Orkutcídio em Massa para Adoradores de Lasagna
E também o assassinato de outros deuses-
M10: Beta
Postado em 35 de Caos de 3176 YOLD , às 8:26:86 CommentsO que é M10?
M10 é o meu primeiro livro — isso pra simplificar, pois na verdade é o primeiro livro ficcional que eu termino. Era das Consequências, um projeto com o qual alguns aqui podem estar famialiarizados, ainda está um pouco longe de se concretizar. Mas, enquanto isso não acontece, eu terminei outra história que ficou andando na minha mente durante um tempo. Eu apostei minhas fichas nela e ela está pronta — mas quem sabe ainda precise de um pouco de polimento?
Que diabos é alfa, beta, etc?
Alfa, Beta, Release Canidate, Pre-release — isso é linguagem de programas de computador, que significa versão de teste. Eu, como gosto muito desse mundo e de open-source e de coisas afins, acho, sinceramente, essa questão de colocar uma versão pras coisas e fazer versões de teste muito importantes pro progresso de um trabalho, de um projeto, sendo ele relacionado a computadores ou não.
Não que seja primordial, mas é uma maneira até divertida de definir prioridades e trabalhar com metas. Pra quem não sabe, em geral, a versão 1.0 de um programa é aquela em que ele é considerado “pronto” — ou seja, o desenvolvedor pensa “hey, eu quero que ele faça isso, isso e isso” e quando ele finalmente faz tudo que se planejou que ele fizesse, diz-se que ele “atingiu a versão 1.0″. Contudo, nenhum programa é livre de bugs, e já se diz há muito tempo que nada é perfeito. Portanto, para ajudar a corrigir problemas no programa (às vezes ele pode travar ou não funcionar como o esperado) versões de teste são lançadas, pra que interessados possam ver o que há de errado, contar ao desenvolvedor e então ele vai poder corrigir o que há de errado antes de dizer que seu trabalho está “pronto”.
E é exatamente o que estou fazendo com o meu livro.
Alfa
A versão “alfa” foi quando terminei o livro. A história ficou pronta, tudo estava escrito. O ponto final foi colocado na última página. Só que, obviamente, poderia haver erros de digitação e, principalmente, erros de contexto.
A versão alfa, como potencialmente continha muitos erros, foi enviada apenas a dois amigos (em cujo senso crítico confio) para que eles pudessem me mostrar o que havia de errado com a história ou com a estrutura do texto. As opiniões deles me fizeram reescrever desde pequenas frases e trechos, reorganizar parágrafos e até mesmo reescrever um capítulo inteiro.
Depois de ter tomado algumas decisões quanto ao rumo da história e ao modo como ela é narrada, é hora de passar ao polimento final. E dar uma chance a alguns de meus amigos, é claro, de ver o que é o M10 antes que ele chegue a ver a luz do dia.
Beta
E é aí que você entra. Estou procurando por pessoas interessadas em ler o livro e dar opiniões, dizer o que pensa. Eu não vou mudar o final ou qualquer outra parte, a não ser, é claro, que alguém encontre um sério erro na lógica das coisas — coisa que eu duvido, porque fui bem cuidadoso e autocrítico e o livro já passou por outros dois crivos =)
Se você quer participar disso, envie uma mensagem direta pra mim no twitter (@rev_peterson). Eu sei, já falei com muita gente sobre isso, mas quem quiser vai ter que fazer isso. Por quê? Bem, porque eu vou pedir algumas coisas de quem for um beta-tester:
1) Eu estou impaciente e ansioso com ele. Minha vontade é mandá-lo pra revisão final de uma vez e ver ele pronto pra poder gritar “IT’S ALIVE!!!!!” — mas quero ter precaução =/ Portanto, se quiser ler o livro, tenha tempo pra isso. Se você está atolado com trabalhos, provas, estudos, ou mesmo férias, não faça isso, pra não me deixar esperando por um feedback que provavelmente demorará um ano pra chegar.
2) Seja crítico — como disse, o livro está bem pronto, praticamente set in stone. Contudo, seria legal ouvir sugestões do tipo “talvez essa frase dita nessa hora não combine bem com esse personagem. Você poderia ter dito tal e tal e tal ao invés disso”. Seria divertido, é por esses detalhes que estou procurando agora =) Além de, ainda, erros de digitação, ortografia e até mesmo gramática.
Bom, é isso. Então se você quiser (e puder, como eu falei ali sobre o tempo) me ajudar (e for muito curioso) vou ficar feliz =D Mande a DM. (P.S.: Eu não estou dizendo que vou aceitar todo e qualquer pedido. Não quero muita gente com essa versão por aí, então a prioridade, obviamente, será dos meus amigos. Será um pedido, afer all ;])
O que eu ganho com isso?
