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Iniciando uma Discussão
Postado em 68 de Caos de 3176 YOLD , às 0:09:75 CommentsNas antigas eu fiz um post imaginando o que seria uma boa escola pra mim. Eu apaguei o post porque queria atualizá-lo, modificá-lo, mas mesmo hoje deixei aquela ideia um pouco de lado, mas não sei ainda o que favorecer.
Esse ano quero fazer visitas a escolas. A Amanamanhã, o colégio Autonomia daqui de Floripa, enfim; buscar esses projetos de educação alternativa e ver como exatamente é a proposta de cada um deles.
Eu quero, contudo, saber a opinião de vocês. Não pensem na escola como ela é hoje, pensem no que ela representa e como ela poderia ser para melhor representar esses ideais de conhecimento. Na verdade, podemos voltar um pouco mais e duvidar mesmo do princípio: deveria a escola ser responsável por, de alguma forma, sabedoria?
Na minha opinião — e dessa vez não vai ser algo extenso e detalhado — a escola não deveria ser um lugar em que as pessoas vão pra adquirir conhecimento. Muita gente fazendo isso ao mesmo tempo leva irremediavelmente ao único jeito de organizar a coisa toda: educação em massa. E isso simplesmente não dá certo. Veja bem, não é que não possa ser feito — é o que é feito atualmente — é que simplesmente não dá certo, porque o conhecimento cabe em cada de um nós de forma diferente, e ao despersonalizar o ensino tanto o conteúdo perde (muitas coisas que são ensinadas são na verdade apenas “adaptações” de como as coisas realmente são) quanto o aluno (que ou já sabe o que está sendo ensinado e perde tempo na aula, ou não consegue entender e perde tempo tendo que estudar algo que simplesmente ou não será útil ou não é de seu agrado), e por aí vai.
Então o que a escola deveria ser? Um lugar não tido como o lugar para adquirir conhecimento, mas para encontrar ferramentas para tal, como um ponto de referência, e também um lugar para validar o conhecimento. De certa forma, a questão das ferramentas é um fato em muitas escolas. Bibliotecas, computadores, professores disponíveis. Escolas, entretanto, seriam tipo universidades: teriam a biblioteca, não qualquer uma. E, bem, o diploma do ensino médio diz que a pessoa sabe tudo que ela deveria saber, mas é na verdade uma grande mentira.
Acho que a aquisição de conhecimento deveria acontecer fora da escola. Os professores deveriam orientar material pra ler, laboratórios ou locais de trabalho pra visitar, tirar dúvidas quando elas aparecessem, indicar outras pessoas com os mesmos interesses pra que o grupo possa construir um conhecimento específico juntos (escola funcionando como um hub) e então quando o pessoal que está estudando algo estivesse seguro do que aprendeu, preparariam algum tipo de apresentação ou trabalho para outros professores — que não estiveram envolvidos no processo anteriormente — para que estes possam dizer “ok, eles realmente sabem o que estão falando e eu dou esse diploma-exemplo que diz que eles aprenderam a somar 1 mais 1″.
O título é “iniciando uma discussão” (hopefully) porque quero saber: o que vocês acham que deveria ser a escola?
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Sobre Muito e Sobre Pouco…
Postado em 59 de Caos de 3176 YOLD , às 8:50:79 CommentsEstava pensando hoje: existem certas pequenas decisões na vida que são análogas a outras, e quando você põe essas decisões uma do lado da outra e se pergunta o que elas têm em comum, é interessante ver a o quê elas podem ser reduzidas.
Um tema comum entre elas é a oposição entre muito e pouco. Há muita coisa que não sei fazer ou que não conheço direito. Eu não sei falar cinco línguas, só duas, apesar de planejar ainda esse ano estudar Esperanto. Eu não sei nadar. Eu não sei dirigir ainda e acho que vou querer aprender só na hora de tirar a carteira mesmo, porque não faço a menor questão de perder tempo com isso agora. E por aí vai.
Tem um monte de buracos, de “faltas de capacidade” no meu “currículo” abstrato, mas se eles fossem proporcionais aos buracos na minha agenda de atenção eu cobriria ambas as lacunas. Bom, talvez a metáfora não tenha dado muito certo, porque é como um buraco tapando outro, então a correta seria: se eu tivesse atenção suficiente sobrando, eu faria isso e muito mais. Aprenderia a desenhar direito, desenhar é legal. Iria mais fundo em matemática (que é legal, muito legal, certo @tmadeira?), aprenderia mais sobre a psicodelia que é a física moderna, estudaria e faria um monte de outras coisas que me parecem interessantes. Me dedicaria a elas, mas esse é o problema: dedicação.
