça vazia, simplesmente deve estar com ciúme daquela pessoa ser mais que ela.
Não é só este texto que me irrita, mas todos aqueles textos que no final vemos “Moral da História: xxx (x = qualquer coisa que se assemelha àlgum salmo bíblico)”Cada um deveria por-se em seu devido lugar, quem pode, pode, quem não pode, azar, somente o estudo e trabalho irão mudar a situação desta pessoa, e não um texto de auto-ajuda.
O pior disto tudo, é que alguns chamam estes textos de “textos-filosóficos” porque nos fazem refletir. Isto para mim não é reflexão. Ao meu ver, filosofia é algo que nos deixe um tom de perplexidade, nos faz indagar. E este texto está mais para um maldizer ou sátira medieval do que para uma filosofia grega.
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Ajudar?
Postado em 57 de Caos de 3174 YOLD , às 7:09:05 CommentsSábado estava a voltar de minha escola de Elétrica e Eletrônica quando me deparo com um jovem que aparentava ter minha idade a vender Halls de Morango.
Achei barato e comprei uma.
Um minuto depois, meu colega que estava comigo no momento, me disse “Você num deveria ter feito aquilo! Está ajudando o tráfico!”Tava na cara que o jovem estava a vender a bala para comprar droga, mas pensei que ele ao menos estivesse trabalhando, não estava roubando. Por mim, ele pode morrer usando droga, usar ou não usar é uma escolha dele, desde que ele não roube, e não via nada de errado no que ele estava fazendo, antes trabalhar do que roubar.
Minha dúvida é até quando podemos nos aproximar? Posso comprar uma bala e diminuir os roubos, mas aumentar o consumo de drogas? Questões difíceis, mas agora deixe-me voltar a viver a minha vida, pois ainda estou vivo.
Só uma coisa, tenho muita coisa para contar no meu diário, mas to sem tempo, e sem contar que tava dando muito problema minha conta no wordpress.





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