Gratidão eterna? Éris lhe pague? =P
Brincadeira… Vocês vão ter o nome no prefácio =) Bom, essa é a parte certeira. A parte incerta é sobre toda a “dinâmica” do livro. Não sei como vai funcionar, não sei como vai ser, então não posso ir falando sobre “uma versão impressa do livro”…
… Mas se rolar algum dia, vocês receberão com autógrafo e tudo, juro =)
Direct-Message Me
@rev_peterson
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Devil
Postado em 31 de Caos de 3176 YOLD , às 1:56:08 CommentsCerto. Então eu estava ali, sentado, esperando. Pelo quê, eu não sei, mas como é que eu vou saber? No fundo, no fundo, estamos sempre esperando que alguma coisa aconteça. Seja pra nos tirar de uma confusão ou pra nos botar em uma.
Aquele bosque do campus, próximo à reitoria, era realmente agradável; uma rótula principal, onde sempre ficavam as odiosas e falsamente úteis barracas de pré-vestibulares (durante a época de vestibular) dava origem a alguns metros quadrados de pura grama em frente a um prédio bonito. Pelo que me lembro tem algo a ver com arquitetura, mas sou preguiçoso demais. Pra ir lá olhar e pra tentar me lembrar. Certo, é um defeito, admito. Mas hoje ele está particularmente forte. Todos nós temos esses momentos. Fancy that, reader.
Então, depois dos metros quadrados de grama, há essas mesinhas que dão medo de sentar porque você não sabe quais manchas são chicletes que ainda têm “poder de grude”. A maioria já está bem lascada, mas ainda dá pra jogar xadrez ali em cima.
Então ali nos surroundings havia muitas árvores, banquinhos legais e um caminho de cimento separando grama de… grama. Não me culpe pelo inglês, minha mente funciona melhor assim, misturando as duas coisas. Uma vez ouvi dizer que o diabo falava inglês. Na verdade, seja lá qual foi a lógica por detrás disso, parecia ser meio idiota; um diabo que se preze deveria ser poliglota ao extremo.
De qualquer forma; se era verdade ou não, eu estava prestes a saber.
— Boa tarde! — disse-me um homem já grisalho (e obviamente começando a ficar careca), com uma face um pouco alongada e um sorriso comercial. Vestia uma roupa social marrom bem aprumada, uma gravata vermelha, sapatos pretos.
Não entendi a dos sapatos pretos. Na minha cabeça havia algumas poucas regras de vestimenta que via quando pescava alguma coisa aqui e ali e, na minha talvez ignorância, pressupunha que se eu usasse roupa social marrom deveria usar um sapato marrom. Ah, foda-se. Eu não costumo usar essas roupas em lugares em que as pessoas dariam importância pra isso.
— ‘Tarde — falei, distante.
— Eu acredito que eu possa ser útil — disse ele, com o rosto um pouco inclinado pra baixo, fazendo os olhos parecerem maliciosos. O sorriso nunca esteve tão solícito. Parecia um gato mostrando os dentes pra um rato, só que era um pouquinho mais humano. Ah, esquece. Que descrição foi essa? Eu acho que nunca vi pessoalmente (e com atenção) um gato mostrando os dentes pra um rato. Mas foi isso que me lembrou.
— Olha, não vou comprar nada…
— Mas você nem sabe o que eu tenho pra oferecer!
— Tô sem dinheiro.
— Ah! Isso não é problema… — eu olhava, viajão, para a atmosfera à minha frente. Ao dizer essa última frase o pobre diabo (que, afinal de contas, aparentava não ser tão pobre assim) deslizava mais para o lado de um modo esquisito, pra que ele ficasse dentro do meu campo de visão, ocupando quase toda a atmosfera para a qual eu estava olhando.
Eu não gostei do jeito invasivo dele. Era a minha atmosfera. Fiquei irritado. Mas, como um bom preguiçoso, continuei a observar ali, tranquilo, ouvindo uma música relativamente calma no meu iPod de tela rachada. Fiquei com vontade de aumentar bastante o volume pra mais eficientemente ignorá-lo. Quem sabe eu não ficasse surdo e então não precisava nem fingir. Hmm não, consequências demais… Talvez ele fosse embora facilmente.
— Olha, sai daqui, cara… — disse eu, parecendo, na verdade, meio deprimido. Acho que não daria certo. E não deu.
— Ah, você não quer que eu saia daqui… — Ok, agora ele estava irritando com aquela feição que dizia “seu safado”, só que sem as conotações sexuais implícitas na palavra safado — Eu posso te dar tu-do que você quiser.
— Ahm, olha… Eu não sou gay — depois da última frase deixei de considerar que não haviam conotações na palavra “safado”.
— Sim, eu sei que não… Na verdade, eu sei tudo sobre você. HA! Como eu não saberia, sendo quem sou! — ele abria os braços, fazendo cena, ainda que não houvesse plateia alguma ali.
