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Meio e Fim – Ética
Postado em 3 de Pós-matemática de 3173 YOLD , às 4:53:89 View CommentsPensamento rápido, de final de aula de redação. Corporações não são éticas porque esse não é objetivo delas – o fim delas. O objetivo delas é o lucro para os acionistas, portanto, a ética não é nem o fim nem o meio – e vi que a ética é meio contraditório com isso. Pra ser usada como meio, a ética tem que ser também o fim.
Entretanto, a ética não pode ser considerada como fim em nenhuma atividade humana atual. Qualquer coisa que não tenha como fim a ética não pode (não consegue) utilizá-la como ferramenta. Na busca por dinheiro, uma pessoa não pode ser ética – isso porque a ética como meio contradiz o fim que é o dinheiro.
Talvez meio e fim sejam, no final das contas, a mesma coisa.
blog comments powered by Disqus5 responses to “Meio e Fim – Ética”

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Caro Reverendo, peço licença para mais um comentário.
O interessante é que na maioria das empresas (quase todas), principalmente multinacionais, a ÉTICA é um dos seus principais valores. Além do LUCRO, EXCELÊNCIA, SEGURANÇA E MEIO AMBIENTE, e outros. No fim das contas, o único valor seguido rigorosamente é o LUCRO. Talvez, ultimamente, SEGURANÇA, tem sido seguida com mais rigor.
Grande abraço.
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Opa, seus comentários são bem-vindos =)
Esse post foi meio inspirado no documentário “The Corporation”, portanto se já viu sabe de onde vieram esses pensamentos… Hehe
Embora haja ética, segurança, excelência e meio-ambiente, penso que eles possam coexistir – enquanto não houver nenhuma situação-limite. Até haver um ponto em que algum deles tem que ser sacrificado. E, pela minha falta de confiança na atividade humana na atual sociedade, duvido muito que seja o lucro.
Entretanto, creio que os primeiros a cair são a ética (o respeito pelas leis) e o meio ambiente, porque excelência e segurança são essenciais pra manter clientes e conquistar novos. Estes últimos podem coexistir um pouco mais, ao meu ver.
Ia falar mais alguma coisa, mas me esqueci.
Abraço =)
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Vc precisa ler uma obra de Quintus Tullius Cicero chamado Comentariolvm Petotionis. Nele o autor dá dicas ao seu irmão de como se tornar um bom político (puxar saco de poderosos enquanto ataca os advsersários são a ordem do dia hehehe).
Taqui o link: http://www.thelatinlibrary.com/cicero/compet.shtml (versão original em latim).
Ele tem uma tradução de Ricardo da Cunha Lima: Manual do Candidato às Eleições. Editora Nova Alexandria. Custa menos de 30 merréis (Alô, Alexandrina. Tô fazendo propaganda, me dá um qualquer aí).
Dá uma olhada nisso: http://historia.abril.com.br/2006/edicoes/especial/mt_168161.shtml
Abraços.
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Me lembrei: Um modo de ver as empresas de um modo satírico, mas não menos real, é o livro “O princípio Dilbert” de Scott Adams.
Afinal, tudo é política, tudo gira em torno da economia e a imbecilidade e desonestidade imperam nesses meios.
Inté!
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Um exemplo pra complementar o artigo: houve um caso recente onde adicionaram, entre outras substâncias, água oxigenada e soda cáustica no leite, pra conservá-lo mais.
Isso, obviamente, poderia comprometer seriamente a saúde de qualquer um que o bebesse.
O objetivo era o lucro, oras. Funciona na lógica do atual sistema; é assim que deve ser…
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Orkutcídio em Massa para Adoradores de Lasagna - Incoerência II - O retorno… abril 29th, 2008 às 20:28
[...] é que, se não há nenhum caminho inerentemente melhor que outro em nenhum sentido absoluto, e meio = fim, então podemos definir como a melhor “crença” aquela que nos provê o maior [...]
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Santaum outubro 22nd, 2007 às 11:33