E também o assassinato de outros deuses
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  • Hai-Kais (Haikus)

    Postado em 65 de Discórdia de 3175 YOLD , às 7:74:80 Peterson Espaçoporto Comments

    Acaba Jornal Nacional
    Pra que saber do mundo?
    Quero é saber de você

    Olhei pra fora
    A chuva e as nuvens
    Lembraram-me “vambora!”

    Talvez o tempo corre
    E o antes ser o mesmo que o depois
    É o que ocorre

    Que alegre significado
    Não fazem mais sentido
    As cartas do passado

    Fuja, coração
    Quanto mais a vida assenta
    Mais você fica na minha mão

    Ao entardecer
    Mesmo todo barulho
    Parece mudo

  • Matemática

    Postado em 67 de Caos de 3175 YOLD , às 5:15:15 Peterson Espaçoporto Comments

    Se embriagar de viver != Viver como embriagado

  • Dizer que é feliz

    Postado em 66 de Caos de 3175 YOLD , às 7:25:65 Peterson Espaçoporto Comments

    Pode causar reações de desconfiança nas outras pessoas.

    Chato, isso.

  • Nossa comunicação é falha

    Postado em 66 de Caos de 3175 YOLD , às 7:24:69 Peterson Espaçoporto Comments

    E ainda assim é um protocolo de transmissão de experiências bem valorizado.

    Toda piada é metalinguística.

  • Adultecer

    Postado em 37 de Caos de 3175 YOLD , às 8:40:59 Peterson Espaçoporto Comments

    Segundo a Wikipedia, a adolescência termina quando…

    In a general sense, the conclusion of puberty is reproductive maturity. Criteria for defining the conclusion may differ for different purposes: attainment of the ability to reproduce, achievement of maximal adult height, maximal gonadal size, or adult sex hormone levels.

    Tem mais um parâmetro. Você percebe que “cresce” quando vai com sua mulher na casa de um amigo, que também já está casado, se encontrar com outros casais, e ao voltar pra casa (cada um no seu carro, claro) sua mulher vira pra vc pra comentar que “nossa, como a casa deles tava bagunçada, né? Podia dar uma arrumadinha, pelo menos”.

    Ou quando você é o dono da casa e se preocupa em deixar a casa absolutamente perfeita para receber os convidados.

    I mean, quando a bagunça é grande e o lugar se torna inabitável o negócio é ruim, mas não entendo qual é o problema de uma casa que tem cara, que tem jeito, que tem alma de habitação. Que tem alguns papéis em cima do balcão, o box está um pouco molhado, marca de dedos na mesinha de centro, a tv virada numa posição pouco convencional. Isso é uma casa em uso, é uma casa em movimento. As pessoas pensam numa casa com aquele estereótipo de showroom. Tudo perfeito, tudo bonitinho, tudo limpinho. Esse é um dos detalhes da nossa cultura no qual se infiltra esse romantismo tosco. É como pensar no nosso corpo sem os micróbios. Nosso corpo precisa deles pra funcionar direito; há o preconceito contra os micróbios tanto quanto há o preconceito quanto às marcas que o uso diário deixa na casa.

    É claro que não estou falando de festas de gala. Estou falando de simples e simpáticas reuniões. Estou falando de coisas espontâneas. Estou falando de convites feitos a um primo ou dois pra um jantar.

    É como Mallu quasedisse; se as pessoas amassem mais as pessoas, talvez não amassem tanto as coisas. Há vários problemas com essa frase, mas há um quê de verdade – ainda que hippie – nela. Parece que o importante é sempre a imagem de perfeição que as visitas tem que levar. Valorizar a companhia, o fato de você estar se reunindo com as pessoas… ter uma conexão legal com elas, dar risadas, trocar ideias (agora sem acento)… Isso é secundário. Que coisa horrorosa.

    Digo uma coisa: eu é que não quero ter essa ‘marca’ da ‘adultice’ quando eu ‘adultecer’ seguindo os parâmetros wikipédicos.