Aliás, eu olhei em volta, discretamente. Não havia ninguém mesmo.
— Mamãe? — eu realmente me esforcei no sarcasmo.
— Call me daddy — ZEUS, de onde aquilo tinha saído? Iate Casablanca?
— Ahm… Não, desculpa.
— Não me reconhece? — ele inclinou o rosto pro lado, agora. Suas expressões eram como cartas de um baralho; eram mecânicas, prontas, praticamente ensaiadas. Ele achava que eu era quem, uma criança?
— Não.
— Talvez porque não nos conhecemos. Ainda. Prazer, Diabo.
— Eu não me chamo Diabo.
— Mas eu me chamo…
Bem, foi nesse momento em que eu resolvi que ou ele estava falando a verdade ou não. Como ele falava inglês, e o fato de ele estar mentindo me colocava num leque de possibilidades muito maior, decidi assumir que ele estava falando a verdade, só um pouquinho. Se ele demonstrasse (mais) ser um louco, o leque subsequente ao “ele está mentindo” diminuiria bastante e então eu me sentiria confortável nele.
— Prazer senhor Diabo, o que eu posso fazer pelo senhor?
— Oh, nada, meu jovem, mas obrigado! Eu é que posso fazer por você.
— Espera, só um pouquinho, preciso fazer uma pergunta antes, é… Por que ser tão clichê?
— Como?
— É, clichê.
— Ora, eu… Achei que isso fosse apropriado. Clichê não seria eu ser metade bode, ou ter chifres e coisas assim?
— Não, isso não é clichê, isso é clássico. Você tá usando uma gravata vermelha e parece um empresário rico que não tem tempo pra família. E você é a cara do House, aquele da televisão. Isso é muito clichê pra um diabo. Não, pior! Você tem a cara do House, mas parece mesmo aquele diabo daquela série, como é mesmo o nome…
— Reaper?
— ISSO! Reaper.
— Ah, você me pegou… Eu gosto dessa ideia de que o Diabo gosta de vermelho e é um empresário experiente que não tem tempo pra família.
— Você não gosta de vermelho?
— Na verdade, não.
— E de que cor você gosta?
— De… É… — ele desviou um pouco o olhar, fez mais algumas caras prontas de confusão mental e desviou também o assunto — Não vem ao caso. Bom, o que eu tenho pra lhe oferecer é…
— O mundo?
— Cala a boca, PORRA! — eu fiquei com medo. Ele tinha de repente arregalado os olhos e falou comigo como se fosse… Sei lá o que ele parecia, mas parecia irritado — Eu tava falando, que MERDA!
Eu estava assustado, e começava a achar que o cara era louco, mas louco mesmo, daqueles estágios irreversivelmente psicóticos e que a qualquer hora ele tiraria um canivete de dentro do bolso interior do terno e me atacaria ali mesmo, na frente de…
Bem, não havia ninguém ali mesmo. Merda, merda, merda.
Ou seria pior. Uma vez não me deixaram entrar no cinema com latinhas de refrigerante porque são “objetos cortantes”. Perigo em potencial. Mas, caralho, quem vai matar alguém com uma latinha de alumínio? De repente me vi morto, sangrando ali no chão, e o tal Diabo fugindo da cena com uma latinha de Pepsi na mão. Pensei em perguntar se ele preferia Pepsi ou Coca, mas o pensamento passou pela minha mente realmente muito rápido, muito rápido mesmo. Não dava pra se preocupar com aquilo naquele momento.
— Bem… Como eu ia dizendo — ele agora estava bem mais calmo, sereno, praticamente um professor. Professor bom, é claro. Mudanças súbitas de humor. Ou grande capacidade de dissimulação… Que o diabo era bom ator era fato conhecido, mas bipolar? — eu sei qual é o desejo mais profundo do seu coração.
— É? E-e qual é? — Eu ainda estava tenso, mas isso deu lugar à curiosidade. Sou preguiçoso e curioso. Uma merda, se quer saber, porque as duas coisas vivem entrando em conflito. Bem, de qualquer forma: essa eu queria ouvir.
— É… Conhecer alguém.
Agora ele tinha apertado meus testículos conceituais. Era verdade.
— Conhecer alguém! Você desesperadamente deseja conhecer alguém que seja tão.. Tão ligado à natureza quanto você, mas ao mesmo tempo tão leve, distraído e cheio de significado! Não em si, mas, bem, a pessoa deve significar algo pra você!
— Sim, sim! — Poxa, eu estava tocado. Ele havia recuado e agora bailava numa quase valsa à minha frente, com os braços abertos e os olhos para o céu, explicando tudo.
