E também o assassinato de outros deuses
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  • Melhores

    Postado em 17 de Confusão de 3174 YOLD , às 8:00:51 Peterson Espaçoporto View Comments

    Julgar as pessoas é inevitável, tentar reprimir isso só causará frustração. O máximo (quer dizer, o mínimo) que podemos fazer é saber que isso é só uma grande armação, uma arapuca, como dizem em uma língua qualquer de índio. A partir daí, o legal é arranjar meios convincentes de destruir a primeira impressão – algo como “Ok, fulano, me dê um tempo pra que eu me surpreenda com você”.

    O que dá pra fazer é julgar as pessoas por mais quesitos, e também mais complexos, por exemplo, pra evitar uma eventual superficialidade.

    Já dizia um amigo que ninguém é superficial; mas quando você abdica de sua “potencialidade” você acaba se tornando uma péssima companhia, uma pessoa que busca ser rasa; os rasos são aparência e “basicidade” (básicos) e assim querem permanecer, ao custo de não mais terem qualquer margem de mistério ou sutileza nas palavras e no olhar. Moda, por exemplo, julgar alguém pelo que a pessoa usa funciona pra estereótipos e pode servir pra te livrar de assaltos, mas julgar-se superior por “estar na moda”, por exemplo, é muito, muito raso.

    Por isso, use vários critérios pra julgar as pessoas; assim pelo menos você olha a pessoa de vários ângulos, e se algum deles for ruim, não tem importância mesmo.

    • Henrique, sempre eu tinha essa predisposição no meu pensamento. Achava que em algumas vezes eu era mais medíocre que os demais.

      Hoje não acho isso. Sempre me julgo para melhorar, reconheço que não sou melhor que os outros, mas tenho certeza de que não sou pior e que tenho MINHAS POTENCIALIDADES. Isso é o que importa.

      Peterson, sua última frase foi fantástica. Resumiu perfeitamente seu texto. Você deu a opção do cara escolher e fazer a avaliação e ao mesmo tempo reconheceu a inutilidade isso. Como disse aquela frase que não me lembro mais onde li: "é irrelevante mesmo".

      Grande abraço.
    • É, mais a maioria se encaixa nessa faixa do meio. Ou não? =D

      A primeira impressão também sempre me foi útil, só uma vez ou outra que deu errado. Mas quando deu errado, em compensação, foi bem errado...
    • Primeira impressão, sempre. Confie no seu cérebro quando ele diz que a pessoa que você acaba de conhecer é um legítimo babaca.

      Pelo menos pros babacas eu nunca errei. Pessoas nem babacas nem ótimas leva-se tempo.
    • Hummm... Porra Henrique, agora vc me deixou pensando...
    • E sabe o que é pior, julgar a si próprio..
      As vezes você vê que é mais mediocre que os demais...
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