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Às vezes confesso que não confesso por acidente, derramando em texto, o que poderia quem sabe falar
Postado em 50 de Caos de 3176 YOLD , às 9:70:06 View CommentsTem uma história toda na minha garganta, entalada, presa, causando incômodo. Mas ela não sai, é incrível. Já achei ritmos legais, mas todas as letras são idiotas. Simplesmente assumi como verdadeiro que essa coisa não sai em forma de música, mas enquanto ela não sai eu não consigo fazer mais nada musicalmente. Não consigo simplesmente ignorar o problema e trabalhar em outra coisa.
Aliás, é engraçado esse meu jeito. Se tem uma coisa me incomodando, eu não consigo deixar de lado. Todas as distrações de repente se tornam inimigos e eu tenho vontade de berrar “PARA, CARALHO” pro mundo dar uma pausa, e eu conseguir resolver o que eu tenho que resolver, e aí eu aperto o play de novo e ele volta a girar. Mas não dá pra fazer isso —–> as a result, continuo stressed out.
Por enquanto decidi libertar isso na forma de conto. Mas ele também não sai. Tem uma trava na desgraça. Pensei em escrever sobre um monstro misterioso perseguindo alguém, aparecendo em todos os lugares, ficando maior ou menor dependendo da situação… Não. Simplesmente não consigo.
Pensei em algo a ver com amizades, as pessoas que conheço, o fim da escola e toda essa diferente e estranha atmosfera social. Mas também temazinho mais nada a ver. Não sei como abordar isso de forma criativa. Nem de forma elucidativa. Ia acabar derivando as coisas, escrevendo algo que não iria me libertar dessa agonia.
E, no final das contas, vou continuar assim. Soterrado na confusão.
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Rafael Beraldo
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