— Alguém que não se importasse demais com os seus defeitos, mas os considerasse parte de seu caráter, porque só você sabe o quanto você é desejoso de fazer o mesmo! Ela teria que ser do sexo feminino, obviamente, e ser gostosa, mas jamais magrela, além de gostar do The Subways, que é a banda que está tocando no seu iPod agora!
— Olha, eu tenho cartão de débito aqui, e… Bem, quanto isso vai me custar?
— Então você realmente quer? Veja, eu só comecei a descrição, mas ela fica melhor. Eu posso vê-la na minha mente prontinha.
— Porra, é claro, manda aí! — eu sorria, bobo — Yay… Acho que só pode ficar melhor, né?
— Bom, calma, não é assim tão simples, haha! Manda aí… — aquele jeitinho dele parecia até simpático, rapaz — Olha, preste muita atenção no que eu vou te dizer…
E então ele se sentou ao meu lado, e sua mão esquerda voltou de uma curta passada pelas próprias costas — coisa de um ou dois segundos enquanto ele se sentava — carregando uma cartola preta. Opa, bom truque. Legal, gostava de impressionar, ele. Eu tava cagando e andando pra cartola, é claro. Come on, let’s make a deal at once.
— Bem, o que você procura chama-se… Amor de Verdade. Também é conhecido como “Amor Verdadeiro”, e o nome científico eu não sei, mas, veja, você não quer apenas Amor de Verdade, quer que ele venha personalizado com sorte. E silicone se não tiver sorte o suficiente.
— Não, não, sem silicone — Fui firme.
— Ah, ótimo, isso facilita um pouco… Eu tinha me esquecido das suas preferências por um instante! … Bem, a questão é que eu posso cuidar da sorte, mas não posso fazer muito pelo Amor Verdadeiro. Veja, vou te dar uma lista dos lugares que você deve visitar… — ele escrevia com uma rapidez sobrenatural em um bloquinho bege que ele tirou de dentro do terno — … Dos perfumes que pode usar… Marcas.. E tipos.. de desodorantes a evitar… E também certas frases feitas que você definitivamente não vai querer usar … É claro que isso é só o começo e não quer dizer muita coisa a não ser que você esteja disposto a passar por algumas coisas que precisa admitir…
— Espera, espera, espera… Espera aí… Eu achei que você fosse trazer a mulher aqui ou.. Criar ela do nada, e aí fazer ela se apaixonar perdidamente por mim e…
— Criar ela do nada? Fazer ela se apaixonar por você? São mulheres, não universos ou cachorros, ficou maluco? — De repente eu pensei que eu devia estar mesmo. Onde foi parar minha sanidade? Eu estava segurando meu cartão de débito na mão, for Christ’s sake — Meu amigo, você está confundindo sorte com milagres! Sabe o que são milagres?
— É-é o improvável acontecer!
— Não, caralho, isso é SORTE! Sorte, sorte, sorte! Pessoas não morrem em tragédias por causa de sorte, pessoas deixam de entrar em aviões que caem por causa de sorte, pessoas não perdem parentes por causa de sorte, pessoas ganham na loteria por causa de sorte, e sempre a subestimam! Que raio de humildade! Milagres são o impossível acontecer!
Eu entendia, mas não queria entender. Que péssimo vendedor; ele estava me deixando irritado.
— Escuta, eu posso te dar sorte… Posso mesmo. Quer dizer, é o máximo que você pode pedir. Se você gosta desse negócio de ficar sentado esperando as coisas acontecerem… Humpf… Tá falando com o cara errado. Não sou bem eu que faço milagres, kid.
— Então… Então existe um Deus?
— Um, dois, três. Ou mais. Mas garanto que eu não fico brincando de War com eles o dia todo. Eu tenho mais o que fazer.
— Hum. Isso explica muita coisa.
— Oh hell it does. Isso tudo é intriga da oposição; você é um garoto inteligente, deve saber… Não há nada de errado com quem precisa de uma ajuda e prefere fazer as coisas acontecerem. Mas tem gente que se ofende. Vai entender…
— Escuta, é… Você não vai me cobrar os olhos da cara ou outras coisas.. “Extracorpóreas” por tudo isso que você me falou, né? Porque não deve ser à toa que te chamam de advogado, então já vou dizendo…
— Não, não, imagina, quê isso… Vai querer a sorte e os conselhos ou não?
Naquele momento fiquei realmente pensando se precisava dessas coisas. Depois de uma experiência louca como essa — e que merda, ninguém pra testemunhar ainda! Que diabo de dia mais esquisito! Havia alguma mega festa universitário-dionisíaca ou algo assim? Cadê os estudantes? — fiquei pensando é que talvez precisava reavaliar minhas crenças pessoais, meu guarda-roupa e principalmente minhas prioridades na vida.
— Acho que não.
— Humm… Você tem certeza? Um pouco de sorte não faz mal a ninguém.