Se eu começar a dedicar meu tempo a essas coisas isso também significa parar de dedicar meu tempo a várias outras coisas que estou fazendo agora. E aí eu dedicaria uma quantidade ínfima de tempo pra cada coisa e não faria nada direito.
Às vezes a estratégia do “muito” pode dar certo. E, acredite, as decisões que surgem dessa dicotomia são muitas e até mesmo diárias. Como um pouquinho de cada coisa dessa mesa de café da manhã ou me concentro naquele bolo, que está muuuuito bom? Existem bons argumentos para ambos os lados, e não acredito que haja realmente um critério definitivo, uma razão que algum dia vá dar origem a um julgamento final. De qualquer forma, definitivamente, pelo menos por enquanto, eu escolho o pouco.
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Curioso também é essa palavra, Sprezzatura. Desde que eu a li no blog do Alexandre Soares Silva eu nunca mais esqueci dela. Vou copiar a fonte e traduzir aqui:
O significado de sprezzatura na arte e vida da Alta Renascença é difícil de determinar. Parte do problema surge das contradições inerentes à própria palavra; é paradoxal, fortemente relacionada à “graça”, mas com conotações levemente diferentes. O “Livro do Cortesão”, de Castiglione, elaborou o significado da palavra em termos de interação social. Um personagem do livro, Conde Ludovico, explica o significado de graciosidade, e nele sprezzatura é mencionada. “É uma arte que não parece ser uma arte. Uma pessoa precisa evitar afetação e praticar em todas as coisas uma certa sprezzatura, desdém ou despreocupação para conceber arte, e fazer o que quer que seja dito ou feito parecer ter sido sem esforço ou quase sem nenhum pensamento sobre isso… Esforço óbvio é a antítese da graciosidade.” O aspecto mais importante da sprezzatura é sua natureza dupla: envolve um esforço consciente que é disfarçado por uma ato dissimulado. Coisas que requerem esforço devem ser feitas de modo casual. Conde Ludovico parece dizer que a graça surge da sprezzatura. Anthony Blunt interpreta desta forma: “Vai desaparecer se um homem sofrer muito para conseguir, ou se demonstrar qualquer esforço para conseguir. Nada a não ser total relaxamento pode produzi-la. O único esforço que deve ser gasto para consegui-lo é um esforço para esconder a habilidade no qual ela [a graça] está baseada [a sprezzatura]; e é da sprezzatura, ou imprudência, que a graça surge.” Na vida da Alta Renascença, os cortesãos queriam fazer as coisas de uma certa maneira, uma maneira sutil, sem deixar qualquer um perceber que era um comportamento consciente e deliberado.
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Original (essa página é meio velhinha, vai que sai do ar, né?):
The meaning of sprezzatura in art and life in the High Renaissance is difficult to determine. Part of the trouble stems from the contradictions inherent in the word itself; it is paradoxical, closely related to grace, but with slightly different connotations. Castiglione’s Book of the Courtier elaborated on what the word meant for social interaction. A character in the book, Count Ludovico, explains the meaning of grace, and in it he mentions sprezzatura. “It is an art which does not seem to be an art. One must avoid affectation and practice in all things a certain sprezzatura, disdain or carelessness, so as to conceal art, and make whatever is done or said appear to be without effort and almost without any thought about it….obvious effort is the antithesis of grace.” The most important aspect of sprezzatura is its two-layered nature: it involves a conscious effort which is disguised by a concealing act. Things which require effort are to be performed casually. Count Ludovico seems to be saying that grace arises out of sprezzatura. Anthony Blunt interprets it this way: “It will vanish if a man takes too much pains to attain it, or if he shows any effort to attain it. Nothing but complete ease can produce it. The only effort which should be expended in attaining it is an effort to conceal the skill on which it is based; and it is from sprezzatura, or recklessness, that grace springs.” In High Renaissance life, the courtiers wanted to put on a kind of performance, a subtle one, without allowing anyone to know it was self-conscious and deliberate behavior.
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Texto em Resposta a Arnaldo Jabor, ainda que ele não vá ler isto de qualquer forma.
Postado em 29 de Caos de 3176 YOLD , às 4:59:72 CommentsO @Bonfatti twittou agora há pouco um texto sobre a crítica de Arnaldo Jabor à internet e às mídias sociais como Orkut, Twitter, etc. O texto todo está disponível aqui, e eu gostaria de dizer algumas palavrinhas quanto a ele.
Ele diz que não gosta da internet e da revolução digital porque ela faz com que as idiotices se aflorem; que antes, os “burros” ficavam guardando sua burrice pra si, mas agora ganharam nova voz e a terra torna-se um campo para libertar os desconhecimentos e os vazios conceituais. Também diz que a revolução digital é uma das coisas mais importantes dos últimos tempos, mas ainda assim não vê com bons olhos tudo isso.