— Mas… Sorte é como algo que você tem ou não tem ou é algo que você pode ter mais ou menos?
— Ah, sorte há muita no mundo, não se preocupe com a falta dela. O que estou oferecendo é um pacote extra de sorte e serviços de manutenção, só pra evitar eventuais vazamentos, sabe como é.
— Entendo… Bem, nesse caso, acho que não vou querer não.
— E o que vai fazer? Sentar e esperar?
— É… Mas talvez por outra pessoa. Acho que posso tentar ser mais realista… Pode me fazer bem.
— Certo… Bem… — ele estava se levantando pra ir embora — Creio que pode começar deixando de acreditar em Diabo, não? Hehehe… — e com aquela risadinha seca, assumindo agora uma identidade psicológica mais idosa, foi andando devagar rumo à rótula do campus logo à frente.
— Ei, Diabo — disse, chamando sua atenção depois que ele havia andado um pouco — por que você fala inglês?
Ele se virou e, permitindo-se um último sorriso — dessa vez mais sincero, natural, mas nem por isso menos enigmático, disse:
— Ah, por favor… Todo mundo que tem boas intenções fala inglês.
E virou-se, mais uma vez, desaparecendo logo depois como um fantasma. Fiquei impressionado, embora achasse que um efeito de neblina seria muito mais interessante.
Olha lá o filho da puta… Lá vem um estudante. Engenharia, é? Bota o adesivo na pasta, vai. Eu sei que o vestibular é um parto mesmo. Ainda assim: só aparece agora, um desgraçado. E chega de The Subways, maldito repeat. Querer uma mulher que ouça U2 é aceitável. E definitivamente mais simples.
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Texto em Resposta a Arnaldo Jabor, ainda que ele não vá ler isto de qualquer forma.
Postado em 29 de Caos de 3176 YOLD , às 4:59:72 CommentsO @Bonfatti twittou agora há pouco um texto sobre a crítica de Arnaldo Jabor à internet e às mídias sociais como Orkut, Twitter, etc. O texto todo está disponível aqui, e eu gostaria de dizer algumas palavrinhas quanto a ele.
Ele diz que não gosta da internet e da revolução digital porque ela faz com que as idiotices se aflorem; que antes, os “burros” ficavam guardando sua burrice pra si, mas agora ganharam nova voz e a terra torna-se um campo para libertar os desconhecimentos e os vazios conceituais. Também diz que a revolução digital é uma das coisas mais importantes dos últimos tempos, mas ainda assim não vê com bons olhos tudo isso.
E aí vem a cherry on top*:
Jamais farei um blog (…)
O que eu quero dizer é o seguinte: em primeiro lugar, burros não são burros. É claro que as pessoas possuem aptidões diversas e às vezes o intelecto deixa um pouco (ou um muito) a desejar, mas também é verdade que eu não acredito na imutabilidade das espécies — nem considerando a biologia nem considerando humanos.
Burros, burros mesmo, seriam aqueles que provavelmente continuariam assim durante toda a vida em decorrência do pouco (ou praticamente zero se voltarmos bastante pra, sei lá, idade média) contato que o indivíduo tinha com outras ideias, com outras teorias, com outras visões de mundo; coisa que a internet proporciona. É verdade que muito ali é lixo e muitos não aproveitam essa oportunidade, mas achar que não vale à pena fazer parte disso por causa da parte ruim? A internet é grande o suficiente para que os filtros que colocamos ao usá-la nos permitam entrar em contato apenas com coisas que nos interessem. Essa ferramenta de interesse pode nos ajudar a descobrir novos livros, novos filmes, novas músicas, novas obras de arte — que estão confinadas na internet ou não. É a internet a serviço da vida real, porque se não sua existência não faria sentido, sinceramente.
Em segundo lugar, jamais farei um blog. Um blog é mais um meio, como jornais, revistas, TV. Você diz que já fala o suficiente por eles, mas o feedback que você ganha com seus textos por esses meios é lento, indireto, e não é compartilhado com outros leitores, que poderiam se beneficiar de uma eventual discussão sobre o tema. Não vou ficar elogiando o quão diferente (pra melhor) eu acredio que os blogs enquanto meio de memes são, acho isso desnecessário, devem haver centenas de sites explicando isso. É uma pena que o Arnaldo Jabor seja burro pra misturar as coisas de maneira tão tola; ter um blog é uma experiência que extende a experiência intelectual de escrever um texto, de expor uma ideia, de maneira fantástica. Ah, e pior, é um burro que fica aí, deitando falação…
Em terceiro lugar, por acaso ele conhece a LTCAM e o caso da taxa de lixo em Manaus? Pois é, a internet me fez conhecer isso — eu, que estou em SC — mas na verdade o que está sendo importante é a ação deles para o esclarecimento do povo de lá. Disso e de várias outras ações para o qual esse MEIO — porque é só um meio, minhéris — pode ser usado, ele não fala. Mas acha que quando as pessoas o usam pra entretenimento estão se iludindo, caindo no ostracismo político.
Em quarto lugar, ele diz o seguinte:
Ou seja: admiram-me pelo que eu teria de pior; sou amado pelo que não escrevi. Na internet, eu sou machista, gay, idiota, corno e fascista. É bonito isso?
No calor do momento, nervoso pelos textos falsos que atribuem a ele, ele esquece que há quem goste dos textos que ele realmente escreve. Acha que a internet está arruinando sua carreira, mas se seus biógrafos forem sérios não vão deixar cair na tentação de textos apócrifos; pesquisas sérias vão ver que o texto não é dele se não estiver em algum jornal para o qual ele trabalhava, etc.
Agora, tem uma coisa: eu duvido que algumas pessoas, provavelmente que não o conhecem bem, já não o tenham chamado de machista, de gay, de idiota, de corno, de fascista, na vida real. Como se na vida real ele pudesse escapar das diversas interpretações de seus atos.
E outra: as pessoas que me conhecem sabem onde me encontrar. Sabem do meu blog, sabem do meu twitter, e por aí vai. Se saísse algum texto meu na internet, eu simplesmente diria que não é meu. É fácil encontrar meus canais “oficiais” na internet. Se ele possuísse tal identidade digital, seria um pouco mais simples desfazer essas ambiguidades. Concordo com ele quando ele diz que isso não é legal e que o anonimato dá chance pra alguns tipinhos problemáticos fazerem coisas ruins. Eu não também não gosto desse anonimato. Desse de colocar “anônimo” na hora de postar em blogs ou do tipo que faz perguntas no formspring. Jabor, contudo, exagerou no momento da raiva.
A frase que resume bem o que ele quis dizer é essa: “Eu gosto do passado”. É uma pena, Jabor. Eu também gosto de algumas coisas do passado. Mas o que você disse é apenas uma generalização equivocada.
* Eu não tirei a frase de contexto. Foi exatamente o que ele quis dizer.
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Quase Natal
Postado em 29 de Caos de 3176 YOLD , às 1:14:93 Comments(Dedicado à @julifuhrmann)
Era uma madrugada quente de janeiro. Sentado na varanda da casa rústica no sul do estado, ouvindo o barulho típico dos grilos e outros bichos esquisitos, estava o casal. Nenhuma situação muito romântica; era apenas… Neutra.
Ela observava o milharal à frente da casa, no terreno do pai do namorado. Ele ora lançava olhares furtivos ao corpo dela, ora lançava olhares poéticos para o céu. No primeiro caso, não sentia nada de específico ao fazê-lo; era pura contemplação, momento tão raro. Gostava de olhar por olhar, e fazer os olhos irem e virem na perna destapada pelo short jeans, como que lendo uma palavra grande e confusa várias vezes, ou mesmo olhando pra um aquário muito extenso, num espaço de tempo lento e sem som algum. No segundo caso, sentia a esperança boba de achar uma estrela cadente. É claro que isso não aconteceria. Nunca tinha visto uma, sempre achou péssimos os efeitos especiais de filmes que simulavam uma e tachava (apenas pra si mesmo, numa nota mental) de mentiroso qualquer um que dissesse que havia visto uma.
— Milho não te dá medo?
— Quê? — disse ele, rindo, acordando de suas ilusões bobo-contemplativas.
— O milho é quase um personagem principal das histórias de terror de fazendas. Se tem um monstro ou bicho ou espírito, e a história é numa fazenda, a fazenda vai ser de milho!
— Mas é porque milho é só o que eles plantam nos Estados Unidos.
— Quê? Claro que não! — disse ela, cética e risonha.
— Claro que é! Por isso que em qualquer filme o milho é o personagem principal. Milho é tipo o Capitão América pros americanos.
— Então não é nada, né? Porque o Capitão América é muito chato.
— Chato? — ria ele, fazendo ela rir em resposta — Por quê chato?
— Ah, pára. Você já perguntou pra alguém Ei, e aí, qual é o teu super-herói preferido? E aí te responderam Capitão América!?
— Não, mas aqui ninguém dá a mínima pra ele mesmo… Mas eu nunca perguntei isso pra um americano!
— Que americano seria idiota pra gostar de Capitão América?
— Por que essa implicância com o Capitão América?
— Porque ele é ridículo, ele é tosco! É como a gente gostando do Zé Carioca porque ele é o brasileiro que foi morar na Disney! Foda-se o Zé Carioca, ele é muito chato!
— Olha, na verdade… Nem tem nem diferença! Todos os heróis são muito parecidos, e os personagens de desenho animado também são…
— Ah, não são não…
— Claro que são! Quer ver? Pega uma história do Zé Carioca.