E aí vem a cherry on top*:
Jamais farei um blog (…)
O que eu quero dizer é o seguinte: em primeiro lugar, burros não são burros. É claro que as pessoas possuem aptidões diversas e às vezes o intelecto deixa um pouco (ou um muito) a desejar, mas também é verdade que eu não acredito na imutabilidade das espécies — nem considerando a biologia nem considerando humanos.
Burros, burros mesmo, seriam aqueles que provavelmente continuariam assim durante toda a vida em decorrência do pouco (ou praticamente zero se voltarmos bastante pra, sei lá, idade média) contato que o indivíduo tinha com outras ideias, com outras teorias, com outras visões de mundo; coisa que a internet proporciona. É verdade que muito ali é lixo e muitos não aproveitam essa oportunidade, mas achar que não vale à pena fazer parte disso por causa da parte ruim? A internet é grande o suficiente para que os filtros que colocamos ao usá-la nos permitam entrar em contato apenas com coisas que nos interessem. Essa ferramenta de interesse pode nos ajudar a descobrir novos livros, novos filmes, novas músicas, novas obras de arte — que estão confinadas na internet ou não. É a internet a serviço da vida real, porque se não sua existência não faria sentido, sinceramente.
Em segundo lugar, jamais farei um blog. Um blog é mais um meio, como jornais, revistas, TV. Você diz que já fala o suficiente por eles, mas o feedback que você ganha com seus textos por esses meios é lento, indireto, e não é compartilhado com outros leitores, que poderiam se beneficiar de uma eventual discussão sobre o tema. Não vou ficar elogiando o quão diferente (pra melhor) eu acredio que os blogs enquanto meio de memes são, acho isso desnecessário, devem haver centenas de sites explicando isso. É uma pena que o Arnaldo Jabor seja burro pra misturar as coisas de maneira tão tola; ter um blog é uma experiência que extende a experiência intelectual de escrever um texto, de expor uma ideia, de maneira fantástica. Ah, e pior, é um burro que fica aí, deitando falação…
Em terceiro lugar, por acaso ele conhece a LTCAM e o caso da taxa de lixo em Manaus? Pois é, a internet me fez conhecer isso — eu, que estou em SC — mas na verdade o que está sendo importante é a ação deles para o esclarecimento do povo de lá. Disso e de várias outras ações para o qual esse MEIO — porque é só um meio, minhéris — pode ser usado, ele não fala. Mas acha que quando as pessoas o usam pra entretenimento estão se iludindo, caindo no ostracismo político.
Em quarto lugar, ele diz o seguinte:
Ou seja: admiram-me pelo que eu teria de pior; sou amado pelo que não escrevi. Na internet, eu sou machista, gay, idiota, corno e fascista. É bonito isso?
No calor do momento, nervoso pelos textos falsos que atribuem a ele, ele esquece que há quem goste dos textos que ele realmente escreve. Acha que a internet está arruinando sua carreira, mas se seus biógrafos forem sérios não vão deixar cair na tentação de textos apócrifos; pesquisas sérias vão ver que o texto não é dele se não estiver em algum jornal para o qual ele trabalhava, etc.
Agora, tem uma coisa: eu duvido que algumas pessoas, provavelmente que não o conhecem bem, já não o tenham chamado de machista, de gay, de idiota, de corno, de fascista, na vida real. Como se na vida real ele pudesse escapar das diversas interpretações de seus atos.
E outra: as pessoas que me conhecem sabem onde me encontrar. Sabem do meu blog, sabem do meu twitter, e por aí vai. Se saísse algum texto meu na internet, eu simplesmente diria que não é meu. É fácil encontrar meus canais “oficiais” na internet. Se ele possuísse tal identidade digital, seria um pouco mais simples desfazer essas ambiguidades. Concordo com ele quando ele diz que isso não é legal e que o anonimato dá chance pra alguns tipinhos problemáticos fazerem coisas ruins. Eu não também não gosto desse anonimato. Desse de colocar “anônimo” na hora de postar em blogs ou do tipo que faz perguntas no formspring. Jabor, contudo, exagerou no momento da raiva.
A frase que resume bem o que ele quis dizer é essa: “Eu gosto do passado”. É uma pena, Jabor. Eu também gosto de algumas coisas do passado. Mas o que você disse é apenas uma generalização equivocada.
* Eu não tirei a frase de contexto. Foi exatamente o que ele quis dizer.
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Ex-pressão no Twitter
Postado em 12 de Caos de 3176 YOLD , às 5:24:71 CommentsCopiando (e corrigindo já algumas partes) o rant do Twitter (escrevi lá porque estava mais à mão na hora):
Diz o jornal hoje: de 35 a 50% da população sofre de algum tipo de transtorno psiquiátrico. Muita gente não procura ajuda.
Agora, deixa eu dizer uma coisa: desconsiderando a questão de O QUE DIABOS É um transtorno psiquiátrico e considerando o que o jornal disse — depressões provocadas por stress no trabalho e por aí vai, eu acho que seria tão mais simples entender que o modo como VIVEMOS provoca isso. O modo como nos organizamos, e o jeito como isso molda a vida das pessoas, da maioria delas.
Mas não. Acham isso ossos do ofício e preferem tomar remédios. Não digo que todos os problemas sejam fruto disso. Mas uma parte considerável é.
Esse é o verdadeiro contrato social moderno. ‘Nós, que estamos no topo, queremos ver desenvolvimento da sociedade pra ganhar dinheiro, então sorriam e acenem, pessoal, sorriam e acenem’.
E, por fim
RT @evandrocesar: Esse contrato social é antigo amigo, muito antigo, só ficou mais rápido e estressante.
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Armas de Fogo
Postado em 7 de Caos de 3176 YOLD , às 0:50:50 CommentsOk, eu já vou dizendo… Eu não gosto de armas de fogo. Não, é sério; eu realmente não acho que elas tenham sido uma boa ideia.
Veja bem, a ideia não é nova. Atirar um projetil a distância, duh. Arco e flecha fazia isso há muito tempo. Depois, as catapultas. Mas, tirando as vantagens estratégicas óbvias de poder ferir mortalmente à distância — vantagens evolutivas, etc — vamos passar para um ponto de vista mais esportivo:
Armas de fogo não têm graça.
Quer dizer, o ápice da glória das armas de fogo são as snipers, essas são legais. A ideia de um soldado de elite, fodão. One shot, one kill, etc. Mas isso nos remete ao quê mesmo? Ah, sim, arco e flecha. distância.
Quando se trata de uma batalha próxima, usar uma catapulta de fogo pra matar um cara a dois metros de você é simplesmente covardia, é… É se propor a medir forças, mas usar como critério de mais forte a mira boa, que só é realmente relevante quando se está longe! Eu não tenho nem palavras, nem argumentos além da exposição do óbvio, pra explicar o quanto o não-uso de armas brancas em batalhas próximas é chato e sem graça. A técnica, a inteligência, a agilidade, o talento, a paciência e a criatividade, tudo isso é abandonado em favor da praticidade. Nada, nada excitante.
Na verdade, as armas de fogo são parte de um problema muito maior e mais abrangente da sociedade moderna, que é o problema das aparências. Substitui-se toda uma gama de características necessárias para ser um bom guerreiro por apenas uma, então fica mais fácil ser um bom guerreiro — ou, na verdade, você não precisa ser um bom guerreiro para alcançar os resultados de um, caso estes sejam derrotar os inimigos. O que isso significa? É um atalho, um jeitinho mais fácil de “chegar lá”. Um homem se sente muito poderoso e forte com uma arma na mão, mas ele não é nada a mais. Um bebê poderia matar, ainda que acidentalmente, alguém com uma arma de fogo. Em raríssimas (e com certeza bizarríssimas) situações um bebê poderia matar alguém com uma espada por acidente, ou não, enfim. Percebe a diferença? Effortless action. Nenhuma habilidade é necessária.
E não venham me dizer que pra matar uma pessoa a dificuldade é a mesma de qualquer forma — digo, a dificuldade psicológica, todos os processos inimaginavelmente loucos que devem acontecer na mente do assassino, principalmente quando é de primeira viagem… Puxar um gatilho ou enfiar uma espada no peito, cortar a garganta? Eu acho que não, não é a mesma coisa, não é o mesmo grau de dificuldade…
Agora, vou partir para o outro lado e dizer qual é o lado bom da existência das lutas com armas: elas são mais fáceis de descrever em um livro, por exemplo.
Sim, porque lutas corporais são muito difíceis de colocar no papel sem que você fique chato, repetitivo (ele atacou com a espada, ele atacou de novo, ele defendeu, etc), ou então excessivo em detalhes pra tentar passar uma imagem real para o leitor (com o braço esquerdo ela fez um golpe veloz e fincou a espada na madeira; ele deu uma cotovelada precisa no queixo dela etc) ou ainda passar detalhes de menos, e ficar tudo completamente vago (eles lutaram por meia-hora. Depois…). Se alguém tiver alguma receita estilística interessante pra descrever uma luta com espadas, facas, etc, por favor, deixe nos comentários. Em breve precisarei de uma.
Com armas de fogo dá pra bolar descrições melhores, podendo mais facilmente criar uma imagem suficientemente boa da ação na cabeça do leitor sem acabar caindo nos problemas acima. E é por isso, e só nessas horas, que gosto das armas de fogo.




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