— Hum.
— Agora tira o papagaio e bota o Pato Donald ali. Duvido se você não vai se matar de rir.
— Nada a ver! Se for o Pato Donald eu vou ficar imaginando ele falando com aquela voz dele, e aí eu vou rir.
— Você imagina a voz deles no gibi?
Ela olhou pra ele com uma cara que misturava decepção e sarcasmo.
— Que foi? — perguntou ele.
— Tá falando sério?
— Sim, ué. Ah, é que você sabe, eu leio gibis passando muito rápido, todos os personagens têm meio que… Vozes parecidas, de acordo com o estereótipo.
— Bem coisa de quem não lê HQ mesmo — e ela voltou a ficar de frente pra plantação, olhando o vento fraco mexer uma ou outra planta.
Depois de uma pausa que não foi desconfortável porque ele já estava gastando seu tempo rindo, por dentro, da conversa com um fim potencialmente desconfortável, ele resolveu retomar a conversa:
— Filmes japoneses ou outras coisas assim de terror não têm milho.
— Filmes orientais de terror são urbanos, se passam na cidade. É óbvio que não têm milho.
— Mas se passassem na fazenda, não teriam milho também. Isso é coisa de americano.
— Amor… Têm fazendas no Japão? — perguntou ela. Os dois começaram a rir com sorrisos abertos, sinceros, ainda que não gargalhassem; olhavam um para o outro e alguma coisa forçava a boca deles a continuar aberta. Ela tinha bebido um pouco e era um pouco visível que ela não estava muito no controle dos músculos faciais.
— Uma vez — começou ele, ficando de lado na cadeira pra olhar reto pra ela — eu ouvi uma história, uma lenda aqui da região, sobre um assassinato.
— Como é — ela, um pouco mais desajeitada, foi rolando até ficar de bruços.
— Assim você me desconcentra — comentou ele, fazendo ela rir. Desconcentrava mesmo.
— Desculpa, mas agora eu tô a fim de ouvir a história — ela virou de lado, interessada — concentra.
— Tá, pra resumir…
— Não! — os dois riam da safadeza — Se não for a versão sem cortes, eu vou cortar outra coisa na nossa programação, querido…
— Tá, tá… Bem, era uma vez um homem..
— Não, pera… Era uma vez?
— Tá, mas… Como é que você quer que eu comece?
— De um jeito criativo. Surpreenda-me — ela estreitou os olhos pra ele, que pôs a cabeça pra funcionar. Não querendo se estender muito, falou a primeira coisa que surgiu à sua mente:
— Era uma noite quente de verão…
— Pronto, agora vai — ela estava séria. Não gostava dos risinhos típicos que quebravam o clima das histórias de terror.
— Ok. Era uma noite quente de verão, e a cidade estava apinhada de turistas. Todos vieram atrás das odiosas casas baratas que você consegue encontrar ali na praia da Teresete.
— A gente conhece o tipinho.
— É. Então… Isso foi em Dezembro ainda, segundo o que me disseram. Era quase natal, e as lojas faziam aquelas promoções típicas. Mas não havia nada de típico quanto ao vendedor de uma das lojas, que naquela noite resolveu cometer um assassinato.
— E foi matar quem?
— O próprio irmão…
— Uau… Por quê?
— Ninguém sabe; na época todos disseram que eles tinham uma ótima relação, nunca foram vistos brigando feio, etc etc etc. Ninguém conseguiu entender o motivo.
— Então pegaram ele mesmo?
— Não, não! O legal da lenda é que não pegaram, se pegassem teriam descoberto o motivo.
— Ou não… Vai, continua.
— Bem… O caso é que a lenda é justamente uma lenda porque é a explicação que há por aí pro desaparecimento desse irmão do vendedor. O vendedor se chamava Renato, e o irmão, Odílio.
— Odílio foi o que desapareceu?
— Sim. Do dia pra noite, ou melhor; da noite pro dia. Sem deixar rastros. A última vez que foi visto foi entrando na loja em que o irmão, o Renato, nosso assassino hipotético, estava trabalhando até tarde da noite, arrumando o estoque, essas coisas.
— E aí ele matou o irmão lá dentro da loja?
— Sim. Dizem que foi com uma faca; ninguém ouviu gritos, ninguém ouviu tiros, ninguém ouviu nada. Mas fato é que Odílio nunca mais saiu de lá com vida.
— Mas então ele saiu de lá?
— Ah, saiu. Saiu, ficou na frente da loja por uma ou duas semanas e então foi embora de novo…
— C-como assim?
— Aí começa a lenda. Quer dizer, já começou antes, mas aí vem a parte boa dela. O que dizem é que Renato viu o que tinha feito com o irmão e agora não sabia o que fazer com o corpo. Foi aí que ele viu o Papai Noel gigante que a loja tinha comprado pra colocar na frente da loja, sabe, essas coisas que os lojistas acham que vai atrair mais compradores e coisa e tal…
— Sei, sei.
— Então: o Papai Noel era tipo actual size, sabe? Cabe uma pessoa ali dentro.
— Ah, tá brincando!
— Não… Renato fez um corte nas costas dele, que iam ficar viradas pra uma poltrona de qualquer jeito, tirou o enchimento do boneco, jogou o corpo do Odílio ali dentro e costurou tudo de novo.
— Caramba…
— Sim. Aí limpou todo o sangue, se livrou das provas maiores e lá ficou o Papai Noel, na frente da loja, dia após dia… Depois que acabou o Natal, ele mesmo se encarregou de tirar a decoração. E enterrar o Papai Noel.
— Nossa… — A história teve um efeito que nenhum deles, tão acostumados a ouvir e a contar essas histórias, esperavam. O ambiente ficou mais pesado; o quente e opressor ar parecia não mais fazer daquela noite uma noite agradável, e tudo ali fora meio que sugeria perigo. O quase silêncio (malditos grilos) também não ajudavam.
— Eu acho que eu vou dormir… — comentou a garota, no mesmo instante em que uma pick-up estacionava em frente à propriedade. Era Márcio, um amigo que tinha vindo junto passar o feriadão por ali.
— E aí Márcio… Cadê o Joel? — Joel era o irmão dele.
— Foi, ah… Dormiu. Na casa de uma amiga.
— Que amiga?
— Acho que ele conheceu hoje — disse ele, dando uma risadinha que se estendeu ao longo da frase.
— O que é aquilo ali dentro do carro?
— Isso aqui? — perguntou ele, apontando com o polegar pro lado; no espaço atrás dos bancos da frente havia algo parecido com uma pessoa ali, vestindo uma roupa vermelha; os vidros estavam um pouco sujos, então não dava pra ver direito — É só, é… Uma fantasia que eu aluguei pra festa a fantasia da terça.
— Ah, legal. Do que você vai?
— P-Papai Noel — respondeu ele — Mas não sei, talvez eu.. Vou alugar outra ainda. Uma melhor.
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Favoritos Inteligentes (De Verdade) no Firefox (Ideia)
Postado em 28 de Caos de 3176 YOLD , às 9:55:09 CommentsTava aqui pensando: eu uso meu Firefox com alguns add-ons pra me avisar quantos e-mails e ítens do google reader eu tenho como não-lidos. Entretanto, esse tipo de notificação é tão útil que, acredito eu, é muito usado e quem não usa não o faz porque usa outro notificador em algum lugar ou nunca pensou em procurar por esse tipo de coisa (é fácil se acostumar com elas!)
Então continuei pensando. Quando o Firefox 3 saiu (se não me engano) inauguraram o conceito de favoritos inteligentes. Todo mundo com uma instalação fresh do Firefox já viu esses troços. Eles ficam na barra de favoritos, coisas como “favoritos recentes” ou outras coisas assim.
Mas essas coisas são, sinceramente, bastante inúteis, pelo menos se considerarmos o número de pessoas que as usam — pra mim, zero: nunca vi ninguém usando isso, tipo conscientemente e tal.
Eu acho o seguinte: a Mozilla podia lançar uma onda de favoritos realmente inteligentes. Saca só: atualmente minha barra de favoritos é:
O que ela poderia ser é:
Mockup feio pra cacete, mas tudo bem.
O que eu quero dizer é: isso sim seriam favoritos inteligentes. Sem necessidade de add-ons; eles seriam conseguidos através de coisas tipo aqueles motores de busca que podem ser instalados sem precisar reiniciar o navegador nem nada. Tipo um bookmarklet! Um projeto mycroft, só que pra favoritos inteligentes. Aí pessoas poderiam pegar a API de determinado programa da internet e criar um pequeno app cuja ÚNICA função é ser um favorito (que não necessariamente precisa ficar na barra de favoritos; pode ficar no menu de favoritos, em qualquer subpasta) que checa regularmente por updates e notifica discretamente quantos existem…
A configuração (quão regular os updates seriam, por exemplo) ficaria tudo numa mesma aba da janela de preferências do firefox, pra evitar vários diálogos de configuração pra cada add-on que “checa” por novidades.
Also, um feature pra ajudar a proteger o conteúdo das novidades seria o seguinte: o firefox poderia usar a senha do serviço pra buscar na API a quantidade de novidades (mas de forma alguma o conteúdo delas; isso já ficaria pra um add-on tradicional) e então ao acessar o site através do favorito, o usuário deveria colocar a senha novamente, logando no site mais uma vez (isso seria configurável, por add-on, na janela de preferências do firefox).
Vai dizer que não é uma boa ideia? =)






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